Poemas Famosos de Tristeza
Hoje choveu.
No silêncio do quarto choveu. Choveu como nunca havia chovido antes.
Apenas choveu.
As nuvens já estavam carregadas há um tempo.
Temporal.
Torrentes de água.
Levou-me.
Lavou-me.
Vendaval em meu quarto.
Enquanto o sol brilhava lá fora.
"Queria não ter que omitir meu choro
ofuscar minha falta de decoro.
Eu só quero desabar!
mas eu sei que se eu me soltar
ninguém vai me catar."
...e é tão difícil entender e aceitar que amar
também rima com renunciar e fingir que tudo está
bem quando nada mais faz sentido...
Meu coração está adoecido
Ele está quebrado, arrasado e triste.
Meu coração dói sempre que percebo que você não está mais aqui.
Alquimia
É transformar cores e ervas
em temperos para agradar
a alma, o olfato, o olhar.
Picantes como pimenta,
salgados como o mar.
Misturas que invento,
com cheiro de alecrim, sálvia, coentro, cravo e canela,
na dose certa, sem miséria ou exagero.
Escondem amarguras, tristezas
escritos nas papilas, pelas coisas do tempo…
Por que o mundo está podre?
Por que todos se tornaram tão egoístas?
Por que a tanta guerra?
Por que cada vez que olho para alguém que esta sofrendo algum abuso ninguém o socorre?
Por que nós temos que temer em possuir algo de valor?
Por que nós não temos que temer o próximo?
Onde está a justiça?
Por que o mundo está tão podre?
Valorize enquanto têm
Me senti vivo de novo quando te conheci, quando te beijei, quando olhava nos seus olhos, coisa que não sentia a anos. Obrigado por isso!
Abri meu coração pra deixar você entrar, e você conquistou muito rápido com esse jeitinho só seu.
Talvez você encontre alguém que não faça metade das coisas que eu fiz e que eu faria por você e você se apaixone loucamente.
Espero que esse alguém te valorize de verdade, que te dê atenção, carinho e não meça esforços pra te ver feliz, porque foi exatamente o que eu fiz por você mas infelizmente você não valorizou.
Mais que um fardo, completamente defeituoso, querer ser como sou, ou ser aceito por todos, querer quebrar estigmas que tem sido tão assombrosos, não querer mudar, e ser aceito por todos. Sou um fardo, coberto de olhares julgosos, observando as estrelas, querendo ir-de a seu encontro, esquecendo o passado, querendo viver um futuro na qual não estarei em meio a escombros, deixar de existir na terra, e virar poeira no cosmos, tem dias que me sinto bem, e dias que sinto ódio. Ódio, tristeza, desânimo e muita angustia, faz tempo que não vivo, tempos que não encontro uma luz. Tudo poderia ser diferente, com poucas palavras que tranco a mil chaves em minha mente, atos simples que me deixariam menos contentes, apenas para ver a felicidade dos meus entes, entes quase queridos, quem sabe se fossem mais, se meu futuro eu quem tivesse escolhido, ou talvez tomado minhas próprias decisões, seres de mente fechada, querendo decidir por mim, sinto minha mente sendo arrombada.
e onde estão minhas escolhas?
com argumentos não plausiveis, fazem me tomar decisões a força, sem pensar nas consequências, por causa de uma simples dependências, por deles é que eu dependo, mas mal sabem eles que por fora eu estou vivo e vivendo, mas por dentro estou morto e cada vez mais, morrendo.
O amargor do crepúsculo
Novamente os sintomas da angústia explodem em meu peito, uma dor tão forte e incessante.
O ar me falta, a lua cresce, nada me desce, o frio entra, o coração padece, o dia amanhece, mais uma vez acontece, o triste ciclo da tormenta, de um ser que tanto lamenta e carece de uma nova versão de si.
A chuva cessou,
E o que restou
Foi eu.
Coração quebrado,
Lágrimas quentes rolando no rosto.
Imagino cada pessoa,
Todas com sua chuva.
Cada uma com sua garoa.
Cada uma com sua tempestade.
Será que essa tempestade
Que reina em mim
Cessará?
Será que algum dia
Apenas uma brisa
Libertará minha alma
Desse frio, dessa nevasca,
Que minha alma está?
Ainda lembro aquela dia
Com lágrimas no rosto
Um diz pro outro
Te amo
Sem pensar nos problemas
Sem pensar nas consequências
Quando o mar estava agitado
Um segurou a mão do outro
E tudo deu certo
Vimos o amanhecer
E fizemos nosso amor
Ainda lembro aquela vez
Com lágrimas no rosto
Disse pra mim
Que o dia
O dia que eu não estivesse mais bem
Precisaria olhar pra trás
E ver os motivos pelos quais
Nos apaixonamos
Ainda lembro dessa paixão
Que chegou e eu logo soube
Soube que era essa
Essa a pessoa que eu queria comigo
Essa a pessoa que me faz bem
O refúgio da minha vida
O esconderijo dos meus demônios
O Ultraje da solidão
Um coração custodiado
Não sabe o que é aflorar-se mais
Em mansidão aparente, Um rosto tanto calmo, por dentro pandêmico, quem diria se o visse?
O exílio é perigoso, mas é onde encontro o meu eu mais próximo do gênese,
Viciante, tanto pensar, pra que me culpar?
Deveis apenas seguir o rebanho?
Só busco ascender, conectar e talvez desafrouxar os laços que me confinam ao pretérito
Porém tão fácil dizer
E difícil demais compreender cada dia minha existência
E o que tanto me amarguras
Minha Rosa
Aonde está a Rosa
Pela qual me, apaixonei?
Será que a perdi?
Não consigo mais achá-la
Será que sou eu?
Que não consigo mais vê-la?
Como viverei sem ela?
Quem irá aformosar meu jardim?
Ela parece estar tão perto,
Mas não a vejo,
Sinto-a raramente.
Procurarei-a sem cessar
Até que a lua e as estrelas
Parem de embelezar...
O meu triste luar.
Hoje marquei a data da minha morte.
Por que?
Cansei de exigir atenção para aqueles que nem se importam com a minha presença.
Eu sei, mesmo quando você age como se nada estivesse errado
Eu sei que está esperando
Em seus olhos que tentam sorrir há tristeza
Mas não posso fazer nada em relação a isso
Velha Lágrima
Solidão. Que mágoa na aurora!
Senso ao vento, paira pelos ares
Em suspiros, lágrima que chora
De antigos e buliçosos pesares.
Pulsa uma dor, deveras se sente
É tal tristura que no peito diviso
Versos, que de teu verso ausente
Vazios poéticos do teu doce sorriso.
Ah! Por que tu assim fizesses
Meu eu dum eterno teu escravo
Se outras eram minhas preces
E com o descaso fez conchavo?
Por que então ainda insiste
Nesta trama tão alvoroçada
Como quem ama, assim, triste
E com a alma fria e calada?
Se clamo ao infinito celeste
Por um olhar manso e sensível
Por que é que não me disseste
Palavras ao coração inteligível?
Se terrível, era a dor impiedosa
Me livra desta coroa de espinho
Se bom é ter-te em verso e prosa.
Por que deserto é o nosso ninho?
Porém, melhor a outra figura
De ter a sofreça em segredo
Do que conhecer a tal ventura
E deixá-la ao leu tão cedo...
Assim, então pouco a mim seria
Em pranto a face, de sua partida
Antes os desafetos que nos alivia
Do que fuçar na aberta ferida...
Tem pena de mim! Tem pena
Desta velha lágrima. Caridade!
A paixão não me é tão pequena,
Secará. Pois tanta é a saudade...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
«Mãe é um ser maravilhoso, ela cuida, te ajuda, te ouve e te quer feliz»
«Mãe é quem estará sempre la para te ajudar»
«A Mãe vai te tirar da depressão e vai te dar vontade de viver»
Que engraçado né...
A minha mãe não cuida, não me ajuda, não me ouve e nem tenta, e ela só me coloca triste.
Minha mãe nunca esteve lá para ajudar, e, quando precisava de ajuda... ela fugia
Tirar da depressão? ... Mas foi ela que me colocou na depressão!!
Você sempre se sente sozinha.
Você sempre se sente triste.
Você sempre se sente Machucada.
Você sempre fica sozinha pelos cantos.
Você se sente sem carinho ,Mal-trada.
Você se sente ignorada,Humilhada.
Você se sente cada vez mais Pisada.
Você se sente sem ninguém, Sempre ignorada.!!
Raiane Oliveira.
►Esquecimento Árduo
Eu a deixei, senhor
Não estava mais suportando a dor
Meu coração gritava diariamente por socorro
Mas, ao tempo em que ele queria desistir,
Ele criava motivos para persistir
Não sei o que sua santidade planejou,
Mas, ela fora a deusa que em meus sonhos deitou-se
E, o senhor sabe bem das minhas lágrimas
Sabe bem das noites claras,
Que fiquei esperando suas mensagens.
O senhor sabe o quanto chorei
O quanto solucei para manter um semblante,
Calmo, tranquilo, como um monge
Mas, por dentro, me encontrava despedaçado,
Visto somente em relance.
Por que o senhor me fez assim?
Escrevo dedicatórias quando por alguém estou afim
Escrevo depressão quando estou sozinho
O tempo passa diante de mim, e,
Junto dele, as lembranças da amada
Daquela que decorava minha imaginação mais adorada
E que hoje, me maltrata em sonhos lúdicos
Que me abraça em devaneios tão lindos e únicos
Por que, senhor, eu continuei, mesmo em desconfiança?
Por que, após a mágoa que sofri, desejei as alianças?
Por que eu a desenhei em textos de vulgo “dama”?
Por que ela não se desprende de meus pensamentos?
Nem mesmo um dia sequer da semana?
►Vasto Vazio
Ontem eu dormi triste, lembrei do passado
Às vezes isso acontece, é culpa do acaso
Por que eu estava triste? Não sei
Tantas foram as lágrimas que já chorei,
Que hoje, quando me lembro delas, amoleço.
Quando eu estava prestes a cair em depressão,
Fui resgatado por alguém que cuidou do meu coração
Hoje estou sozinho, sem ninguém para me acudir na solidão
Comecei a escrever textos sem nenhuma paixão.
Quero rejuvenescer o meu verso
Não quero continuar criando-o no inverno
Preciso aquecê-lo o mais rápido possível
Preciso restaurar meu antigo sorriso.
Comecei a sentir aquele vazio
Deixado por quem já não está mais comigo
E ele me amedronta tanto quanto um pesadelo
E acabo ficando com medo, e com receio de que ele não se vá
Sinto-me, então, um inocente aprisionado em Alcatraz.
