Poemas Famosos de Tristeza
A vida é uma jornada
somente de ida,sem saida
me perco,me busco,me encontro
perdido em busca de mim
No escuro me procuro,me acho
convencer-me de voltar à luz me faço
tímido sorrio,crio um caminho de volta
à procura de mim me encontro,
não me sinto mais sozinho
O caminho escolhemos,
pode ser plano ou espinhoso,conforme o escolhemos
há várias maneiras de chegar,
tudo depende de como a jornada vamos encarar
há atalhos,por eles os caminhos encurtam,
porém as experiências adquiridas são menores,não educam
viver é galgar a vida,saber encarar,entender que é sofrida
mas não perdida gera experiências na jornada adquirida
tudo é ciclo, o dia nasce e morre,clareia ,escurece,
nasce tudo,tudo morre a vida
por entre nossos dedos escorre
NÃO DUVIDE QUE TE AMO
Incerteza maldita, larga meu coração, deixa livre minha mente, ou até mesmo se decida. Não me faça pensar duas vezes antes de agir, queria que o trauma fosse como Deus, inexistente.
Eu tenho certeza da incerteza, entre o afago do amor e o aconchego da solidão, eu me deito na rede da segurança, o medo de que eu vá me despedaçar por inteiro é grande, mas se apenas o sonhar de ter você comigo é suficiente para que eu vibre de prazer, imagine o pertencer da minha boca na sua.
Eu quero ter um amor sereno, um amor seguro, despreocupado, bonito, engraçado. Um amor quente, daquele que no inverno me aqueça, e na cama, mais ainda. Um amor ansioso, ansioso pra te ver, ansioso pra te ter, ansioso pela eternidade ao seu lado. Um amor com vontade, com apetite e com urgência, em que ambos amem demais, mas que apenas somem, e nunca subtraiam.
E se houver dúvida, que seja respondida com uma única sentença: "eu te amo". Não quero amor proibido, onde tê-la seria pecado, e sim um amor onde ninguém se pertença, mas se tenha.
A MADRUGADA
Neste momento
O que tá no coração em aberto,
Não consigo expressar ao certo
Por que você teve que voltar?
Por que isso não pode acabar?
A dor consome o meu ser
Tira minha vontade de ter
Saídas, festas...sorria!!
Amém, ao fingimento da alegria
A alegria que vem,
A mesma ansiedade que a detém
O nervosismo que me faz pensar
A dor física que irei suportar
Tal dor, vem da tristeza
Vem dos pensamentos e da avareza
Fisicamente, o meu coração
Está em muita aflição
A dor que bate em meu peito
Faz-me chorar assim que me deito
Você voltou, você sumiu
Aquela promessa que nunca existiu
Essa noite, eu escrevo
Essa noite eu me atrevo
Escrevo o que o coração sentiu
Atrevo a acreditar que ninguém me feriu
O problema é a ansiedade
Não importa minha idade.
Angústia.
Sentir angústia é algo que só quem já viveu ou vive com ela sabe. É uma sensação devastadora que surge sem aviso prévio, sem um horário definido ou um lugar determinado. É como um coquetel formado por todos os momentos mais tristes da vida, somados à dor da perda, só que muitas vezes parece ser ainda mais intenso.
Essa angústia é algo que existe e que vem e vai quando quer, fazendo com que eu questione se quero mesmo seguir vivendo.
É como se parte da vida tivesse desaparecido.
Bom pelo menos é assim que me sinto quando a tormenta passa e me deixa esgotado, como se estivesse dividido em milhares de pedaços.
Por muitas vezes tentei reunir meus pedaços, mesmo sabendo que poderia ser quebrado de novo.
É incrível como algo tão indescritível consegue Me destruir, me sinto morto
Mesmo ainda respirando
Mesmo existindo, me sinto como se não estivésse vivendo.
A angústia é algo que só quem vive com ela sabe.
É uma sensação devastadora que nos abala profundamente.
Sei que existo, só não me sinto vivo. mas não me sinto vivo.
Em meio a toda essa fumaça tenho tentado me manter acessa.
Sem conseguir fungir
não enxergo nada nessa prisão,
paredes e paredes.
Enquanto minha chama cessa,
Fumaça e Fumaça.
Nos traços da missão da sua luta,
Dirige-se ao prélio o legionário;
Definem da coragem o seu erário
Suas linhas com face resoluta.
E galopa veloz cortando o Tempo,
Do dever sua lança o império vibra:
Densas formas desenham sua fibra,
Que os mares da batalha vai rompendo.
Com o fatal findar da resistência,
Desmonta-se o lanceiro em seu declínio
Nos seus rumos desfeitos de existência.
Em esboços se prostra o paladino:
Ei-la, cavalaria de imponência,
Quebrantada em areias do Destino.
Desvendo, introvertida e tão dolente,
Com o verso, que acorda e nada oculta,
A rosa cuja espada vil se sente
No arrebol das paixões da vida adulta.
Aos grilhões do encanto me condeno
A cultuar, honrado, suas formas,
Admirando da lâmina o veneno
E queimando na dor de suas normas.
Ainda que aflições tenha por lemas,
Manifesta-se a rosa com estima,
Que dos versos se adorna nos dilemas.
Se no segredo o amor rasga e se firma,
Deixe o mundo que fervam os poemas,
De onde revela o mal a triste rima!
Aquilo que hoje é desgosto, luta ou dor, você pode canalizar para ser motivo de alegria amanhã.
Em Cristo somos mais que vencedores e todas situações são um motivo para ser abençoado.
MINH'ALMA
"Minha alma cansada
ainda abalada resiste
A luta diária
Desconfiada se cala
Diante ao caos da minha mente
Que mente o que sente
Confusa se perde em prantos
Confidente me diz : -Não consigo !
Meu corpo reage sem saber,
Sobrevive em modo automático
sem rumo dizendo:
-Eu consigo!"
ANSIEDADE DA CRISE
"Novamente seu abraço
Me envolve sufocando-me.
Sem ar, busco espaço
Quero ir e ficar sem entender
Momento crítico de desespero
O medo invade minhas entranhas
Que se contorcem aflita
sem saída, me paralisa
O peito em chama, clama :
-Me chame! - Me encontre!
Estou ali a deriva dos
pensamentos sem sentido
sem encaixe, sem destino
Torturando toda imagem que carrego,
preso num labirinto infinito."
larápio de quinta categoria.
*
Roupa rasgada, o cordão umbilical, o arame farpado e a cerca. Certo que isso já começou errado, mas, há quem diga que está perto de dar cabo. Assim escrevi, e, não me importa o que irá achar se eu tiver me perdido. "Logo estarei na rua juntando ritmo para esse desassossego interminável.".
*
Ricardo Vitti
A ÓRFÃ
Sou órfã desde que nasci. Cresci e me apaixonei por um garoto, este, nasceu numa família estruturada. Se datava de uma manhã de 18 de novembro, tínhamos marcado de se encontrar na cafeteria que ficara há 8 metros de sua casa, mas ele novamente não apareceu, deixando seu bilhete de desculpas; um alento, seu vigésimo bilhete. Muito demorei para entender a razão de nunca tê-lo deixado; isto se dava por motivos que estavam impregnadas as minhas vísceras e perpassavam despercebidas aos meus olhos. Nunca o abandonei, por já ter sido abandonada. Nunca o deixei, por já ter sido deixada. Nunca o esqueci, por já ter sido esquecida! Contudo, abandonei a mim mesma permanecendo em algo que só me trazia dor, e me desculpe, não sou mais órfã.
Existem silêncios que são lágrimas
Nem sempre são lágrimas tristes
A saudade, aesperança a desconfiança...
Lágrimas são desabafos silenciosos.
O CARRO VERMELHO
As pessoas não entendiam o porquê do meu choro incessável. Certamente, essa incompreensão se dera, pois, havia eu acabado de vivenciar o mais puro livramento de vida, ainda assim, isso não anulava nem um pouco a dor que me foi causada no acidente. Naquela maca de hospital pude perceber que pior do que não receber o amor da forma que compartilha, é ser enganado pelo próprio "amor". O carro da ilusão uma hora há de atingir um limite de velocidade tão alto que será impossível não bater em algum obstáculo, e foi isso que me ocorreu; lá estava eu, atravessando a rua, quando você veio descontrolado e me atropelou. Confesso que as cicatrizes ainda doem. Quando te vejo me olhar, enquanto estou sem fala e paralisado pelo gesso que envolve todo meu corpo, a única coisa que meus olhos refletem por você é aversão e desprezo. Mas, deixe-me encerrar esse relato da forma que queres. A culpa não é sua! Eu que lhe presenteei com o carro, que carinhosamente por ser vermelho, você chamou de coração.
BICICLETA
Por muito tempo andei com rodinhas, mas havia no meu destino, a lição de perdê-las antecipadamente. A vida, então, arrancou de mim as rodinhas que me mantinham equilibrado, e somente cai, cai e outra vez cai. Eu não tive escolha a não ser me entregar ao chão, conviver com ele diariamente, me abraçar no ardor da carne viva. Certa feita, a vida, enquanto me consolava como todas as outras vezes, teve misericórdia, e eu enfim aprendi a andar de bicicleta. As pessoas me viam andar tão bem, mas não sabiam de um terço das cicatrizes que ficaram no meu corpo após as quedas.
Eles admiram a minha força, mas se eu pudesse ter escolhido, jamais escolheria aceitar que tirassem as minhas rodinhas.
O CAMPEONATO FORWARD
Seu esporte favorito sempre foi "corrida". Confesso que nunca gostei de correr, mas por você, e somente por você, eu corri naquele dia. Os olhos do público voltavam-se para o campeonato. A corrida mais aguardada do ano acabara de começar e você era um dos meus "adversários". Principiei a correr, diminuindo e aumentando a velocidade para te alcançar, mas quanto mais eu me aproximava, mais você ansiava atravessar aquela linha de chegada. Essa foi nossa maior diferença. A todo momento você sempre quis estar um passo a frente de mim, e talvez realmente estivesse, mas quem disse que eu estava participando dessa disputa de ego?
Minha vida aos poucos perdeu o querer. Vivo em coma, sobre o automático. Curo, mas não sou curado.
Entre as vastas personalidades que criei, já não sei quem sou, o que quero e o que me mantém a viver. Eis que agora rasgo o véu e enxergo as verdadeiras cores desse mundo. Bendita é a ousadia que me envolve a noite, maldita é a covardia que me agarra ao amanhecer.
Vejo as cobras rastejarem e logo em seguida subirem pelas minhas pernas, se algo aqui me põe a viver, é o amor pelos que me amam, e a esperança de encontrar, por eles, a saída dessa selva.
PREMONIÇÃO
Meus batimentos perdiam a força a cada dia que se passava. Você vinha me visitar, dava-me um beijo na testa e colocava mais uma flor ao lado da minha cama. Para você, todos aqueles gestos externavam seu amor por mim, mas nunca fôra isso. Nos últimos meses antes do diagnóstico, você nunca me deu uma flor, nem se quer um beijo na testa, tudo que sentia ao seu lado era ausência de calor.
Diariamente, deitada e enfraquecida, observei você achar estar me amando, quando a única coisa que eu enxergava em tudo aquilo, era alguém se culpando pela minha doença, alguém tão egocêntrico a ponto de achar ser a cura daquilo que não se cura. Seu coração palpitou por mim, mas não foi de amor, foi paixão. Economize essas rosas e os beijos na testa, ainda não estou morta.
Quando me machucar, terás de ver os meus cabelos se enlearem pelo coração. Meu dulçor não ultrapassará aqueles fios. Somente sentirás meu cheiro e entenderá que não é fácil penteá-los de volta.
As lembranças boas não cicatrizarão meu coração, pelo contrário, hão de alimentar ainda mais as feridas, a indignação, a raiva que me foi oprimida. Esse é o preço que se vale de um bom coração, sendo ele oito ou oitenta, ou ama-te ou te mata.
Quando a dor se alastrou pelas minhas vísceras, teu abraço foi o principal responsável por saná-la. Seu ombro me valia mais que qualquer ouro ou diamante, havia ele acolhido a minha alma.
Vejo, agora, minha carne sangrar, e a vida de mim se sucumbir, eis que ao pé do meu ouvido, escuto o padre a proclamar, "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.".
