Poemas Nao quero dizer Adeus
O modo de se vestir é uma preocupação ridícula. Mas é muito ridículo para um homem não estar bem vestido.
É uma grande tolice o «conhece-te a ti mesmo» da filosofia grega. Não conheceremos nunca nem a nós nem aos outros. Mas não se trata disso. Criar o mundo é menos impossível do que explicá-lo.
Não lamento os homens, os homens refazem-se; não lamento o ouro destes tesouros, os tesouros voltam a encher-se; mas quem restituirá a estes povos os anos que vão passando?
Escrever um livro mau não requer menos trabalho que escrever um livro bom; jorra da alma do autor com a mesma sinceridade.
Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.
O ancião merece respeito, não pelos cabelos brancos ou pela idade, mas pelas tarefas e empenhos, trabalhos e suores do caminho já percorrido na vida.
O combate que travam em cada indivíduo o fanático e o impostor faz com que não saibamos nunca a quem nos dirigir.
O indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma necessidade interna.
A ocasião tem todos os cabelos na parte da frente; se a deixamos passar, não temos forma de a puxar de volta; ela é careca na parte de trás da cabeça, e nunca mais retorna.
Não adianta discutir com o inevitável. O único argumento disponível contra o vento de leste é vestir o sobretudo.
Como o mundo é claro e belo, quando não nos perdemos nele, e como é escuro o mundo, quando nos perdemos nele!
O poder não é algo que possa ser assumido e posto de lado conforme apetece, como com a roupa interior.
Os maus, não querendo reconhecer-se por autores do mal que praticam, atribuem ao destino, à sua estrela, os desgarramentos das suas paixões.
Por vezes a curiosidade abre novos horizontes, quando não, acende a chama do entusiasmo para procurá-los.
