Poemas Góticos
A Grandeza do Silêncio
O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.
O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.
O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.
O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.
O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.
O Silêncio
antes de existir computador existia tevê
antes de existir tevê existia luz elétrica
antes de existir luz elétrica existia bicicleta
antes de existir bicicleta existia enciclopédia
antes de existir enciclopédia existia alfabeto
antes de existir alfabeto existia a voz
antes de existir a voz existia o silêncio
o silêncio
foi a primeira coisa que existiu
um silêncio que ninguém ouviu
astro pelo céu em movimento
e o som do gelo derretendo
o barulho do cabelo em crescimento
e a música do vento
e a matéria em decomposição
a barriga digerindo o pão
explosão de semente sob o chão
diamante nascendo do carvão
homem pedra planta bicho flor
luz elétrica tevê computador
batedeira, liquidificador
vamos ouvir esse silêncio meu amor
amplificado no amplificador
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito, esse tambor.
Te imagino
espero
confio
me iludo
e confio de novo
tudo esta vazio
que horas você chega?
irá voltar?
ou ira existir?
Eu venho equipado com naturalidade
Minhas toneladas de pressão
O dom da desestabilização
Cortando os seus membros
Igual Domingão do Faustão
Alma Mórbida
Olhos sepulcrais espreitam e cantam uma melodia sonâmbula, que tão melancólica encanta, como o olhar medonho de uma gárgula. Paro-me então diante deste labirinto de devassas, enquanto a chuva me orvalha, e o verme vil escarneia sob a cova, e na sua ânsia voraz, espera... Essa casca provida de uma alma mórbida e perversa, que nas sombras góticas se esvanece
que no lirismo padece.
Eu escolhi ficar isolado, sozinho. Escolhi me afastar para mergulhar em meus pensamentos.
(Shouya Ishida)
Os erros que eu cometi no passado se viraram contra mim. Aprendi uma lição: que eu devo carregar esses pecados e ser punido por eles.
(Shouya Ishida)
Qual é a definição de “amigo”? O que dá o direito a você de se tornar amigo de alguém ou o que qualifica você para ser amigo?
(Shouya Ishida)
Descansa do som no silêncio, e do silêncio digna-te tornar ao som. Sozinho, se souberes estar só, deixa-te ir por vezes até à multidão.
Numa situação intensa não sabemos que dizer. Para isso é que há o formalismo do silêncio, traduzido num abraço de emoção ou nos «sentidos pêsames» sem emoção nenhuma.
A quem foram oferecidos em abundância, / dons com rosto amigo, / com aquele silêncio púdico, / aceita o dom que te faz.
Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
Alucinógenos
Histórias contadas
Mitos criados
sonhos Inventados
Duendes e Gnomos por todos os lados
Um chá de cores
Um chá de amores
Céu vermelho,
Chão anil,
Uma cachoeira de caramelo,
Um sol não amarelo
Um chá de cores
Um chá de amores
Nuvens roxas
Pedras negras
Chuva estranha
Partes e entranhas
Um chá de agonia
Um chá de melancolia
Rostos dissolvidos
Amores repreendidos
Eis o que me arrasta
Para a profunda desgraça
Um chá de agonia
Um chá de melancolia
Uma voz me chama
Um olhar me atrai
O medo se esvai
O tempo volta a passar
O efeito acaba.....
Desculpa pela preocupação,
Mas não sou quem pensa,
Sou um ser vazio sem crença
Uma farça
A farça que sou,
O ser que criei para "agradar-te"
O ser que te encantou,
Te encanto porque?
Se não sou o que pensa,
Sou a miragem que criou
O meu ser pede socorro,
Ele grita e chora,
Toda hora,
Que ser é esse?, que ser sou eu.
A falta que tu faz,
É grande e absoluta,
Ela é tua, e tua
Ainda lembro como nós eramos,
Só eu e tu,
Como eu me sentia tua,
Errada!
Eu fui por pensar que merecia um final feliz,
Errada eu fui por pensar que logo tu seria o meu final.
