Poemas Nao quero dizer Adeus
Não perca a esperança!
Vitorioso é o espírito que,
apesar de haver perdido
uma batalha, encontra forças
para se manter de fronte erguida
e caminhar com fé.
"O bom construtor não menospreza a construção dos outros.
Edifica a sua sobre a rocha, usando o cimento da humildade e a argamassa do amor."
Maria do Socorro Domingos
O céu de Tupã
já não é mais o mesmo.
Morrem as florestas...
Olhamos a esmo,
Estragos causados
Por devastação.
Adeus, ,passarinhos,
Adeus, fauna e flora!
Toda a natureza
Emudece... Chora!
Preço muito alto,
O da evolução.
Ainda que você sofra as tribulações da escuridão da noite, não desanime!
Erga a cabeça, ore, confie!
O dia breve chegará e ,com certeza, virá pleno da mais pura luz!
Maria do Socorro Domingos
INCÊNDIO
Não atice o fogo
Que você não pode apagar.
Porque a labareda inflama
E aquela tímida brasa
Vira uma grande chama
Que vem ao seu encontro...
E pode lhe queimar!
Maria do Socorro Domingos
Se as rosas que plantaste feneceram
E delas restaram apenas os espinhos,
Não te detenhas, prossegue semeando!
Novas roseiras hão de florescer
E perfumarão todos os teus caminhos.
Boa parte das pessoas não quer trabalhar de forma séria, porque trabalhar exige esforço — e esforço é exatamente o que elas evitam. Preferem enganar, ludibriar e fazer dinheiro fácil em cima da ingenuidade e do otimismo alheio.
Gastam o que não têm com coisas que não precisam, vivem comprometendo o dinheiro, o tempo e a paciência de terceiros, sempre com a arrogância de quem acha que esperteza substitui caráter.
Vagueiam por aí vitimando pessoas de bem e, quando finalmente se deparam com um problema real — quase sempre criado por elas mesmas — fazem o papel de vítimas. Culpam a sociedade, o sistema, o mundo, o destino… qualquer coisa serve, desde que não sejam obrigadas a assumir a própria responsabilidade.
No fim, odeiam o trabalho: porque ele cobra exatamente aquilo que elas nunca quiseram dar — esforço, disciplina e caráter.
Eu me sentia indisposta, mas não era de rejeitar serviços.
Atendimento agendado para o sábado, tínhamos que viajar, a professora e no momento minha cliente, tinha casa em outra cidade.
No caminho todas as conversas possíveis, eu sempre atenta a ouvir e aprender, e blá-blá-blá...
Lá pelas tantas... Silêncio absoluto! (e sequer um "aham"... eu dizia)
A professora fez uma pergunta:
– Jô, você está direitinha?
– Não professora! – proferi quase em agonia. – Estou mal, tenho calafrios.
– O que posso fazer para ajuda-lá?
A viagem ainda era longa...
Dos dois lados da estrada canavais, lá ao longe se avistava uma casa... dois agricultores do lado de fora...
A professora desceu do carro...
Perguntou se a dona da casa estava.
Um resmungo e um aceno de cabeça afirmavam que sim...
Da porta da frente se avistava o quintal, vindo em nossa direção aquela senhora simpática... nos acolheu.
Uma curta cortina servia de porta, no lugar do chuveiro um pote com água e uma cuia.
Era ali que eu tinha que me aliviar do mal estar.
Muita agradecida pelo gesto de carinho...
E nossa viagem prosseguiu serena até o destino previsto.
(Contos que conto)
Quando meu desencarne acontecer:
Favor não me enviar rosas...
Prefiro flores do campo, mas que elas fiquem no campo e no Jardim..
Quando meu desencarne acontecer:
Me diga adeus em silêncio
Quando meu desencarne acontecer:
Não me exponha nas redes sociais
Sinto muito, mas não sinto mais nada.
Permito-me no divã
devo falar do que atormenta
livros que não li
fotos que não fiz
vezes que sorri
do ressentimento
da decepção
das palavras ditas
benditas as que não falei
a gota que faltava eu expulsei
Sinto falta
Da expressão "não troque o dia pela noite"
Do "cuidado ao atravessar as ruas, os carros voam no asfalto"
Sinto saudade do cheiro do jasmim do teu jardim.
Escute mamãe, tem muita saudade em mim.
Não sei quando vou descer do trem
Se ainda percorro vagões
Ou na estação que vem
Entre embarques e desembarques
o trem vai deixando alguém.
Optando por cuidar da própria vida...
Porque à vida é um corrimão
Nem dá tempo perceber
Que não se tem os pés no chão.
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
Amanheceres
A luz do amanhecer já não fazia diferença para Olga, se não fosse o velho despertador de corda, presente de Camilo, (irmão mais velho). Olga vive entre crenças e caridades realizadas e na companhia do seu fiel escudeiro, o cãozinho Pipoca.
Nunca, nem um dia era igual ao outro.
Enquanto o apito da chaleira não avisa a fervura da água, Olga liga o rádio: as notícias não param...
O telefone toca (..trim...trim...trim..)...
Olga caminha até a sala para atendê-lo: "Alô?, Alô?: Quem fala?"
Do outro lado a voz rouca tesponde: sabe quem fala? Ao mesmo tempo responde, é Ava sua sobrinha. Alegrias, saudades expostas, assuntos em dia.
