Poemas Nao quero dizer Adeus
Homens
Meu pai, loucos são os homens.
Os do mundo, pois então...
Se não fossem, eram da razão.
Mas são das do mundo ordens.
São criadores de vasos, partidos.
Que não tem nenhum valor...
São das obras dos sentidos,
Que aos mansos, causa dor.
Meu filho, os homens, enganosos,
São do mundo e temporais.
Mas os mansos são racionais.
Dos mansos é a vida.
E a alegria ainda.
Pois são do bem temerosos!
Alegra-te
Ai não choreis não!… Não!…
Antes cantai!… Cantai!… E não chorai!
Sim! Pois tudo , já lá vai!… vai!…
Até a eternidade não tem razão!
Mas tu alegra-te e canta e teu mal espanta.
Com força tanta, sem medo, sem mágoa…
Eis que ele vem. E já a existência comanda.
Ai que já vem tão cedo. Como a primeira água.
Veio o rouxinol azul. Veio a flor de Saron…
E ainda a rosa branca, que ao ser encanta.
Veio, e com força tanta! Tanta!…
Para que o homem, mais ainda,
Que eternamente, Que eternamente!
Não mais tenha tormento! Tormento!…
Lenha
Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
Ilusão
A esperança já não há.
NÃO SEI QUEM SOU,
Nem se faço parte da vida de cá...
MUITO MENOS SE MORTO ESTOU...
Penso que houve um tal DESCARTES,
QUE SABIA EXISTIR...
Mas eu não sei se de pensamento tenho arte,
OU SENTIMENTO TENHO SENTIR...
Que coisa é esta,
QUE NÃO TEM VALOR...
Nem presta...
Pois é confusão...
TEM DOR...
E AFLIÇÃO!...
HELDER DUARTE
Tróia
A vitória não foi de Tróia, nem da Grécia,
Não foi de Aquiles, nem de Heitor, nem,
de Páris nem de Helena, linda porém.
A vitória não foi de Atenas, que crescia.
Não foi de Roma, nem antes do Egito,
nem de Canaã ou de Babilónia ou da Assíria.
A vitória foi de Deus, que livrou o mundo aflito,
depois da queda de Tróia, mudou tudo assim.
Começou a falar ao mundo, pel'o povo de Israel.
Ao povo de Israel por profetas como Samuel.
Finalmente nos deu a vitória, por Jesus Cristo,
que derramou seu sangue, sem ser em vão isto.
A vitória não é das cidades antigas, nem dos reis,
mas de Deus e do seu grande e forte amor...
Que está em Jesus Cristo nosso redentor.
Que aos povos deu as do amor leis!
A batalha final será no Armagedom, contra o mal.
E em uma outra de Gog e Magog, no fim do reino milenar.
Aceitai isto vós, dos povos que me ledes, sim homens,
ouvi, vós todos, que sois de várias ordens!
,
Raça Humana
Oh vós que humanos sois!
Porque não voltastes para Deus?
Para vida terdes pois,
Deixardes a morte e de ser ateus!
Vossos pais, para ele voltaram,
E felicidade alcançaram.
Encontraram a verdade
E também a liberdade.
Eles foram:
Adão, Sete e Noé,
Que por vós oraram,
Porque a Deus amaram!
E pela fé,
Paz alcançaram!!!
Liberdade
Não foram os Templários que libertaram Jerusalém,
não foram nem tão pouco, os da luta pelo Islão,
tão pouco os Judeus que estavam na terra de Salém,
Isto no tempo dos cruzados, na luta da terra de Sião.
Jerusalém foi livre, para homens livres, viverem.
Homens de toda a nação, de toda a nossa terra...
Viverem livres numa eterna liberdade, sem guerra,
em esta cidade linda, a eterna e sempre Jerusalém!
Foi o cavaleiro do cavalo branco que veio de cima,
que libertou com espada forte, a cidade de Jerusalém.
Sim ele, muito a ama, desde sempre a muito estima!
Por ela ele morreu, mas a morte, ele já venceu...
Pois é o Senhor dos senhores que ainda vem.
Eis que o mal, com a sua palavra ele fim deu!
Lamentação
Porque neste fado estou?!
Como quem foi mal fadado!
Porque não sou,
O que poderia ser, se estivesse noutro estado?!
Porquê? Mas porquê?
Pergunta alma minha.
Meu ser mal caminha.
Também para quê?
Sem força caminho,
Com rumo incerto.
Sem saber meu destino...
Só uma coisa sei...
Ao certo...
Contudo , no juízo a Deus verei!...
HELDER DUARTE
Maldade
Eis que a humanidade é só morte e maldade.
No coração do homem, não há sinceridade.
Em todo o mundo, todos são agressão.
E das palavras, fazem uma maldição!
A sociedade está corrompida totalmente,
O muito sábio em letras é o mais malvado,
tendo o desplante de dizer-se sapiente,
mas nada sabe, nada tem de bondade.
Não acrediteis nos homens que prometem,
é só muita mentira, não há nenhuma paz.
As nações contra outras arremetem.
Quando disserem agora há paz de verdade,
de repente volta tudo para o tempo atrás,
E mesmo só há má humanidade!
Deserto
Eis que estou a labutar, neste meu existir,
onde vou eu parar, se não me sinto triunfar?
Luto em vão neste deserto seco, de queimar.
Mal ando, na areia, que me quer destruir.
Ventos uivantes me estão a desviar, da minha rota,
e me querem fazer cair, no deserto à minha volta.
Para eu não chegar às fontes das águas puras,
que estão além daquelas longe avistadas dunas.
Estou cansado de tanto andar, eis que vou já parar.
Vou ficar por estas bandas, a descansar, até retomar,
meu vasto caminho da luta, da minha existência.
Mas já vejo ao longe um sinal de palmeiras verdes,
alma minha continua a tua peregrinação, até terdes,
a tua porção de água, tem aida muita insistência!
Inferno
Paixão infame, tenho eu em mim, como todos os humanos,
não sou mais santo, que outros e que todos os homens.
Sinto o calor da volúpia, dos meus tormentosos enganos,
que levam aos actos, de todas e muitas arrogantes desordens.
Meu corpo é um poço de águas quentes, nesta ação de viver,
em que a consciência me sanciona, por este fogo eu ter.
Sossega, alma minha nesta infernal e ardente paixão.
Demónios me tentam, quem me livrará desta situação?
Cessa já paixão desumana e mentirosa, nesse teu agir!
Espírito do céu me envolve no teu manso vento...
A este calor com a tua água, me faz resistir!
Antes que vá ao inferno, me ajuda a não lá entrar!
Antes que venha a noite e venha a sentir tormento,
me salva, ó Deus neste meu muito já clamar!
Ele vem
Vem ele,
Finalmente virá...
Reinará aquele.
Que não tardará...
É o Senhor da eternidade...
Da paz também...
Da verdade...
E do amor...
Seu nome é Jesus,
Pai da luz.
Cheio de amor,
Bom pastor.
É o eterno,
É o Senhor...
De quem é o reino,
Reino sem dor!
Humanidade
Porquanto tendo conhecido a Deus,
Não lhe deram glória, por actos seus.
Antes em seus discursos se desvaneceram
E o seu coração insensato, obscureceram...
Sábios, dizendo-se...
Loucos, tornaram-se...
Alteraram, a glória do Deus, incorruptível,
Em semelhança do homem, corruptível.
Puseram-no, como se fosse a aves, igual;
E a quadrúpedes também...
Assim como a répteis, da terra, em geral.
Por isso, os homens estão mal...
O mundo o bem, não tem.
Pois, eis que todos, a Deus temos deixado, afinal!...
Tua Vontade
Ai se tenho feito tua vontade!?
Então teria a total verdade.
Mas eis que não a fiz.
Como tanto quis...
Mas ainda tenho esperança...
EM TI!...EM TI!...
Em teu ser em si.
Que me dá confiança!...
Para continuar...
A fazer...
Sem parar!
Nesta luta da vida...
O teu querer...
Nesta dura lida!
Homofóbico
Não sou homofóbico, não o sou, como Jesus Cristo não o era.
Sou antes, amigo dos que muito sofrem nesta terra!
E não os considero uns coitados, por isso em que estão!
Mas não sou, como os que os vendo, no desespero em que estão!
Sim! Muitos dos que sofrem, com muitas angústias,
devem ser auxiliados, sem nenhumas disso dúvidas!
Compreendei, vós povo do mundo, que muitos de entre vós.
São humanos como todos e qualquer um de nós.
E devemos amá-los, como dignos do nosso amor!
E não passar de largo, como os hipócritas, que não sentem a dor.
Sim há muita gente infeliz, no nosso grande meio!
Mas para isso Jesus Cristo ao mundo já veio,
E nos mandou aos cansados, anunciar, no tempo,
O seu poder, transformador, agora e sempre!
Pó
E ele disse ao pó:
Haja em ti vida!
Levanta-te e caminha.
NÃO ESTÁS SÓ.
Então este caminhou,
Com a vida que aceitou,
Pelos lugares que o houveram morto,
Tanto no baixo, alto e lugar plano.
E viu que a vida, que neles perdera,
Era a qu'eles perdida perderam,
JÁ QU'ELE D'ELES MORTE RECEBERA.
E o que ao pó falara ainda lhe disse:
E os que te mataram morreram,
Por te terem dado a morte,
PORQUE A VIDA QUE EU SOU, ELES AINDA A NÃO RECEBERAM!
O MAR
E a terra lhe disse:
Mar porque me bates,
Com teu modo, esse,
Que de Deus, não tem artes?
Se de Deus ambos somos,
Porque me fazes mal,
Se os dois afinal,
Por ele fomos ordenados?
Ms como estás nele,
Se me fazes guerra,
A mim que sou dele?
Como podes de Deus ser
E a mim terra,
Com tuas ondas, tanto mal fazer?!
Poeta
Sou poeta! Poeta! Poeta! Poeta!
Sim! Portugal! Brasil! E tu que és profeta!
Não o era! Não o era! Não o era!...
Mas aos poetas fazia guerra!
Mas oh profeta, que não és poeta!
Mas apenas um homem.
Neste mundo de desordem.
Eu que ao inferno, a minha dei, em vida esta!
E tal foi a tormenta que me veio,
Que minha alma mudou, para ser poeta.
Para vir a ser, o que, sempre rejeitei. E agora em cheio.
Porque eis que sensível fiquei e cantei,
Versos, sonetos, poemas, ao som de música de orquestra.
E em poeta, poeta, pois dei e me tornei!
