Poemas Góticos de Amor

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⁠o caminho que me leva a você

Onde o silêncio reina,
o tempo não tem vez.

Me despeço dos minutos
ao refletir
na solidão de meus pensamentos vazios.

As horas se tornam uma eternidade,
mas sem ninguém para compartilhar,
o que me resta é sonhar.

Ouço tua voz chamando-me há anos,
corro ao teu encontro
na esperança de um dia
poder te encontrar.

Mas o que fazer,
se o caminho a seguir
é aquele onde tantos se perdem?

Não me perco,
me encontro
afogado no "auto" mar,

com o sussurro dos ventos
conversando com o mar.

As ondas se abrem para, enfim, te encontrar.

Num profundo mergulho,
a esperança toma vez.

No reflexo das águas,
uma imagem reluz,
como uma luz a me cegar:

uma estrela brilhante,
o aquecer em tardes frias,
um segredo que eu queria guardar —

o sentimento de preenchimento que emerge,
clareando a escuridão do oceano,

o mistério em pessoa,
uma promessa a zelar.

Era você.

Inserida por MidnightLady18

⁠Sou Africano

Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.

Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.

Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.

Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.

Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.

Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.

Patrono: Mateus Sebastião Kilola

Inserida por MateusSKilola

⁠Amei-te, mulher Africana

Amei-te, mulher africana,
Com os olhos da alma desperta,
No silêncio do vento da minha alma,
Na dança da lua tão certa.

Amei-te no cheiro da terra molhada,
No batuque antigo do tambor,
Na lágrima firme, não derramada,
Na raiz do teu imenso amor.

Vi em ti a mãe, a guerreira,
A semente que nunca descansa,
A palavra forte, verdadeira,
A chama viva da esperança.

Teu cabelo é coroa de história,
Cada cacho, um tempo guardado,
Teu corpo, escultura da glória,
Teu sorriso, um mundo sagrado.

Amei-te quando o mundo calava,
E tu ergueste a voz sem temor.
Quando a dor da história pesava,
E tu respondias com flor.

Foste rio, montanha e caminho,
Foste sol que insiste em brilhar.
Mesmo só, nunca foste sozinha,
Pois tua alma nasceu pra lutar.

Mulher africana, essência de vida,
Tua presença é canto ancestral.
És cicatriz, mas também ferida,
És revolução sem igual.

Amei-te… e amo ainda, eternamente,
Pois em ti, pulsa a origem do ser.
Na tua força que cala e sente,
Descobri o que é renascer.


Patrono: Mateus Sebastião Kilola

Inserida por MateusSKilola

⁠Silêncio

No silêncio da estrada vazia,
Há um rosto oculto de mulher,
E na estrada da sintonia,
O que de fato agente quer.
Em um céu que se abre sereno,
Embalada por uma brisa que nos deixa pleno,
Surge um brilho no fim do horizonte,
Como se fosse um belo diamante.
Sei que sou apenas um passageiro,
Nessa grande nave chamada vida,
Não serei o último e nem o primeiro,
Apenas um intervalo de subidas e descidas.
O mundo às vezes é cruel,
E mais amargo do que fel,
Mas devemos sempre insistir,
Pois a recompensa há de vir.

Lourival Alves

Inserida por Diariodeumcravo

⁠Oração Mística da Luz Viva

Ó Força Divina que habita o silêncio,
Mãe da floresta, Pai das estrelas,
Deus invisível que vive em tudo o que é…

Neste instante sagrado,
eu abro meu coração à Tua presença viva.
Respiro a luz que emana da terra,
e deixo que o céu me toque por dentro.

Lava minha alma com a medicina do Espírito,
cura meus medos com a verdade da Tua voz,
dissolve meus pensamentos densos
na chama suave do Teu amor.

Que a Ayahuasca me revele aquilo que preciso ver,
que o Cristo interno desperte em mim,
que os ventos da sabedoria me guiem pelo caminho do bem.

Eu sou um com a Força.
Eu sou um com a Luz.
Eu sou um com o Amor que criou tudo.

E assim seja,
assim é,
e assim se manifesta.

Inserida por lucasricardodj

⁠O frio tem voz...
Ele fala no silêncio das madrugadas, no vento que corta a pele, no vazio das ruas desertas.
O frio sussurra ausências, revela solidões, convida à introspecção.
Mas também ensina: é no frio que se valoriza o calor, é no inverno da vida que se aprende a força da esperança.
Toda estação fala. E o frio… também tem voz.

Inserida por reisec

⁠Enquanto você lê...

Te procuro no silêncio,
Lá você já está,
Com a cabeça nas nuvens,
Um livro sempre à terminar,

Tem sorriso que sussurra,
Olhar que voa sem pedir licença,
Um pezinho miúdo que pisa leve,
Mas, deixa rastro em presença,

Fala pouco por mensagem,
Fala muito quando fica,
Ainda que sem palavras,
Confortavelmente,
Olhando pela janela do meu quarto,

Buscando a lua que nem sempre tem,
Um holofote
Com seu teatro na alma,
Um vinho no fim da trilha,

Depois bota um filme para não assistir,
Mas deita no meu peito como quem sabe onde ir,
E eu?
Amarro teus punhos com cetim,
Não para prender,
Sou ninho, não gaiola,

Mas, naquela hora, quero despertar o desejo,
Te desenho com a ponta dos dedos,
Tua respiração tropeça em mim,
Você é poema, som no silêncio da paz,

Fala pouco, mas me escuta inteira,
Qualidade,
Não é quantidade,
Para duas pessoas inteiras.

Inserida por LeticiaDelRio1987

Fragmentado — Vozes que Ninguém Quer Ouvir



> A verdade dói.
O silêncio também.

Purificação é o grito que ficou preso no peito.

Escrevo para os invisíveis, para os esquecidos, para os que choram em silêncio.

Denúncias falsas dilaceram reputações.
Filhos sem pai, histórias de abandono e de dor.

Mas a brutalidade maior está nos que ferem sem remorso —
os que batem, os que matam, a escória da sociedade.

E ainda assim, os que sobram carregam a luz da resistência.

Esta é a jornada de quem escreve para enfrentar a escuridão.
Esta é Purificação.




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⁠Somos Mar

Eu sou feito de mar e de vento,
De silêncio, coragem e alento.
Carrego na alma a maré,
Que vem, que recua, que é fé.

Tem dia que sou calmaria,
Noutros, só vejo agonia.
Sou onda que bate na pedra,
Sou força que nunca se entrega.

No peito, carrego segredos,
Profundos, tal quais os meus medos.
Histórias que afundam no tempo,
Memórias levadas no vento.

Meus olhos são farol aceso,
Meu riso é um porto indefeso.
Mas dentro de mim tem tormenta,
Que chega, que arrasa, que enfrenta.

Sou brisa que passa de leve,
Sou mar que se agita e se atreve.
Não sou de caber em ribeira,
Nasci pra ser vasto — fronteira!

Ninguém me decifra de todo,
Sou feito de espuma e de lodo.
Sou livre, profundo e real,
Sou mar — sou beleza e vendaval.

Se tentas prender meu caminho,
Me faço furacão, desalinho.
Pois sou como o mar no seu tom:
Indócil, imenso e sem dom.

Inserida por vitor_magalhaes

⁠ Escrevo no Escuro, Mas Não em Silêncio

Mesmo com minha visão limitada, minha voz não se cala.

A vida me impôs um silêncio forçado, uma pausa que nunca escolhi. Minha visão debilitada me impede de agir como antes, de subir, pintar ou realizar tarefas físicas.

Mas a dor que não fala explode por dentro — e eu preciso botar isso pra fora.

Escrever, para mim, não é simplesmente sentar e digitar. É uma batalha diária.

Minha visão limitada dificulta a leitura e a escrita. Cada palavra que sai é fruto de muita paciência, esforço e adaptação.

Uso ferramentas tecnológicas para ajudar — leitores de tela que me falam o que está escrito, comandos de voz que transformam minha fala em texto, teclados especiais que me ajudam a não errar —, mas mesmo assim o processo é lento e exaustivo.

Às vezes, a letra demora a sair porque tenho que revisar com cuidado o que foi transcrito, corrigir erros que aparecem, lidar com o cansaço físico e mental.

A sensação é de um combate constante contra o tempo, contra a fadiga, contra a frustração de não poder ver as palavras como antes.

Mas eu persisto. Porque essas palavras são mais que letras — são minha resistência, meu grito silencioso, meu modo de existir.

A escrita não é só trabalho, nem rotina — é luta, é expressão de dor, é cura e sobrevivência.

Enquanto minha visão limita meus passos, minha mente e alma encontram força para criar e resistir.

Que minha história sirva de voz para tantos que lutam calados, porque ser forte nem sempre significa estar bem.

Seguimos, com a alma ferida, mas de pé.

#Resiliência #DorSilenciosa #HomemQueSofre #EscritaQueCura #ForçaInterior

⁠Quase

Em mais uma troca
oca de mim para mim
mesmo entretanto oscilei
e o silêncio revidou

subi um degrau
reverso visível
como que num encanto
sapos no estômago

ratos nas entranhas
pus na medula
Duro como ferro
e inexpresso

cavei um espaço
no mármore
um bálsamo não me alçou
emérito despedido

o sol do dia
finalmente me persuadiu
à tarde, no Jardim Botânico
Poesia Pura,

Floribunda,
haste com espinhos –
vermelha, branca
rosíssima, como flor

Régis Bonvicino
Remorso do cosmos (de ter vindo ao sol). Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2003.
Inserida por pensador

⁠Na infância, um olhar do pai era lei;
seu silêncio, um mar de instrução.
Sem palavras, o entendimento recai;
em cada gesto, uma lição.
Seus olhos, bússola de meu ser;
Na simplicidade, aprendi a crescer.

Livro: O Respiro da Inspiração

Inserida por carlos_aguiar

⁠🖤 Pensamento Bolado – de Purificação
"O mundo não mata com tiros.
Mata com silêncio, indiferença e promessas não cumpridas.
E ninguém vai preso por isso."

⁠É, a dor virou livro,
e o silêncio agora tem voz.
Cada linha, uma cicatriz.
Cada página, um grito disfarçado.
Escrevo pra não explodir.
Respiro entre palavras afiadas.
Viver doeu.
Escrever salvou.

Silêncio.

É engraçado pensar?
É uma lástima falar?
O que devemos fazer?
Tudo é como deve ser?
É tão difícil me expressar.
Sinto que cada vez mais me afundo,
No escuro,
Não vejo nada,
Não sinto nada,
Não falo nada,
Não quero nada,
No oceano, eu só consigo me afogar.
Eu não consigo nadar,
Eu não sei nadar,
Alguém tem que me ensinar.
O silêncio, ah, o silêncio..
É tão silencioso,
E tão barulhento.
Minha cabeça não para,
Dói o tempo todo,
Me despedaço o tempo todo,
Me estilhaço em mil pedacinhos o tempo todo.
É tudo tão confuso,
Tão estranho,
Tão sem sentido.
Quero morrer,
Quero viver,
Quero sobreviver,
Quero me machucar,
Quero me amar.
Onde isso acaba?
Tem fim?
Eu me odeio,
E me amo.
Eu me machuco,
E me cuido.
Eu vivo,
E quero a morte.
Dois estremos, sempre dois estremos.
Qual é o meio termo?

Inserida por yasmin333

⁠Silêncio no Último Beijo

O nosso último beijo foi a pior despedida,
não houve adeus, só um suspiro preso no ar.
Teus lábios frios selaram a ferida
que o tempo insiste em não cicatrizar.

Ficou no espaço um gosto de ausência,
um toque sem alma, um fim sem final.
Teu olhar partiu com indiferença,
mas o meu ficou... preso no vendaval.

A rua era a mesma, mas tudo calava,
o mundo seguia — eu não. Eu parava.
Na esquina da dor, teu rastro sumia,
levando meu riso, minha melodia.

Eu beijei o adeus sem saber que era o fim,
imaginando retorno onde só havia fim.
E hoje entendo: o pior adeus
é aquele que vem...
com um beijo que não disse nada,
mas levou tudo.

Inserida por JhonzinAP

Um Dia Que Pensou

No silêncio da manhã que se anuncia,
brota a dúvida: o que faz o tempo valer?
Será o instante que passa e se esvazia,
ou o olhar que aprende a compreender?

O dia especial não grita nem exige
ele se insinua, sutil como o vento.
Está no gesto que jamais se finge,
na paz que nasce dentro do pensamento.

Cada segundo é um espelho suspenso:
reflete escolhas, acertos, enganos…
Viver não é seguir um plano imenso,
mas dançar com o acaso de mãos.

Ao fim da jornada, o que permanece
não é o que vimos, mas o que sentimos.
Porque o que torna um dia inesquecível
é o que mudamos em nós mesmos.

Inserida por reinaldohilario

Velhice

Velhice é tempo que pesa no peito,
Silêncio que grita no fim do leito.
É pele que sente, é passo que falha,
É o tempo dizendo que a vida não para.

Fugimos do espelho, mudamos o rosto,
Omitimos a idade como se fosse desgosto.
Mas ela chega — e se não vem,
É porque partimos cedo, também.

Não é o cabelo branco que mais assusta,
É a visão que falha, a memória que custa.
É a dor de perder quem já se foi,
E saber que o tempo não volta, não dói?

Velhice é sorte cercada de amor,
De um neto que estende a mão com fervor,
De um filho que ajuda com o prato na mesa,
Num mundo que esquece a delicadeza.

Envelhecer é poema que poucos leem,
Mas é dádiva dos dias que ainda vêm.
É ver, devagar, quem amamos partir,
E sentir no peito o tempo a ruir.

Elaine Paula 14 julho 2025

Inserida por ElainePaulaSilvest

⁠desperdício de sentimentos
as nossas diferenças
cresceram em silêncio.
você se fechou pra mim,
como porta trancada
sem aviso.
e eu fiquei do lado de fora
cheio de sentimentos
sem destino.
no fim,
foi isso:
as nossas diferenças
foram o maior
desperdício de sentimentos.
— ✍️ (Alessandra 🪓 )

Inserida por alessandra_machado

⁠E a dor virou livro, e o silêncio agora tem voz.”
— Purificação
17 de abril de 2025