Poemas Góticos de Amor
A vida para mim, já havia se perdido o brilho
Não via esperança em lugar algum
E a morte..seria a rota mais curta a ser escolhida
Por um longo período
O céu foi nublado e tempestuoso
A comida não havia sabor
E o turbulento dia, dava fim a minha mente.
Até que a encontrei
Confesso que tive dúvidas..
-Poderia ser você aquela quem me salvaria-
Ou se não, por consequência..
-Aquela quem tiraria a minha vida-
. . .
No dia que a deixei, você me parecia tão feliz, tão leve
Que mesmo que me doesse, eu faria
Apenas pelo prazer de ver o teu sorriso uma última vez.
[ "Nessa minha última escrita.." ] 24 fev 2023
Não tive mais dúvidas..
Você se encaixou perfeitamente em ambas as partes.
Trouxe-me de volta tudo aquilo de bom que eu havia perdido, cada cor..e cada som e sensação..
E levou contigo o pedaço mais importante de mim...
[ "Esse não é um conto qualquer..É a história de uma vida que perdi.." ] 6 jan 2023
Se conseguíssemos olhar através da visão turva do luto, veríamos que a morte, com toda a sua singularidade, representa uma bela passagem por esta vasta terra. O agraciado pelo beijo da partida, inocente ao choro e imune aos sofrimentos humanos, aguarda em sua nova morada o momento em que a terra pesará sobre seu caixão e que os vermes farão de sua carne alimento.
Aos que ficam, de lamentos e súplicas inflam seus pulmões; arrodeiam-se ao lado do corpo, como animais curiosos e irracionais, lágrimas silenciosas escorrem sob suas faces, e em seus olhos a dor pesa suas pálpebras. O semblante dos vivos é, em muitos aspectos, mais assustador e tenebroso que o do falecido, que dorme tranquilo o sono eterno.
Paira sobre os ombros dos sobreviventes a curiosidade de saber quem dos presentes será o próximo a deitar-se nos braços da morte; os pobres ombros, já atormentados pela dor, amedrontam-se antecipadamente pelo confronto inelutável.
As mãos trêmulas despejam sobre a rasa cova os primeiros resquícios de terra, que mais tarde se tornará a barreira que refreia o odor pútrido do corpo em decomposição.
Coração em sombras
Na escuridão do coração,
Onde sombras dançam sem luz,
Um vazio profundo habita,
E a dor se esconde sem cruz.
Nesse abismo sem fundo,
Onde a esperança se perdeu,
A solidão ecoa forte,
E o silêncio é o único refrão.
Mas mesmo na escuridão,
Há uma centelha que resiste,
Um fio de luz frágil,
Que clama por redenção.
Não se perca, coração,
Na escuridão que te cerca,
Busque a luz que te guia,
E encontre a paz que te cerca.
Saudades de Você
Tom triste, coração vazio,
Lembranças suas, meu pensamento envolvem.
Sua ausência, um vazio profundo,
Dói mais que palavras podem dizer.
Nossas risadas, agora silêncio,
Nossos sonhos, agora distância.
Mas na memória, você permanece,
Uma amiga, uma luz, uma essência.
Sua falta é um peso que carrego,
Um sorriso que não vejo mais.
Mas sei que em algum lugar,
Você brilha, e isso me conforta.
"Lágrimas Silenciosas"
Minha alma é um oceano de tristeza,
Onde as ondas de dor se quebram sem cessar.
Minha mente é um labirinto de sombras,
Onde a luz da esperança se apaga sem deixar rastro.
Meus olhos são fontes de lágrimas silenciosas,
Que caem sem parar, sem que ninguém as veja.
Meu coração é um peso que me esmaga,
Um fardo que me impede de respirar.
A tristeza é um véu que me envolve,
Um manto que me cobre de sombras e de dor.
Ela é um vento que me sopra no rosto,
Um frio que me gelam até a alma.
Mas mesmo na tristeza, há uma beleza,
Uma melancolia que me faz refletir.
Ela é um lembrete de que a vida é preciosa,
E que cada momento deve ser vivido com intensidade.
*sombras do passado*
O passado não é passado,
Se suas sombras ainda te acompanham,
Se dor e saudade ainda te incomodam,
E memórias não querem se aquietar.
Em cada canto, ecoam lembranças,
Feridas que não cicatrizaram,
Penas que não se dissiparam,
E sonhos que não se realizaram.
O tempo não apaga, apenas esconde,
O que não queremos enfrentar,
Mas o presente é onde se resolve,
O que o passado nos deixou para carregar.
Enfrente o passado, não o ignore,
Para que ele não defina seu hoje,
Liberte-se das correntes do tempo,
E encontre paz em seu presente.
Vida de Herói
Na sombra do brilho que o mundo me deu,
carrego um fardo que não escolhi.
Sou força e escudo, o medo morreu,
mas pago o preço de estar longe de ti.
Meus dias são feitos de lutas sem fim,
meu coração bate entre céu e chão.
Eu salvo o mundo, mas dentro de mim,
a saudade ecoa, um grito em vão.
Os vilões não perdoam quem amo, quem é,
meu refúgio, meu porto, meu lar, minha fé.
Por isso me afasto, é o preço a pagar,
por cada vida que eu tento salvar.
Herói não é feito só de glória e canção,
há dor nos aplausos, há corte na mão.
E mesmo distante, te guardo aqui,
em cada batalha, luto por ti.
Quando o Medo Chegar
Quando o medo bater à porta,
E as sombras se alongarem à noite,
Lembre-se do brilho da aurora,
Que dispersa toda a desdita.
Caminhe, mesmo com a alma tremendo,
Pois a coragem não é ausência de temor,
É avançar, mesmo vacilando,
É encontrar força dentro da dor.
Nos momentos de maior incerteza,
Quando o coração parecer falhar,
Respire fundo e siga em frente,
Há um novo horizonte a desvendar.
E se o caminho for árduo e tortuoso,
Lembre-se que a jornada é o prêmio,
Cada passo é um triunfo grandioso,
Continue assim mesmo, um passo de cada vez.
A lágrima carregada de tristeza, na maioria das vezes, pela teimosia em sair de nosso corpo, costuma ser mais rápida que as outras.
Quando há dor de alma, ela sai do nosso corpo, silenciosa, como se precisasse se refugiar fora de nós, como se estivesse esperando o momento da própria fuga.
Lágrimas silenciosas, cada miligrama carrega o peso de uma memória.
Estou morto, mas tristemente vivo
Numa vida infinita, com fim.
E as horas, mais lentas que os dias,
Criam um vazio espaçoso, dentro de mim.
Fiz de tudo o que podia para deixá-la segura
O problema? Nenhum
A tristeza do pobre rapaz
Foi quando ela lhe disse
"eu não lhe pedi para me tratar assim"
XXI - Porto Alegre
Rua Alegria, do Bairro da Tristeza, em Porto Alegre,
Estradas de vidros, muros de vielas, casas de panela.
Solitários em companhias, companhias sem velas,
Malucos sem sequelas, pensamentos com parcelas.
Se a localização procurar, talvez encontre o lugar,
Talvez nem vidros ou muros tenham lá,
Muito menos casas de panela ou solitários em companhia,
Escrevo isso para não perder o meme que um dia via.
A solidão é um canto vazio,
Onde a alma se perde, sem abrigo.
É a sombra que cresce, sem se importar,
E o silêncio que grita, sem se revelar.
Caminho por ela, sem pressa ou alarde,
É uma estrada sem fim, sem nenhum alarde.
Os rostos se afastam, o mundo se esconde,
E eu me encontro inteiro, mas onde?
A solidão não é ausência, é peso,
É o corpo cheio, mas o coração em desequilíbrio.
É um grito abafado, um vazio profundo,
É a dor de ser inteiro e, ainda assim, ser o fundo.
Não há companhia onde a solidão mora,
Apenas o eco do que foi, do que outrora
Era riso, era abraço, era vida.
Hoje, é só o som da alma perdida.
CABE A VOCÊ
A vida nós dá alegrias e tristezas
Por isso digo que são momentos... Onde devemos torna-los realidade
E não ficarmos na ilusão.
Devemos pisar firme sobre os caminhos do mundo.
E sonhar na esperança de que o futuro será muito feliz.
Porque o hoje corre e se finda, enquanto o amanhã talvez não aconteça.
Tudo pode ser incerto...
Pode ser apenas um momento ... Que se desejou viver, sonhar e até mesmo amar.
Pode ter sido tão simplesmente uma saudade.
Pode ser que o que se viveu, E que tenha sido uma vida de glorias, como também uma vida de desilusões...
Cabe a você analisar, e dizer eu vivi!
Cabe a você expressar o que pode sentir.
E somente a si mesma... cabe dizer se foi ou não feliz?!”
Adriana Gonçalves Farias (Eleonora Ferreira)
Serei eu o reflexo de um passado distante,
Uma sombra que caminha comigo?
Serei eu o espelho de um futuro errante,
Um sonho que se apaga ao amanhecer?
Ou sou apenas o reflexo de agora,
Um instante que mal se segura,
Que nasce, respira e logo vai embora,
Sem deixar rasto, sem moldura?
Serei eu reflexo ou serei origem?
Sou a pergunta ou a vertigem?
Serei eu a sombra de um passado gasto,
Um rosto desfocado na água turva do tempo?
Serei eu o vidro de um amanhã incerto,
Baço e quebradiço, perdido no vento?
Ou serei apenas a sombra de agora,
Projectada num vidro que mal se sustenta,
Um lampejo que nasce, respira e se evapora,
Como um reflexo que o silêncio fragmenta?
Sou eu a sombra ou sou o espelho?
Sou o que se parte ou o brilho que ensejo?
Um dia fui triste,
Um dia fui feliz,
Mas, sendo triste ou feliz,
É no olhar escuro da moça preta que me perdi.
O brilho que reflete no seu olhar,
Carrega segredos que o tempo não pode calar.
Nos seus olhos, vejo histórias de dor e força,
Onde a beleza da vida e a luta se enroscam, se entrelaçam, se tornam nossa.
Fui feliz em momentos fugazes,
Mas, no olhar dela, há algo que me traz
Uma paz profunda, mas também um abismo,
Onde me perco, sem entender o ritmo.
A moça preta, com sua história e dor,
Carrega no olhar um mundo de amor.
E é ali, nesse instante, que tudo se dissolve,
Entre a felicidade e a tristeza que se envolvem.
O que são vulnerabilidades?
São partes de nós que tentamos calar,
Medos e sombras que evitamos mostrar.
Inseguranças guardadas, falhas contidas,
Fragmentos da alma em noites perdidas.
Mas, ao longo da estrada, aprendi a lição:
Vulnerabilidade não é rendição.
É um portal que à verdade conduz,
Revela a essência, expõe nossa luz.
Admitir o que falta, o que precisa crescer,
É coragem pulsante, é querer florescer.
Olhar para dentro, abraçar o imperfeito,
É ser humana, é amar cada defeito.
Não há necessidade de ser perfeição,
Basta ser sincera, ouvir o coração.
Na vulnerabilidade há força escondida,
É ela que nos faz inteiras na vida.
A Dor Não É Sua Essência
Depressão, um peso que insiste em ficar,
uma sombra densa, difícil de afastar.
Mas lembre-se, mesmo no céu nublado,
existe o sol, escondido, mas dourado.
A pressão pode ter fim, não é para sempre,
há uma luz ao longo, mesmo que ausente.
Pequenos passos, um dia de cada vez,
mesmo que pareça difícil dessa vez.
Permita-se sentir, sem pressa de ir embora,
há força em se permitir viver cada hora.
Aceite o abrigo dos que ao seu lado estão,
há poder em pedir ajuda, em estender a mão.
A dor não é sua essência, é uma estação,
e todo inverno encontra sua nova canção.
Por isso, mantenha-se firme, há vida à espera,
e uma versão sua que floresce e impera.
Reflexão sobre a Morte: Transformando a Certeza em Propósito
A morte é um mistério que ronda a vida de todos nós, mas, ao mesmo tempo, é a única certeza absoluta que carregamos desde o momento em que nascemos. Ironicamente, tudo o mais em nossa existência está envolto em incertezas. Não sabemos se iremos crescer, adoecer, ser felizes ou tristes, mas sabemos, com plena convicção, que a morte virá para todos nós.
Por isso, a morte, longe de ser um fardo, não tem o poder de nos aprisionar ou paralisar. Pelo contrário, ela nos convida a refletir sobre o que realmente importa e a encontrar força para viver intensamente aquilo que não é garantido: o amor, a alegria, os relacionamentos e o propósito. Essa certeza de um fim inevitável deveria, paradoxalmente, nos libertar, nos fortalecendo para buscar o que dá sentido à vida.
Mas como viver plenamente? A resposta começa dentro de nós. Precisamos aprender a amar a nós mesmos. O amor-próprio é a raiz que sustenta todas as nossas relações e decisões. Sem ele, ficamos presos a padrões que nos limitam, negligenciamos nossos sonhos e deixamos de buscar a felicidade genuína.
A certeza da morte nos lembra que o tempo é um bem finito. Não temos controle sobre quanto nos resta, mas podemos escolher como usá-lo. Isso nos desafia a viver com responsabilidade, equilibrando nossos desejos pessoais com a empatia pelo próximo. Viver bem não é simplesmente buscar prazeres efêmeros, mas construir uma existência com propósito, marcada por atos de bondade, compaixão e autenticidade.
Portanto, ao invés de temermos a morte, devemos acolhê-la como uma mestra silenciosa que nos ensina sobre a preciosidade da vida. Deixemos que essa certeza nos fortaleça e nos inspire a viver cada dia com coragem, gratidão e amor, sempre em busca do que realmente importa: ser feliz e fazer o bem, a começar por nós mesmos.
