Poemas Nao quero dizer Adeus
Não Me Encolho
O que eu sei é o que eu senti.
E isso já diz muito sobre mim.
Sobre minha capacidade de sentir, de estar presente, de querer algo além da superfície.
E por mais que isso doa agora, sei que não é fraqueza. É força.
É coragem de não viver na superfície.
É coragem de não me encolher por medo de ser “demais”.
Então escrevo. Não para ele, mas para mim.
Para lembrar que sentir não é erro.
E que a falta de resposta do outro não invalida a minha entrega.
Seja sempre preparado, mano
E não aceite questionarem sua fé, seu plano
Teu sonho não vive, nem morre pela aprovação dos outro'
Querer muito é muito pouco, planejar é só o começo
Mas… e se não for erro?
E se a dor só vem porque eu ainda estou aprendendo a lidar com ela?
E se o problema nunca foi sentir demais, e sim me julgar tanto por isso?
Eu sei que pra ele pode ter sido casual.
E talvez o gesto de carinho dele tenha sido só isso: um gesto.
Mas pra mim foi entrada. Convite. Abertura.
E o difícil é aceitar que nem tudo que me toca, toca o outro.
Que nem tudo que me aquece, aquece quem estava do meu lado.
Que às vezes eu sou o único que está com os olhos fechados no abraço — e tudo bem.
Eu estou aprendendo que a minha intensidade não é erro de fábrica.
É só um traço da minha forma de existir.
Mas eu posso, sim, aprender a acolher essa parte de mim com mais calma. Posso olhar para minha urgência com menos culpa, e mais compaixão.
Eu não preciso apagar meu fogo.
Só aprender a não me queimar toda vez que alguém não quer se aquecer nele.
E isso também é autocuidado.
"Santidade não é um conceito místico reservado para os que vivem em status religioso.
É um chamado constante, prático, real.
É sobre como tratamos os outros, como lidamos com nossos pensamentos, o que fazemos com nosso tempo, com nossos olhos, nossas palavras."
No começo da vida não se nota
O quanto que ela passa tão dipressa,
Se a vida vivida não regressa
Juventude o tempo sempre esgota,
A lembrança se torna tão remota
Que o presente é futuro impreciso;
A velhice lhe esgota sem aviso
Faz a gente voltar a ser menino,
Nem riqueza nos livra do destino,
De um dia descer ao contrapiso.
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Léo Poeta
(14/04/2025)
Continuar na caminhada
Enquanto o tempo não para.
Os dias vão e vem
Como uma roda gigante
E em seus altos e baixos
Nos ensinam,
Nos deixam mais fortes
Em cada batalha vencida,
Em certas ocasiões
Lutamos contra nós mesmos.
Nossa vida
É como se fosse um avião
E nós o piloto
Se nós não tiver focado
na direção certa
As turbulência dessa aeronave
Nos leva muitas das vezes
para um caminho sem volta
E deixando
sonhos de toda uma vida
pela metade.
PAGUE A SI MESMO PRIMEIRO.
O poder da autodisciplina.
Se você não pode se controlar, não tente ficar rico.
Amizade: Coisa Louca coisa Linda
Amizade, meu caro, não dá pra explicar,
É tipo Wi-Fi: não se vê, mas às vezes dá pra confiar. Kkkk
No decorrer dos dias vividos encontramos pérolas das quais queremos levar pra toda vida, alguns vamos perdendo ao longo da estrada, uns entram e logo saem e não fazem falta.
Outros mesmo saindo de repente e do nada, deixam na memória a risada, ou a piada.
É como rir da piada ruim sem precisar fingir,
É saber o caos e ainda assim não fugir. É ter a paciência na impaciência de explicar pra quem não entendeu, alguém feito eu.
É amigo que chega sem ser convidado,
Come teu lanche e ainda sai de liso coitado.
Principalmente se tiver — por sorte ou desejo —
Na mesa o famoso palito de queijo!
É filosofia de bar, um debate profundo,
Sobre pizza, banana e café
Ou se o tempo existe, ou é só invenção
Em momentos um segura tua decepção.
E tem dias em grupo que é só energia boa,
Com códigos, risadas e minutos meio à toa.
Tem dias que se junta e ninguém se aproxima —
É dia reservado: Clube das Luluzinha!
Ah!!!Amigo é um espelho que reflete o real,
Mas também é filtro pro dia mal.
Te mostra quem és com sinceridade,
E ainda te zoa com lealdade.
É quem dança no ritmo teu,
É quase um parente que a vida te deu.
É caos, é colo, é farra e missão,
E quem come teu palito de queijo sem pedir permissão.
Então valorize essa gente esquisita, mesmo sendo pobres deixam a vida mais rica
Quem entra na tua história e vira favorita.
Porque no fim — olha só que verdade! —
A vida é melhor… com boa amizade.
T.lauren
" DISTANTE "
Se foi! Distante vai na longa estrada
e já não tem mais volta ao que antes era!
Se fez simples momento, uma quimera
a ser posta de lado e abandonada!
Deixou, como registro nessa esfera,
resquícios, cicatrizes da jornada
porquanto a alma inquieta, ali, marcada,
neste abandono insiste, em triste espera.
As gotas de um riacho correm, leves,
cientes que os instantes curtos, breves,
não mais retornarão ao leito de águas…
Distante vai, na longa estrada, o amor
deixando, aos lábios teus, o dissabor
e o gosto tão amargo de tuas mágoas!
@poetaesoneto - @s.juniorpaulo
https://poesiaemsonetos.blogspot.com
https://aquisonetos.blogspot.com
"Onde descansam os sonhos e cantam os passarinhos"
Descansam os sonhos onde não há forma.
Onde o silêncio tem corpo e respira.
Onde o mundo não exige nome, nem explicação, nem fim.
Ali, naquela fresta entre um pensamento e outro,
os sonhos se deitam — exaustos da lógica —
e adormecem no colo da intuição.
É lá que eles existem de verdade:
sem o peso da realização,
sem o fardo da espera.
São sonhos livres, sem pressa de acontecer.
E talvez nunca aconteçam.
Mas isso não importa,
porque ali, naquele repouso invisível,
eles já são inteiros.
Os passarinhos não cantam só por alegria.
Cantar, para eles, é necessidade,
é o modo como atravessam o mundo
sem se tornarem pesados.
Cantar é sobreviver à existência.
E, quando cantam, desarrumam o ar,
quebram o tempo,
incomodam a rotina das pedras.
Os sonhos descansam no mesmo lugar
onde os passarinhos cantam:
num espaço que não se vê, mas se sente.
Um espaço que mora dentro da gente —
mas que só se revela quando a gente para.
Para de correr, de entender, de ter.
E apenas sente.
É aí que tudo acontece:
onde a vida não é vida como conhecemos,
mas é mais viva do que tudo.
Onde não há promessas,
mas há presença.
Onde não há certezas,
mas há fé.
E talvez esse seja o verdadeiro lugar dos sonhos:
não na realização,
mas na liberdade de serem o que são.
Como os passarinhos,
que não precisam explicar seu canto
para que ele transforme o mundo.
**A vida não avisa.**
Ela observa em silêncio. Vê o prepotente subir, cheio de si, acreditando que nada o derruba. Vê o olhar altivo, a fala cortante, a mania de achar que tudo gira em torno do próprio querer.
Mas a vida… ah, a vida tem um jeito sutil de ensinar o que ninguém quer aprender.
Ela não grita. Não ameaça. Só espera o momento certo.
E quando vem, não pede licença.
Chega como vento que derruba castelo de cartas. Como queda que não avisa o chão.
E ali, no meio dos escombros da própria arrogância, o prepotente entende — tarde demais às vezes — que grandeza de verdade não se mede no volume da voz, nem na pose. Se mede na humildade de reconhecer que ninguém é maior que o próximo.
Porque a vida pode até permitir a subida…
Mas é a humildade que garante a permanência lá em cima.
EU SÓ PRECISAVA...
Por muito tempo, eu busquei aquilo que não podia enxergar dentro de mim, então busquei nos outros o afeto, atenção, amor, carinho e aceitação. Pude me permitir viver e estar em ambientes que não me cabiam, pois queria ser vista, amada e acolhida. Eu fui injusta comigo mesmo, briguei, chorei e me machuquei, pois queria insistir em estar onde não me preenchia. Eu sobrevivi dia após dia, de dia eu sorria e a noite eu chorava, lágrimas que escorriam sobre meu rosto e caia no travesseiro. Eu tinha minha familia, tinha amigos, e ainda assim precisava preencher algo dentro de mim... Então busquei, e busquei... Até que eu cansei e resolvi desistir de buscar e desistir de mim. Eu corri, gritei, esperniei, e atentei sobre mim mesma, sobre minha própria vida. Falhei.
Ainda existia algo profundo, que eu não sabia o que era, então me apaixonei, gerei uma vida dentro de mim e assim renasci, nasci de novo trazendo ao mundo uma nova vida, uma bebê saudável e linda. Quando tudo parecia novo, tudo começou denovo... Buscando algo ainda fora de mim, me deparei com a tristeza, a incerteza, os traumas e a solidão. Tudo que parecia trevas as vezes viravam céu e mar. Como as ondas e as nuvens, os sentimentos iam e viam, mais a dúvida me perseguia. Sem saber o porque vim ao mundo, o porquê da vida, continuei buscando fora, busquei na profissão, no dinheiro e então, tudo em vão. Mudei meu cabelo, mudei o jeito, buscando uma nova versão.
Precisei bagunçar tudo, para descobrir que "Eu só precisava de mim" então.
" Ainda não havíamos nascido e Deus já havia estabelecido o que haveria de nos acontecer. "
Romanos 9x11 _ 16
Maktub
Está escrito vai acontecer.
A frustração de estar tão perto,
E sentir-se mantido à distância,
Por não ter um tratamento diferente,
Mesmo que você sinta-se especial.
Me arrisco por estar tão perto,
De atender seus apelos,
Sendo eles meus desejos,
Mesmo que mal realizados.
Porquê eu te faria isso,
Se não faço isso com todos?
Por nada, respondo...
Uma angústia é a tua verdade,
Uma faca é a tua sinceridade,
Enganosa é a minha amizade.
Não existe poder maior para mudar a nossa vida do que a consciência da presença poderosa de Deus dentro de nós… só esta pequena percepção já muda nossos pensamentos, sentimentos e ações.
Tudo muda!!!
Quanto maior este entendimento, maior é a consagração, santificação, mudança de caráter, personalidade sob o domínio do Espírito Santo.
ENTENDA…
COMPREENDA…
BUSQUE…
CONQUISTE!
A verdadeira mudança começa quando você entende que se priorizar não é egoísmo, é essencial.
Não insista onde não há reciprocidade e afaste-se de tudo que ameaça sua paz. Lembre-se: você é o protagonista da sua própria história.
Eu não sei amar em silêncio,
nem gostar em prestações.
O que sinto transborda —
meu copo sempre estará cheio.
Meus sentimentos chegam como tempestade com trilha sonora,
intensidade, caos e harmonia.
Sou completa —
sou inteira,
sou complexa,
sou absoluta.
E mesmo que tentassem me reduzir a pequenos frascos,
eu continuaria inteira,
em cada gota.
– J.
"Casa de Dentro"
(por um coração com janelas)
Tenho em mim uma casa que não fecha,
onde o vento entra sem bater —
e cada suspiro é uma porta que range
pro lado de dentro de mim.
Nessa casa mora um rio calado,
que chora baixinho à meia-noite,
mas também ri com o sol da manhã,
quando a esperança põe a chaleira no fogo.
As paredes têm cheiro de infância,
de pão na manteiga e de colo quente.
E quando a tristeza visita,
dou café e deixo sentar um pouco.
Porque aprendi — com o tempo e os tombos —
que até a dor tem poesia
se você souber escutar com o peito
e não só com os ouvidos do dia.
Nessa casa, amor não é hóspede:
é morador antigo,
que plantou hibiscos no quintal
e rega o silêncio com paciência.
E há um jardim nos fundos,
onde tudo que morreu floresce de novo,
de mansinho,
como quem entende que a beleza
não tem pressa nem endereço fixo.
Sou casa, sou rio, sou flor.
Sou verbo que ainda não foi escrito,
mas que vive sendo sussurrado
no coração de quem sonha.
E se um dia bater na minha porta,
vem leve.
Descalço.
Com alma lavada.
Porque aqui dentro,
a gente vive como se o mundo fosse poesia
e cada encontro, um milagre.
