Poemas Góticos de Amor
Quando encontro a minha solidão, fixo o olhar no silêncio e consigo ver-te. Nesse meditativo momento, reparo que intimamente não estou só.
Vou mochilar até às extremidades internas do silêncio: escuto a minha alma e o vocabulário da Natureza.
Não é o tamanho do silêncio que define o tamanho da serenidade; é a harmonia sussurrante que se ouve internamente entre ambos.
Vou fazer zapping com as tuas palavras até chegar ao canal onde verbalizas o silêncio que sentes por mim.
Na quietude do pensamento, o silêncio se torna mais profundo do que a própria fala, pois é no não-dito que se revela o mais completo entendimento da realidade.
Eu escolhi o fim, mas quando ele se foi... por que pareceu tão errado? O vazio e o silêncio que ficaram após a partida dele me sufocam, e eu tento, de toda maneira, achá-lo. Disseram que isso ia passar, mas, depois de tanto tempo, ainda dói, e eu estou desesperada, porque o rosto dele já não é tão nítido assim... O perfume dele... qual era mesmo? Minha mente está apagando, mas meu coração já decidiu que vai guardá-lo para sempre. Porque é suportável amá-lo aqui, melhor do que perdê-lo novamente e para sempre.
Se o que te magôa é o silencio, é a resposta que voçê nao ouviu, relaxe. Não procure justificativas para querer entender, tem coisas na vida que só virando a página, mesmo que ela seja em branco.
Você se cura de domingo a domingo. Sozinho. No silêncio. Entre uma música e outra, no abraço certo, no tempo que passa. Às vezes parece que não vai dar, mas tudo acontece. Mais cedo ou mais tarde, tudo se ajeita.
