Poemas Nao quero dizer Adeus
O que eu sou?!?!?!
Sou a única estrela de um céu estrelado que não brilhou...
Sou a única flor de um jardim florido que murchou...
Sou a única palavra de um poema que não rimou...
Sou a mulher que nunca beijou...
O homem que nunca amou...
A esposa que nunca engravidou...
O sonho que não se realizou...
O que eu sou????
Sou o único erro em uma centena de acertos...
Sou o único idoso que dançou...
A única gestante que rebolou...
A esperança que restou...
Sou o único defeito, o único erro...
O que estragou — é o que sou...
Sou a poesia não terminada...
A fantasia não realizada...
A matéria que não passei...
A roupa que não usei...
A louça que não lavei...
A planta que não plantei...
De tudo...
Sou o que não sei...
Não é desabafo, nem depressão...
É como nos veem...
É a nossa impressão...
Somos o lado ruim da questão...
O que fazemos de bom, de perfeito — ninguém vê...
Vamos olhar o céu estrelado...
Vamos agradecer pelo jardim florido...
Pelo que no poema foi dito...
Temos que aprender a falar de coisas boas,
A elogiar,
A dizer o quanto amamos...
Que tipo de pessoa só enxerga a perfeição?
Que diminui o outro por puro prazer?!
E não pelo tanto que cada um tem a oferecer...?!
Sou mais que a estrela que não brilhou...
Sou mais do que a flor que murchou...
Sou mais... sou mais...
E sei o meu valor.
No fundo não precisamos
de terra:
Terra nos condena [a] alma.
Precisamos de mar:
Mar nos liberta à visão.
“Quando não escrevo, meu universo se reduz, sinto-me na prisão. Perco minha chama, minhas cores”.
— Anayde Beiriz
Assim sou eu... Necessito escrever!
Meu cavalo e meu cachorro
Meu cavalo e meu cachorro
Não regalo, não troco e não vendo.
É bom ficar sabendo
Que não tem pila no mundo
Que compre o meu Clinudo,
Muito menos o meu Guaipeca.
Desconheço nessa vida
Quem me seja mais parceiro,
Mais fiel, mais companheiro
Na lida, na mangueira, no galpão,
Nas horas de solidão
E nas funções de campeiro.
E quando vamos ao bolicheiro,
Um espera pelo outro.
É assim desde potro,
E de cusco criado guacho,
Um roendo meu barbicacho,
Outro patinando lá na cocheira.
Mas eu me apeguei às porcarias
Que pra mim são como gente,
Mais serventia que muito vivente
Que anda a esmo pra nada.
Com eles eu dou risada,
Choro nos dias tristes,
Mas a felicidade existe
Quando vejo os dois na volta:
Um levando minhas botas,
O outro tirando o buçal.
Nem aparentam animal,
E com franqueza lhes digo:
Não há melhor amigo.
É verdade, não leve a mal.
O Guaipeca parece falar,
E o Clinudo só pra indicar:
Na sombra da figueira
Relincha com a forneira
Só pra vê-la gritar.
E pode até parecer
Que eu, por certo, tô louco,
Mas me importa muy pouco.
Só me ponho preocupado
Com esse mundo mal domado,
Por certo mal enfrendado,
Ou tardaram na puxada,
Erraram no bocal,
Nesse reparte desigual
Donde reina pila e ganância,
Que transforma grandes estâncias
Em pedaços de piquete.
Eu, no mais, só um jinete
Que gosta do meu Clinudo
E do Guaipeca orelhudo,
Já velho, quase sem dentes,
Que deixo jas pra semente,
Apenas a tradição:
Rancho, mangueira, galpão.
Nesse pedaço de campo,
Donde a luz dos pirilampos
Ainda à noite aparece
Pro índio fazer uma prece,
Que o pampa é chão sagrado
Pra aprender com o passado,
Que o pouco ainda é um regalo,
Que um cusco e um cavalo
Têm valor e têm estima.
Assim se declama e se afirma,
Nesses versos macanudos:
Não vendo o meu Guaipeca,
Muito menos meu Clinudo.
Renato Jaguarão
Eu te vejo.
Sei que você faz muito, mesmo quando não aparece.
Sei que você aguenta mais do que deveria.
Sei que você cala, pra manter tudo em paz.
Mas eu tô aqui pra te lembrar:
Você também merece colo.
Você também merece ser cuidada.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Eu te vejo. Inteira.
Não pelo que você faz, mas por quem você é.
Não pelo que oferece, mas pelo que carrega.
Você não precisa se provar.
Quem é de verdade, fica —
porque reconhece a sua alma antes do seu esforço.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Não sou perfeita, mas sou autêntica. Aceito minhas fases, versões, imperfeições e celebro minhas peculiaridades.
Afinal, são elas que me tornam única.
Não sou nenhuma cópia, mas uma obra-prima original, que nem sempre agrada a todos e, tudo bem!
Nunca desista daquilo que você sonhou e sonha, porque a hora não é nossa ela é de Deus, e uma hora todos os seus sonhos será realizado, primeiro passo é a fé.
Bom dia
Sim
Eu sou rebelde
Sou uma rebelde com causa
Aliás, causas
"Não vivo em um mundo cor de rosa"
Enxergo ele através de muitas cores
O preconceito ainda está aqui
A desigualdade também
E todas as outras mazelas sociais
Não vou fechar os meus olhos e dizer que está tudo perfeito
Porque não está
Se sou luz, não vou me apagar onde devo me acender.
Sábio mesmo ...
É o Tempo!
Que nos mostra
quieto ...
Em silêncio
Quem Sim
Quem Não e
Quem Nunca mais !
É no meu silêncio que te encontro
Os meus barulhos só conseguiram
te afastar de mim.
Eu não sei amar exato
e não aprendi a segurar meus impulsos
Meu lado certo é imperfeito .
Mas nem por isso deixo de sonhar.
Paula Monteiro
Não me esqueci de você
Não poderia me esquecer desta data tão especial
por ser você uma pessoa muito querida,
passam-se os dias, os meses, e tantas outras primaveras,
e finalmente chega a data em que comemora-se o seu aniversário,
E neste dia, fogos de artifícios irão colorir o céu,
misturando-se com o brilho dos astros
fazendo tua estrela brilhar ainda mais
aos aplausos merecidamente recebidos,
Um grande abraço e muitas FELICIDADES
nesta gloriosa data, parabéns.
Como posso te esquecer
Se você não sai
Da minha mente,
Se a minha saudade
Insiste em visita-la
A todo instante, se
A minha boca insiste
Em beija-la mesmo
Você estando ausente ?
Como pode o meu
Coração viver sem o teu ?
Se os dois batem
Na mesma sintonia,
Na mesma cadencia!!.
Como posso te esquecer ??
No coração do revolucionário,
Se não circula esperança,
Compaixão, amor,
Acaba vestindo a rouba
Do rival – se iguala à ele.
Casamento
Um dedo e uma aliança,
Um juramento, em elos,
Que não pode ser quebrado.
…
Mas muitos quebram,
Lindo seria, se vivessem
Eternamente…
Hoje é dia de luto
Hoje não é dia de comemorar,
Hoje é dia de luto,
Hoje é dia de conscientização,
Para que uma triste
História não se repita.
Foi nesse mesmo dia 31
E mês de março, no ano de 1964,
Quando tudo começou.
Pessoas fugindo
De um estado a outro,
Pessoas fugindo do seu
Próprio país,
Pessoas desaparecendo,
Pessoas apanhando,
Pessoas sendo torturadas
Pessoas sendo massacradas,
Pessoas sendo assassinadas,
Pessoas com medo, meu Deus.
Foi um tempo de chumbo,
Foi um tempo de manifestação
Foi um tempo de protesto,
Cobrar os direitos
Era correr o risco de opressão,
Cobrar os direitos era tido
Como crime.
Músicas sendo censuradas,
Livros sendo queimados
Em praça pública,
Emboscadas
Pessoas apanhando
Para entregar a outra.
Soldados recebendo
A ordem dos tiranos,
Soldados treinados
Para obedecer,
Soldados recebendo
Ordens por um mísero
Salário.
Hoje é dia de luto,
No Brasil!
A esperança perdida
Quem sou?
Não sei.
Talvez o vento
Levou o meu nome.
Só não sei pra onde.
Nova esperança
Onda que vai e vem,
Traga-me algo
De bom
Pra esse mundo
Em guerras,
Mas não leve o melhor
De volta,
Uma nova esperança.
Desculpa...
Desculpa!
Se o meu amor por ti
Não é eterno,
Passamos as mãos
Em uma ilusão contínua,
Mas tudo quer dar um basta.
Desculpa!
Se não sei ou não soube
Dar-te meu amor,
Apesar de existirem
Muitos afetos...
