Poemas Nao quero dizer Adeus
LIVRO POÉTICO
Seu corpo é um livro de poesia.
Portanto, não deixe qualquer um pegar, foliar e vê.
Mantenha-se fechado (a).
Até você conhecer alguém que sábia ler.
Deixei um beijo meu
Na esquina do teu rosto.
Só pra avisar: estou voltando para buscá-lo. Se não me devolver, roubarei!
CAETANIANDO.
O sol não nasce em Santo Amaro
Sem que o poeta Caetano
esteja com os versos cantando;
Poesia com samba de roda, meu caro.
Dança criança, velho e a moça morena.
Com isso faz o lindo recôncavo baiano se alegrar.
O tempo é um deus generoso que deixará
Caetano Veloso como um eterno poema.
A ditadura tentou lhe ditar,
Mas Caetano nunca andou só.
Ele é protegido pela força do orixá.
E abençoado pela reza de de Dona Canô.
Caetano é uma ladainha.
Sua amizade com Gil,
É como o berimbau e o capoeirista;
Que a capoeira da vida os uniu.
Caetano é filho da terra sagrada,
Que é filha da mãe África.
Que a pariu no fundo do navio.
A Bahia é a poesia
e Caetano Veloso é o poeta que a canta com muita alegria.
O amor platônico me deixa perdido,
Por não ser achado por quem eu amo.
Meu peito dói tanto
Pelo fato de não ser correspondido.
Não é uma dor que me mata.
É uma dor que me abraça,
Que me arde por inteiro,
E eu ao mesmo tempo, sinto-me bem.
Por saber que, mesmo sendo ser humano
Eu consigo amar alguém.
Trecho de um poema do meu livro: Dom Amaro.
SE MACHADO DE ASSIS FOSSE BAIANO
Seria barril velho, tá ligado não?!
Capitu seria uma piveta barril dobrado.
E viveria numa quebrada.
Ela também seria pagodeira... Dissimulada.
Sua cara seria de ressaca de serveja.
Bentinho seria um vacilão,
Por achar que foi traído.
E Capitu que não come reggae de ninguém, mandaria ele vazar.
Machado não falaria "Decerto que sim"!
Ele diria: "É isso mermo!" "Tô ligado, véi!" "Tá valendo..."
...Poesia seria uma Swingueira...
Machado de Assis é tudo, e, em todos dialetos!
Ode ao 2 de Julho.
O sol não nasceu em 7 de setembro na Bahia.
Pega a visão!
Conta-se a história
Que o verdadeiro povo heróico
Surgiu no solo do recôncavo baiano
com grito de poesia:
"independência independência ou morte", que até hoje soa em nossa memória.
O povo que botou o português pra se picar com uma boa rasteira.
O sulista conta essa história de outro modo. Ó paí ó!
"A canoa virou marinheiro, no fundo do mar tem dinheiro."
Só que Maria Felipa, Caboclo, Cabocla e João das Botas foram barril dobrados,
E botaram os portugueses para descerem a ladeira...
O sol para noíz despontou em 2 de Julho mermo vú?!
Nunca mais, nunca mais a escravidão.
Regerá, regerá nossas ações
Com baianos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações
Com o "zoto" não combinam
Brasileiros, brasileiros corações
MEU FALAR: PRETOGUÊS
Não me submeto à gramática normativa.
(O papagaio de Mainha não aprendeu também.)
Mas, respeito quem a criou.
Ei!
Minha fala é potente,
Meu linguajar é fluente: meu pretoguês.
A negona Lélia Gonzalez gritou,
E a metade do mundo não ouviu.
Se meu R soa ruim pra tu,
E eu com isso!?
Meu irmão é Cráudio, e ele ama meu jeito de chamá.
Pois, meu pretoguês é assim!
Guarda pra tu teu preconceito linguístico.
Que eu não sou menino.
Porque com dialetos, eu me comunico.
Sou herdeiro das diversas línguas lindas, ricas do meu povo africano...
Sou poeta marginal, sou do cordel, sou do verso livre: Sou arte moderna!
Minha língua é culta: tu, véi, noíz, vú mermo, etc. Não me deixam à míngua.
A outra língua é elitizada.
Eu sou antigramático:
As minhas palavra não são, e não voltam vazias.
Deu errado para o português:
Tentou vestir o indígena,
Que pena, guri!
Tentou confundir
O Africano na senzala com diversas línguas,
Mas o aquilombamento resistiu, moleque.
Portanto, não existe a linguagem errada, manos!
Minha língua africana/ indígena: abrasileirada também é cheque!
Sou poliglota na minha língua, camarada.
Meu verso faz o cântico dos loucos e dos românticos.
Por isso não aceite menos que uma pessoa que seja pra você e por você..
Se valorize a vida só se vive uma vez...
E nunca esqueça ....
Você não é uma opção, você é um privilégio! E quem não souber te valorizar... É melhor ficar sem você!
Rai Mota
Não te ver, não te sentir é o mesmo que negar o remédio ao doente
E mesmo eu, estando cercado de tanta gente. Não te encontro em nenhuma delas.
Não ouço sua voz
Lembra daquela noite
Eu quero que fique com um pedaço de mim até que eu possa ser seu por inteiro
Até que eu possa ser seu por inteiro
Seu por inteiro
Sem empatia por si mesmo,
Prejuízo se tem ao ajudar.
Colocar-se no lugar do outro, Não o amor próprio escapar.
Tenha por si mesmo mais responsabilidade,
Não ponha na mão de outrem a tua felicidade,
Deve ser vivida, pode ser somada
Sendo essencial, não deve ser terceirizada.
Não se deve perder a Esperança,
Não se deve esperar Demais,
Da vida, sensata Cobrança
De um equilíbrio que é tão fugaz.
A Espontaneidade tem um caráter de se admirar,
É honesta, boa conduta, não se deixa subornar,
Dos compromissos não se esquece, não precisa ser cobrada,
Sua postura a enobrece, sua presença é estimada.
Não se cobra o que não se pode comprar.
Amor sem vontade, um vazio demonstrar.
Atenção exigida por uma alma sofrida
pode o lamento aumentar.
Afeto muito discreto fica difícil de acreditar.
Não se deve cair no engano de se clamar pelo o que deve ser espontâneo.
Tentar agradar sempre, um desgaste recorrente.
Objetivo não alcançado, frusta nosso agrado.
Pior se torna a quem não se importa de ser por nós agradado.
Aguarde pelo o que vale à pena Guardar,
Resguarde-se do mal que pode Ameaçar,
Mas não se Guarde de Viver, o Tempo não costuma Aguardar.
Filhos, de Deus benignidade,
Trazem novos desafios, novas responsabilidades.
Não vêm com manual de instrução,
uma descoberta em cada situação,
Mas tudo isso é compensado por aquele sorriso, por aquele abraço apertado,
Olhos que brilham, que iluminam o caminhar, uma alegria inconfundível que não se pode comparar,
Portanto, entre incertezas e felicidade,
preciosas bênçãos, Amor de Verdade.
