Poemas famosos de Silêncio
“Crescer foi entender que nem todo silêncio é falta de tempo… às vezes é falta de interesse.
Então parei de insistir em quem nunca perguntava por mim,
e passei a cuidar só de quem faz questão de me ter por perto.”
O Bom Dia Durante a Noite
O relógio insiste no escuro,
o silêncio ocupa o corredor,
e o mundo, sob o manto duro,
adormece o medo e o fervor.
Mas quando a tua voz me toca,
ou o brilho desse olhar me invade,
a luz que nasce na tua boca
desmente toda a brevidade.
Não importa o breu da hora,
nem o sol que ainda não vem;
quem traz a aurora do lado de fora
não sabe o sol que o peito tem.
É um despertar no meio do nada,
um café quente em plena solidão:
o bom dia é a mão dada,
enquanto a noite é só uma estação.
O Encontro dos Contrastes.
Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."
O seu silêncio provavelmente tem muito a dizer, pode ser tão expressivo e interessante que a necessidade de usar as palavras não é sentida neste momento, assim, o seu jeito é naturalmente intenso, emocionante, um comportamento sedutor de quem não costuma desperdiçar o seu tempo, indo logo sabiamente para o ponto que lhe interessa,
Demonstrando um lado belo e audacioso que penso que não revela para todos e que poucos tem a percepção suficiente para percebê-lo, que possui a essência da noite com um fogo abrasador inextinguível como se fosse uma densa escuridão com uma estrela fortemente radiante, o esplendor de uma ocasião apaixonante inesquecível, então, de várias formas impactante
Este versos comprovam este impacto silencioso profusamente entusiasmante, tendo em vista, que mesmo sem termos nenhum diálogo a respeito, pude deduzir sobre esta versão da sua personalidade a partir do seu olhar confiante e determinado que fala bastante com a minha sensibilidade de poeta, posso ser que esteja enganado, mas de fato, ela é bem mais do que uma mulher bela.
Jefferson Freitas.
A lua, sempre admirável, que usa com eficácia uma fala em silêncio, que alcança mesmo sem palavras o amor imensurável que se guarda no lado esquerdo do peito,
Aquele que incendeia a alma com o fogo intenso dos sentimentos acalorados, da grande riqueza dos pequenos gestos, da simplicidade de um momento memorável,
Um diálogo que acontece apenas entre Selene e quem a admira com entusiasmo e o respeito que lhe são merecidos, o mínimo que já é esperado diante deste feito Divino.
Faço quando possível uma breve pausa durante a noite, então, desfruto de um silêncio momentâneo, olho para o alto e observo as estrelas, corpos celestes radiantes radiando na escuridão do céu, resultando numa brevidade entusiasmante,
Tipo de oportunidade que contém uma simplicidade impactante, daqueles impactos que não costumo evitar pelo bem que fazem ainda que de um jeito discreto como se fosse um incentivo para desacelerar e assim manter o máximo de equilíbrio,
Quem não faz o mesmo pode até achar esquisito, entretanto, é um bom uso do tempo, oportuno para o espírito, para mente cansada e para outros aspectos, a contemplação de uma noite estrelada, dos olhos aos pensamentos, uma amostra iluminada de tudo que observo.
Onde o Silêncio Floresce
No silêncio, não tenho respostas, nem ao menos
algumas palavras de conforto,
porém ainda ouço a sua voz ecoando nos meus pensamentos,
dizendo aquelas frases confiantes e sensatas
que alimentam a minha esperança,
mesmo que nada seja como era antes
depois que aquela nossa reciprocidade de outrora
deixou de ser uma constância,
pois perdi a sua confiança e não quero que sinta pena,
apenas estou desabafando.
Você não se importa mais provavelmente,
mas entre angústia e revolta, vem aquele sentimento de culpa,
está chovendo lá fora, estou chorando enquanto observo o céu chorar.
Em pouco tempo, as lágrimas da chuva e o meu choro se misturam,
uma das maneiras que, às vezes, a minha alma usa
para falar aquilo que não sei se vale a pena dizer através da fala;
assim, ela consegue desabafar até quando a minha boca se cala.
Na escuridão demasiada, fica difícil enxergar a saída,
não é fácil me manter de pé, fico pensando:
“será que se você me ouvisse ou me visse de alguma forma, viria me ajudar?”
Acredito que eu já saiba a resposta, então, é melhor não ficar esperando.
Agora já é tarde, não tem mais volta, os nossos mundos estão separados,
portanto, seguirei em frente, darei um passo de cada vez,
deixarei o passado e acenderei a luz do presente.
Aos poucos, certamente, com a permissão Divina,
o meu ânimo será restaurado e ficarei ainda mais forte.
Usarei o silêncio para ouvir os batimentos do meu coração
e o som do recomeço a cada nascer do sol.
A chuva voltará a ser melodia para os meus ouvidos,
tal qual a emoção celeste que faz florescer
é a decepção que, consequentemente, permite amadurecer.
E quanto à escuridão, ela exaltará as luzes do meu bem-estar,
como lindas estrelas durante a escuridade da noite.
Nesta noite tão aguardada,
tudo o que for inoportuno ficará em silêncio, o tempo estará em pausa, agora, nada terá mais relevância,
o nosso deleite que terá a prioridade,
estás maravilhosa em todos os detalhes, a suavidade da tua pele,
as curvas da tua boca, os teus cabelos graciosos, o fulgor do teu olhar sedento, minhas pupilas chegam a dilatar de tanto entusiasmo que provocas, ficas muito excitante com este teu vestido preto, sabes o quanto que isso me agrada, nem consigo disfarçar,
quero tirar proveito da tua sensibilidade, fazendo arrepiar cada parte do teu corpo
através do meu toque, de beijos intensos, dos nossos sentimentos vívidos,
fico fascinado pela vivacidade dos teus movimentos,
adoro este teu jeito doce e atrevido
que faz meu desejo por ti só aumentar e sei pela verdade e avidez dos teus olhos que é recíproco
da maneira que tem que ser,
se não fosse assim, não teria tanto apreço, aliás, não faria sentido,
não é mesmo?
Solidão ou Solitude?
Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.
Ahhh Saudade
Saudade não é apenas palavra,
é um estado que habita o peito,
um silêncio que fala alto
mesmo quando tudo parece perfeito.
É brisa leve que às vezes passa,
mas também pode ser tempestade,
transitória como nuvem no céu
ou eterna como a própria verdade.
Carrega em si uma dor estranha,
daquelas que não ferem só — transformam,
e no fundo desse aperto doce
há lembranças que aquecem e confortam.
Poetas tentam traduzi-la em versos,
apaixonados a sentem sem medida,
pois a saudade é esse elo invisível
que liga ausência e presença na vida.
E o melhor dela… ah, o melhor momento,
é quando o reencontro acontece enfim:
explode no peito como festa viva,
fogos no coração sem ter fim.
Um turbilhão de sentidos confusos,
um sentir que não cabe em explicação,
é a alma sorrindo por dentro
quando encontra o que ama o coração.
Atila Negri
A Dança Poética a partir do Silêncio
As horas já estão avançadas. Mais uma vez, temporariamente, estou cercado pelo silêncio que, aos poucos, foi tomando conta. Entretanto, na minha mente, o seu poder não tem nenhum efeito; pois certos pensamentos despertaram e convidaram, gentilmente, algumas palavras para dançar uma dança poética. Tendo como plateia apenas o meu sono e a minha insônia, mostrando a eles uma apresentação intensa.
A expressão do olhar que fala em silêncio
O teu silêncio e a expressividade do teu olhar, em determinados momentos, possuem uma grande profundidade, tão atraente quanto um instigante mistério que prende muito a atenção: desperta a curiosidade, provocando certos pensamentos, aquelas emoções repletas de intensidade que, com facilidade, aceleram e aquecem o coração com um sabor prazeroso de renascimento e ludicidade sem nenhuma hesitação.
Em pouco tempo, discretamente, com essa tua motivação silenciosa e expressiva, dentro de um imaginário inquieto, uma conversa despida de palavras começa entre aquilo que pode estar passando na tua mente — que guardas lá no teu íntimo — e uma vontade intensa de aguçar os teus sentidos, de merecer a tua companhia, de tornar essa imaginação em realidade, numa euforia recíproca, marcando a temporalidade.
O resultado típico de quando a fertilidade criativa, proveniente de uma percepção profunda se volta para uma expressão assim comunicativa, como essa tua que, mesmo que não digas nada, fala muito; inclusive, a língua do teu desejo, da tua fogosidade, dos teus sentimentos, do teu amor-próprio, da tua liberdade, a partir dos teus olhos — belas estrelas do céu da tua face; detalhes emocionantes da tua composição, da tua venustidade, cuja perfeição é farta e vira inspiração, do teu físico à tua alma.
Entre Luz e Sombras
Na vida...
às vezes sou mocinha.
Outras vezes... vilã.
E no silêncio entre um papel e outro,
me pergunto:
quem sou eu… afinal?
Nunca sei quem fui
nos olhos de quem me viu partir.
Nunca sei quem sou
no reflexo de quem insiste em me definir.
Se faço o bem...
me julgam mal
Se tropeço no mal...
alguém encontra em mim um bem que nem sei explicar.
Que lógica é essa
que me atravessa
e me desfaz?
Eu erro…
tentando desesperadamente acertar.
E acerto…
quando já não me preocupo mais em errar.
Ironia essa...
Como se a vida risse
da minha tentativa de controle.
Sou luz?
Ou sou escuridão?
E por mais que eu procure respostas,
a verdade me escapa…
como água entre os dedos.
Porque, no fundo,
quem diz quem somos
não somos nós.
É o olhar que nos acolhe,
ou o julgamento que nos corta.
É quem nos vê…
que nos inventa.
E eu?
Eu me desconheço.
Sou verdade?
Ou sou invenção de versões
que criaram de mim?
O que escondo…
até de mim mesma?
Há mistérios no meu peito
que nem minha coragem alcança.
Sentimentos que existem…
mas nunca tiveram permissão para nascer em palavras.
E assim eu sigo…
fragmentada…
contraditória…
humana.
Sendo mil em uma,
e ainda assim… incompleta.
Talvez…
a grande verdade
não seja descobrir quem somos.
Mas aceitar…
que somos feitos de perguntas.
E não de respostas.
Do Silêncio Não Compreendido
Eis que o bom rapaz foi ao encontro da moça,
levando consigo não só um presente,
mas o que havia de mais sincero em seu peito.
Chamou ao portão.
E não foi ela quem surgiu,
mas outra presença,
silenciosa… e suficiente para que ele entendesse.
E então soube.
Não por palavras,
pois nenhuma lhe foi dada,
mas por aquela dor que fala sem voz.
Baixou a cabeça.
Recolheu o gesto.
Guardou o presente que já tinha destino.
E partiu.
Na praça, sentou-se em silêncio.
E, dentro de si, perguntou:
“Por que aquilo que é verdadeiro não encontra lugar?”
E o mundo… nada respondeu.
Os dias passaram,
e ainda assim seus olhares se cruzavam.
Mas onde antes havia leveza,
agora havia silêncio.
A moça, em sua própria confusão,
não entendia o que se passava.
E, sem saber, afastou o que não soube ver.
Perdeu… sem perceber.
E o rapaz, mesmo ferido, voltou.
Não por orgulho,
nem por certeza,
mas porque o amor ainda vivia nele.
Aproximou-se mais uma vez.
E encontrou… silêncio.
Então compreendeu.
Que o amor não se força.
Não se explica.
Não se pede.
Se não é visto, pesa.
Se não é sentido, se apaga.
E se não é recebido… se vai.
E assim, o rapaz partiu.
Não destruído,
mas mudado.
Pois há dores que não quebram ,
apenas mostram ao homem
o que ele não queria ver:
Que nem todo amor permanece.
E que, às vezes… amar
é saber ir embora.
Deus Fala no Silêncio
Feche os olhos por um instante,
serene a mente
e permita que o silêncio alcance o seu coração.
É ali, na quietude da alma,
que Deus costuma falar.
Ele se revela na calma que chega sem aviso,
na paz que envolve o peito
e na doce certeza
de que tudo está sendo cuidado.
Deus não precisa gritar para ser ouvido.
Muitas vezes Ele apenas sussurra amor
no coração de quem aprende
a silenciar para escutar.
Simone Cruvinel
Sol de Silêncio
Você é como um sol manso
que nasce sem fazer barulho
e, mesmo em silêncio,
ilumina tudo dentro de mim.
Às vezes sua luz me deixa assim…
como o céu diante do amanhecer:
tão cheio de cores
que nenhuma palavra consegue explicar.
Há um calor sereno em sua presença,
desses que despertam a vida na aurora
e ensinam, com a mesma ternura,
que também existe a hora de repousar.
E eu, como terra que recebe a luz,
apenas sinto, em silêncio,
que há amores que não precisam dizer nada.
Eles apenas existem…
como o sol no céu.
Simone Cruvinel
Silêncio que abraça
No silêncio dele,
não quero ser pergunta
quero ser abrigo.
Ser o cuidado que chega sem fazer barulho,
a presença que não invade,
mas permanece.
Como uma luz acesa num quarto tranquilo,
que não exige que ninguém acorde,
apenas garante
que não há escuridão completa.
Amar, às vezes, é isso:
sentar ao lado da dor do outro
e segurar a mão dele
mesmo quando ele não tem forças
para apertar de volta.
E ainda assim ficar…
inteira, serena,
cuidado vivo
dentro do silêncio.
Simone Cruvinel
No Silêncio de Dentro
Há um silêncio que não é vazio
é espelho.
Nele, a alma se escuta sem disfarces,
e tudo o que gritava por fora
revela que sempre nasceu por dentro.
Quando o silêncio incomoda,
não é o mundo que pesa…
é o encontro inevitável
com aquilo que evitamos sentir.
Mas, se a coragem permanece,
algo sagrado acontece:
o ruído se aquieta,
os medos se assentam,
e a mente, enfim, respira.
Então, no terreno quieto do ser,
brotam ideias como sementes de luz
discretas, profundas, vivas
porque toda criação verdadeira
nasce primeiro
no silêncio do coração.
Simone Cruvinel
A lua sobe devagar, como quem não quer interromper
o silêncio delicado da noite.
Ela ilumina sem pressa,
toca os telhados, os caminhos,
e encontra, sem esforço,
os olhos de quem sabe sentir.
Há nela uma beleza que não grita,
mas permanece.
Uma luz que não cega,
mas guia.
E talvez seja por isso
que eu penso em você.
Porque, assim como a lua,
o seu amor não precisa de excessos.
Ele chega manso, constante,
preenchendo espaços que antes eram vazios,
clareando partes de mim
que eu nem sabia que existiam.
Se a lua é o abraço da noite,
você é o meu abrigo no tempo.
E, quando o céu se abre em prata e silêncio,
eu entendo, sem dizer nada,
que amar você
é como olhar para a lua:
um encanto que nunca se esgota,
e sempre encontra um jeito de voltar.
