Poemas Góticos
Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.
Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.
Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.
Ouvir Raindrop, de Chopin, é deixar-se conduzir a um lago invernal. Cada gota que tomba no silêncio da água reverbera como a confissão íntima da solidão.
O silêncio cresce em minha mente como uma floresta de ossos. Cada palavra que escrevo é uma ave de vidro, tentando voar sem quebrar.
O mundo julgou-me frágil, mostrei estrutura, as aparências deram lugar à substância, meu silêncio convence mais que palavras.
Fiz do silêncio uma estratégia, no silêncio o trabalho cresce sem ruído, o resultado fala mais alto.
O silêncio do fracasso virou silêncio do triunfo, o som mudou, mas o rigor permaneceu, sigo com o mesmo trabalho, outro fruto.
Mesmo o silêncio das orações ecoa no céu, há preces que não precisam de voz para serem compreendidas por Deus.
Há aromas que chegam antes da presença, anunciam a alma em silêncio, e ficam depois da partida, como lembranças que o tempo não consegue apagar.
"Na panela não se cozinha apenas alimento — ali ferve o silêncio, o amor e o tempero invisível de quem transforma sonho em sabor."
“Diamante é a prova de que a verdadeira força nasce no silêncio da pressão e brilha sem pedir permissão.”
