Poemas Góticos
"E quando mais nada sobrar
Potencializaria a equação do verbo amar?
No acabar
No após
E durante
Cada pegada escaldante
Mesmo que pareça fora de alcance
A miragem de real nuance"
Wesley Poison - Cor[Ação]
Em pleno calor de janeiro, olho pra janela lateral a mim onde trabalho,
vejo nuvens cinzas e densas iguais os dias que venho passando.
e como elas surgem em meio ao verão sem explicação a tristeza surge nos meus dias que outros julgariam como bons dias.
Sigo lutando, tentando todo os dias ser um pouco melhor, dever menos ao destino e concretizar pensamentos. Sigo a curtos, mais constantes. fraco mais sempre seguindo. apesar de tudo, venci todos os meus piores dias,
e hoje é apenas um dia cinza que a melancolia veio me visitar.
“Mil e uma léguas até você”
Porque terei eu de sofrer tanto
com sentimentos que antes eram para mim um encanto?
Ela parecia me amar,
mas só queria ao meu coração matar
Se essa mulher uma musa em ascensão,
não vem até mim,
eternamente morrerei por tal pretensão
Sentir o deleite do seu amor,
para mim foi apenas um dissabor;
Felicidade e tristeza são tão contraditórios,
com o tempo se tornaram aleatórios
Céu, terra, mar,
como posso eu viver se não para amar?
Se um dia nada nos aproximou,
foi porque o destino não deixou;
Tu és a primeira rosa que brotastes em meu coração,
por você apenas morro de paixão.
Serás isto real ou apenas ilusão?;
Doces lábios que tu trazes,
tão doces quanto seu coração
que me encheram de pura emoção;
Naveguei pelo mar dos sentimentos,
e acabei em fragmentos;
Através da tempestade marinha,
eu encontrei em você o amor que me aninha;
Minha deusa, minha rainha, meu tudo,
por você dou a volta ao mundo;
O Inominável
Sua existência absurda jaz no topo
Não pertencente a leis universais
Vive trancafiado, separado da graça que antes o pertencia
Construído abaixo sua montanha de olhos devassos
De pele áspera e sangrenta
Atinge-o na constante agonia
Solvendo-o na familiar melancolia
Abraçando-o nas puras gotículas rubras
Na desesperança de retorno a moradia
Ao seu antigo lar na imensidão
Amaldiçoou novo mundo em obscura selvageria
Servindo de banquete malicioso
Montou seu reino maléfico sob pontudas angustias
Como antes fizera seu antepassado Azmuth
Os obcecados na magnífica rubidez vociferam
“Malithet, Inominável Lorde Rubro
Conceda-nos a graça de seu sangue
E voltai ao teu cosmos pertencente”.
Não há saídas quando o resultado são as chances e circunstâncias mal aproveitadas, perdido dentro da dor...
Se tornar quem você não desejava, descartando pessoas e se despedindo de quem você ama.
Como poderia ter sido se Deus não tivesse me ajudado?
Só me resta grandes memórias e lembranças diárias.
Me deparo por um vazio tremendo e uma fadiga mental aonde estou preso sem poder olhar pra trás, tendo que seguir meu caminho preso dentro de mim, dentro da dor da tristeza.
Finalmente percebi que cada dia é um adeus, decisões, desespero, medo, lágrimas e salvação...
O passado foi esperto e agora não posso subestima- lo,
realmente isso é uma piada.
Acho que perguntar não mata se talvez estivesse disposto não iria parar num hospício, sou tão bom quanto um jogo de azar, imprevisível.
Tenho vivido tempos difíceis mas não sou louco, nunca fui um cara comum, um cara com grandes problemas e sempre caminhei sozinho meu amigo.
Não ser o que você estava pensando quando estamos no lugar do palhaço, chorando por dentro e rindo por fora, bancando o tolo, os sonhos não retornarão mais.
É muito provável que ninguém vai sentir por dentro a chama que corrói o coração de quem perde quem amamos...
Provavelmente ninguém...
Oi tudo bem com você? sim tudo ótimo.(É um blackout diário).
Uma quarta feira melancólica, um dia após outro rezando orando por dias melhores.
Apenas o próprio homem é capaz de entender verdadeiramente a si mesmo
Nem uma máquina nunca vai compreender a Verdadeira e profunda essência humana
Mais talvez precisaremos de uma para nós mostra o que significa tudo isso que somos ,
O que é isso que existe e por si só apenas é !
Nos somos o cálculo de uma equação onde a resposta já temos só não achamos o X
Arthur Rios Tupã Eu memo !
Vagueando pelo escuro
Preso em pensamento procuro
A autocura da minha loucura
Para muitos isso é apenas frescura
Mas para mim é apenas algo obscuro.
Por vezes sinto-me uma mera espectadora.
Todos na peça sabem o seu papel, mas eu não.
Todos na peça interpretam as suas emoções, mas eu não.
Todos na peça têm as suas falas, mas eu não.
Nunca tive talento para encenar. Aliás, nunca tive talento para nada.
Todos têm um dom, dizem os outros.
Mas eu não sou como todos e ninguém é como eu.
É exaustivo tentar decorar tantas falas, tantos atos, tantos papéis.
Tudo se torna mais fácil quando me limito a observar.
Comtemplo e penso apenas e assim basta-me ser espectadora.
Melancólico Réquiem
Os restos angelicais
Espalhados na perfeita superfície
Submersos em puro sangue
Não apodreciam
Pois assim eram feitos
Da água da vida
Originaria a Raça Eterna
Os novos donos do mundo
Banhado eternamente
Na melancolia rubra
Nascia o Primeiro Querubim
Trajado em glorioso preto
Suas incontáveis asas rompiam em graça
Graciosamente subia àquele céu fúnebre
Para observar pela primeira vez
O que viria ser seu
Para todo sempre um lar
Da nova chama maleável da vida
Caos cessado
Em eterno silêncio mortífero
A orquestra se instaurava
Compondo notas proibidas
Tocava sombria e solene
Num mundo apocalíptico
Canções ao além
Num mundo pós-morte
Assumia forma gótica
Sufocada outrora em sangue
Em tragédia angelical
A misericordiosa subjugação
Não existiam vivos
Sob terra
Sob mar
A permanente avidez simbólica
Construções lascivas
Apontavam suas lanças ao céu funesto
Procurando desesperadas
A ausente luz antepassada
Se os olhos pudessem ver
Nada teria visto
Pois nada afinal existia.
O Pântano
Submerso no espesso e escuro liquido
Meu corpo de madeira é minha certeza
Sem tomar rumo do meu remo
A insensível correnteza é minha guia
Me aconchegando nos ventos mórbidos
De meu caminho, a familiar melancolia
Percorrendo galhos rígidos e ramos mortos
Cercado da lama, só me resta uma via
Avisto peculiar figura, que aflige-me na agonia
Um ser de turbante a mim se prostra
De face não se mostra, envergonhado se faz
Oferecendo-me a pálida mão em socorro
Eu em resposta repulsiva, o ignoro
De sua aura fétida, atrai compaixão cega
Mas de mim só causa cautela
Pois sinto os seus olhos frios
E entendo os seus sussurros inaudíveis
Me tentando a jogar a consciência fora
E tomar o que um dia, o pertencia
Isolado em meu barco, a tendência é agonia
Encantado pelo brilho esverdeado
O ar não favorece, me dando em troca
A morte que antes residia
Gentileza nunca existiu
Dado a luz nesse mundo sem alegria
Me perdi na monotonia, pois o brilho nunca muda
Tento alcançar seu clarão esverdeado
Para isso eu devo abandonar a mim mesmo
E sem mais nada a perder, assim o faço
Jogado sem mais medo, ouço vozes em doce alegria
Indo a loucura, tomando violentamente o que me pertencia
Destroçam minha pequena e desgastada certeza
Lançando-me ao tenebroso obscuro
Perto do escondido fulgor, eu finalmente a seguro
Inerte e indefesa, cega e com medo
Do céu nunca mais viu, pois não mais existe
Acorrentada acima, acorrentada abaixo
Diferença não faz, para miseras criaturas
Nos perdemos na intenção
Na tentação de livrar-se da condenação
Vencidos, fomos engolidos e absorvidos
Tornados um só com esse maldito pântano.
Purificação De Sangue
Excêntrica existência, seu verdadeiro significado
Sem igual, oferta alegria baseada no fogo
Seu espaço glorioso, purifica os céus
Excêntrica existência, ilusória alegria
Das promessas, conforto ou agouro, nada oferece.
Seu composto é único e poderoso
Era a era, manipula com gosto
No prazer da dor, é bondoso.
Do pódio malicioso, é dominador asqueroso
Agarram-se em dificuldade no seu cerne rochoso.
Na dificuldade escalam, ao logro do seu misterioso ouro
Milhares subiam, desesperados e loucos
Atordoados pela adoração ao topo.
Derramando sangue, dementes mortos-vivos
Cegados na promessa de vida, buscam voltar a origem
Os olhos queimam sem precisar ver
Submissa a sua estrutura maléfica
Eu desejo te purificar, te manipular
A base da sua morte, te dominar
O puro carmesim do mundo trancafiado
Jorrando seu escarlate aos mortiços
Condenados a mercê da carência
Já não possui valor, orações patéticas jogadas ao vento
Convulsando violentamente, rotulado jaz
Suas partes apodrecidas é tudo que resta
Sinta o ardor percorrer seu corpo
Sinta a repugnância de sua existência
Enquanto sobe em direção ao céu de sangue
Na salvação pintada de vermelho.
A Chuva
Pequeno mundo lacrimejava
O medo engolia todo a esfera viva
Se proclamando, a ele pertencia
Declarando em digníssima melancolia
O seu vislumbre especial
Um profuso breu espectral
Atacava o solo em gotas
Apaticamente me envolvia
Cobertor de rara alegria
No ritmo lento, sua forma distinguia
Íntima se fazia, pois nunca fugia
Mas de nuvens não vieram
Estranhamente, do além pertencia
A incerta escuridão
Parte a parte consumia
Seu choro mudo ouvia-se em sinfonia
Perdão disfarçado em falsa alegria.
Eu, o mártir da nova sintonia
Com seu plano colaboraria
Em prol do fim
Ao contraste do intenso apertar
Destravei a porta que não deveria
Compondo as palavras sem nenhuma harmonia
Do seco ao molhado, inspirando antipatia
Sufocante sentimento que não produz folia
Desvanecendo na tranquila e doce melancolia
A chuva não me abandonaria.
Não Desejo Salvação
Põe-me para descansar
Indesejada benignidade
Querer existencial revogado
O culpado em minhas visões, sou eu
Ser sem vida compõe o resto
Meu eu fugiu de mim
Tentativa vã de se salvar
Bateu de frente com sua punição
Desejada punição, desejável dose punitiva
Feita com minhas próprias partes
Consumindo mais de mim para sobreviver
Sobrevivência traçada umbrática sob meu céu
Mente defasada não pensa, coração mórbido não sente
Abatido e mortificado e destroçado e paranoico
E lamina mortal e fria e insano suicida
Lentamente entregue a confortável morte
Acobertado cérebro no desejo mortífero
Não mais responde ao seu chamado
Distinto instinto apoderado a morte
Brisa penumbral virou deleite imutável
Imortal oração de morte, do orador ao seu alvo
Eu sou os dois, assassino e alvo
Chefe e contratado, marcado de morte em vida
Minhas mãos assassinas proveram única piedade
Conhecida e apreciada, vagando esquecido
Pelos mesmos lugares que em vida não importavam
Agora há de importarem, pois sozinho mais uma vez
Hei de estar.
↠ Modesta Poesia ↞
Poesia,
lugar onde a hipocrisia
roga anistia
transforma as mentiras,
em sublimes fantasias
resistência e melancolia,
metamorfoseiam-se em magias
tristeza e alegria,
encetam em sintonia.
Vulgariza-a por nenhum tostão,
somente expor emoção,
carências de afirmação,
recitar-se em poesia
Fragmento poético: Taciturnidade
Inexistentes inimigos poderosos
Vivendo na minha escuridão
Mesmo eu sendo o mais forte:
Eles acabam me deixando no chão.
Fragmento poético: Taciturnidade
A luz do Sol brilha em mim.
Queima-me com o seu forte calor.
Enquanto para uns ele é alívio.
Para mim ele significa dor.
Fragmento poético: Taciturnidade
Talvez uma noite estrelada
Possa ser uma solução
Essa beleza natural
Traz alívio ao meu coração.
Momentos complexos da vida
Não existem palavras para descrever.
Graves ferimentos na alma
Profundo desejo de morrer!
“Liberdade”
— A melancólica invade o entardecer
— Ainda posso ver e sentir o sol, antes dele se esconder
— Pensamentos sobrevoam
— Me permitindo visitar longínquas instâncias, tão belas lembranças
— Histórias…
— Lugares vividos quando eu ainda era uma criança.
— Ah, que saudade
— Daquela liberdade
Indomável igual o vento
— Tantas e felizes recordações, tenho memorizadas com tanto afinco.
— Euforia, poesia, tudo era entusiasmo e contentamento
— Nenhuma preocupação povoava o pensamento.
— Sinfonia da liberdade, era a doce melodia
— Desde o amanhecer, até terminar o dia.
— Tudo era tão simples
— Tanto esforço, mas sempre com alegria
— A ansiedade pela maioridade, (ilusão de liberdade)
depois nos vemos assim; melancólicos sem ter como regressar, numa saudade sem fim.
— A memória me leva a esse refúgio
— Tenho tão boas lembranças guardadas, como se estivessem na pele tatuadas!
