Poemas me Ame no Silencio
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É preciso redescobrir
O silêncio da tarde
Os passos pequenos
Desse longo caminho
Chamado beleza.
[Livro das manhãs]
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Aguardando a árvore acordar, ela precisa de um pequeno silêncio. A suas manhãs se faz com folhas ao chão, reflexos e luz do sol. Uma dimensão da eternidade.
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Livro: A eternidade das árvores 🌳
A noite pálida
tudo está tão calmo
relativo a mim
vejo sombras e ventos,
La fora o silêncio
As linguagens do ar.
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No escuro
As árvores dormem
As nuvens choram
os pássaros escrevem;
com bicos e penas
seus lindos poemas,
sem ter amanhã.
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Páginas de silêncio.
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Pra cada manhã
despertei possibilidades
Sentimento e coragem
Potência e vontade
convívio com viver
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Cada escolha
uma reinvenção - reconstrução.
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Cada entardecer
um rio de olhares
pesares e desares!
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Andei me perguntando sobre a vida
o que queria de mim?
o que tinha eu pra oferecer?
o que era pensamento?
sombras e vento?
a pele do ar?
o que era consciência?
acabei fazendo do chão ausência
uma leitura sem livros
leitura de mundo, leitura de mim.
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"Hoje, sou silêncio
Vento frio
incompreensão".
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"O sentimento era a decifração do mistério;
Entre jazer e silêncio,
Adjeção de dois verbos: ser é sentir
No arcabouço da poesia
Deixei escrito emoções,
Substanciadas nas entrelinhas..."
Ele também é silêncio
É pele do ar
Subjetividade
Paz e esperança
Mistério da criação
Pintor do universo
Vestido de majestade
JESUS. ❤
[...]
Um dia entenderás
Que esse meu silêncio
era uma longa estrada
*
Um dia entenderás
Que esse pobre sorriso
nunca quis dizer
absolutamente, nada
*
Haverá contrastes
ilusões que tu mesmo criaste
haverá neblinas delineares
abandonos a milhares
*
Oceanos,
é toda cor que sai dos olhos
dos poros pretos e brancos
horizontes, sejam sempre santos
TUDO É ÚNICO
Traduzir silêncio
é uma nota singular
O arbítrio das leis
Na alma humana,
a imagem da vida.
Então parei e observei:
vi, que havia muita pressa nos passos dos homens;
pouquidade de silêncio, e sobras de irreflexão.
.
Um lapso temporal, para muitas saudades,
é tudo que manteve-se, nessa estrada,
encalços e índices de reencontros.
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["O viajante, em meio a eira do campo"].
O Sabão e o Silêncio das Pequenas Revoluções
O sabão, simples e comum nos olhos de quem tem tudo, é quase mágico nas mãos de quem tem pouco. Em muitas famílias africanas, ele não é apenas um produto de limpeza, é um símbolo de transformação silenciosa, uma revolução embalada em espuma.
Com ele, mães lavam a roupa dos filhos e, ao mesmo tempo, lavam a poeira da desigualdade. Com ele, crianças tomam banho antes de ir à escola, carregando consigo não apenas o cheiro da limpeza, mas também a dignidade que a sociedade tantas vezes lhes nega. O sabão limpa, mas também cura: previne doenças, protege corpos frágeis, restaura autoestima.
Talvez seja por isso que se diga que ele “faz maravilhas”. Porque, onde falta quase tudo, até o mínimo vira milagre. Enquanto em algumas partes do mundo se discute qual marca de sabonete é mais perfumada, em outras, comemora-se simplesmente tê-lo. Ali, o sabão é ouro branco não pelo valor que tem nas prateleiras, mas pelo impacto que gera nas vidas.
E essa constatação dói.
Dói porque nos lembra que há famílias para quem um pedaço de sabão é a linha tênue entre saúde e doença, entre dignidade e abandono. Dói porque escancara um mundo onde a normalidade de uns é o luxo de outros.
Talvez seja hora de olhar com mais atenção para essas maravilhas discretas. De enxergar que o verdadeiro progresso não está apenas em construir arranha-céus, mas em garantir que todas as famílias em qualquer canto do mundo tenham o básico para viver com dignidade. Porque enquanto o sabão for considerado um milagre, ainda teremos muito por fazer.
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
NO VÃO DO SILÊNCIO...
(Nicola Vital)
Às vezes, me sinto tão perdido!
Como se perdido fosse o existir.
No reluzir do sol,
Fecho os olhos e não me encontro
Meu infinito sou eu...
A noite e seus fantasmas
Me convém!
No vão do silêncio noturno
Escuto o ladrar dos cães
A guardar as mansões
Perdidas de medos...
Quão seus guardas sem bravura
Bradam de pavor do existir
Que lhes restam.
CORAÇÃO DEVOLUTO:
Este silêncio que a madrugada aspira
É o medo que em meu coração
Ausculto.
Este medo que em meu coração
Ausculto.
Prelúdio de um sentimento astuto
Que aspira este coração
Devoluto.
REFLEXÃO:
Sobre teu silêncio
Eles crescem e tremem
De euforia receando ouvir tua voz
Sob tua voz
Tremem de fobia e receiam te impugnar
No entanto, se bradares
Receio que morram
De aversão.
UTOPIA:
Aqui sozinho no silencio do quarto
A luz do espelho reflete o tempo em meu rosto desnudo
Sem brilho...
A felicidade reflete no brilho da ribalta
Será?
Que o brilho da mascara me faz feliz
Será?
Ou seria minha utopia na grande arena da vida
Como paglia a queimar
Onde todos riem do brilho no rosto
Do tramp a chorar.
O SILÊNCIO DOS ANJOS
Hoje, o manto negro predatório ameaça campos e cidades deixando nossos sonhos parecer mais tísico.
Meu corpo sangra, mas Minh' alma em bulício aplaca os quatro ventos que sopram rumo à primavera.
Ah, eu quero ver o que vai acontecer quando o novo sol chegar!
Do que adianta falar a linga dos anjos e, não ouvir a voz dos oprimidos.
NÃO DIGAS NADA
O silêncio é tão suave
Que explicita minhas reticências
Tão leve, que leva à toda compreensão
Não digas nada...
Nada mais perigoso que a certeza da razão.
Nada digas haver razão
Venere o frescor da dúvida
E, te farás razoável, são.
Esse silêncio campesino que circula minhas artérias
Mergulha à insensatez de tua inquietação urbana.
Eu, assim.
Eunuco, nulo de vendavais.
Você, rio perene,
Àrvores em bulício
Eu, viela, corrimão.
Você, veredas
Passarão.
Eu passarinho
