Poemas famosos de Silêncio
"No princípio, o teu beijo era cura — hoje é veneno que me consome em silêncio."
#Binilson Quissama*
No silêncio antigo daquele mosteiro, onde o tempo parecia rezar junto com as paredes de pedra, nossos olhos se encontravam mais do que deveriam. Não era toque, não era palavra — era desejo contido, um incêndio discreto aceso apenas pelo olhar. A gente se olhava o tempo inteiro, como se cada segundo fosse uma confissão muda, um segredo dividido sem absolvição.
Entre cânticos e passos contidos, o desejo caminhava conosco pelos corredores frios. Era estranho e intenso: amar sem poder, querer sem permitir. O mosteiro, feito de regras e silêncio, tornava-se palco de uma ficção viva — como se estivéssemos presos dentro de uma cena projetada na tela da própria alma.
Às vezes, eu pensava que aquilo não podia ser real. Parecia cinema: dois corpos imóveis, duas almas em tumulto, e um amor que não pedia permissão para existir. Nossa visão se cruzava como quem escreve uma história proibida sem usar palavras, como quem desafia o sagrado não por rebeldia, mas por humanidade.
E assim seguimos, desejando em silêncio, vivendo na fronteira entre o que é permitido e o que é verdadeiro. Se aquilo era ficção, então a realidade tinha aprendido a sonhar. Se era pecado, era também a forma mais pura de sentir. Porque naquele mosteiro, onde tudo deveria ser ausência, nasceu um amor inteiro — visível apenas no encontro dos nossos olhos.
Eu já desmoronei em silêncio,
já me levantei cansada e tremendo.
Mas aprendi a ser muralha e flor,
vento e raiz.
Porque dentro de mim mora uma força
que não faz barulho,
mas que me reconstrói todas as vezes.
E sigo — bonita, quebrada, inteira.
Gigante: O amigo que mudou tudo.
_“Onde o silêncio encontra o ritmo, nasce a cura.”_
Sinopse
Maria e Pedro não tinham tempo para rótulos. Exaustos pelo trabalho, viam as crises de seu filho Antônio (5 anos) como problemas de disciplina que o afastavam de um diagnóstico que teimavam em ignorar. A negação, porém, é quebrada com um ultimato da escola que os força a encarar a realidade: Antônio tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), Nível de Suporte 2. O diagnóstico é apenas o começo de uma jornada de descobertas.
Sem saber por onde seguir, a família busca refúgio na fazenda do tio Carlos, onde Antônio encontra um elo improvável: o imponente cavalo Gigante. Longe da confusão e da sobrecarga sensorial do dia a dia, Antônio aprende, através do ritmo e da calma de Gigante, a autorregular suas emoções.
Esta é a emocionante história de pais que trocaram a culpa pela aceitação, e de como a conexão silenciosa com um animal abriu o caminho para que uma família inteira encontrasse seu próprio ritmo de apoio e amor.
Assombração
Já estou lá fora, olho aquele escuro, o silêncio perpetua, mas vou em frente sem me prender ao medo que está presente.
Uma dúvida vem a seguir, por que estou aqui?
Tem árvores, flores, a lua está linda, mas tem algo ali, a imaginação vai além, ouço ruídos, vou em frente...
Olha! Ali está uma fogueira, mas pq será? Alguém estava por aqui? Andando e buscando saber o que há de acontecer.
Passos largos para chegar até aquela luz, tudo parece tão distante, mas em um instante estarei lá.
Cheguei próximo a uma casa, onde uma única Luz acesa e uma mesa parece dar vida! Não vejo ninguém, o silêncio insiste em ficar, preciso me recuperar, caminhei demais, vejo sinais, cheguei até aqui e agora como voltar? Alarme tocou , meus olhos abriram, queria ficar! Seria só um sonho ou poderia mergulhar pra ficar? Ao final pensei, na mente há muitos segredos que nos trazem medos, que levam à alucinação, e a imaginar assombração.
RECEITUÁRIO PARA A MANUTENÇÃO DA ALMA
Quando ferido, observo e silencio!
Mergulho em reflexões, me liberto de todos os sentimentos perniciosos.
Renovado, a paz reina em mim novamente!
A partir daí, reinicio a jornada da renovação de meu próprio Ser.
O sábio aprende a dançar com o silêncio, porque sabe que há tempestades que só se vencem com a leveza de uma brisa.
Ele não se cala por fraqueza, mas porque entende que até o sol se esconde atrás das nuvens quando a tormenta não está pronta para a luz.
Silencio
Muitas vezes imerso em meus pensamentos,
Me vejo entregue a um vasto vazio.
Um vazio tão imenso,
Que em sua grandeza me perco por completo,
E por muitas vezes, nem percebo estar vivendo nele.
Não sei bem como descrever quanto,
Nem tão pouco quando, estou entregue a ele.
Mas em meio a uma multidão de pessoas,
Me sinto ainda mais só.
Hoje não quero ouvir palavras vagas,
Nem tão pouco, as mais belas filosofias,
Hoje quero apenas, silêncio.
Mas não aquele silêncio, de calar bocas,
De falar baixinho ou dedos indicadores,
Encostados nos lábios.
Quero o silêncio,
Que vem da alma,
O silêncio do olhar,
O silêncio que fala
Absolutamente tudo.
A lua, sempre admirável, que usa com eficácia uma fala em silêncio, que alcança mesmo sem palavras o amor imensurável que se guarda no lado esquerdo do peito,
Aquele que incendeia a alma com o fogo intenso dos sentimentos acalorados, da grande riqueza dos pequenos gestos, da simplicidade de um momento memorável,
Um diálogo que acontece apenas entre Selene e quem a admira com entusiasmo e o respeito que lhe são merecidos, o mínimo que já é esperado diante deste feito Divino.
Nesta noite tão aguardada,
tudo o que for inoportuno ficará em silêncio, o tempo estará em pausa, agora, nada terá mais relevância,
o nosso deleite que terá a prioridade,
estás maravilhosa em todos os detalhes, a suavidade da tua pele,
as curvas da tua boca, os teus cabelos graciosos, o fulgor do teu olhar sedento, minhas pupilas chegam a dilatar de tanto entusiasmo que provocas, ficas muito excitante com este teu vestido preto, sabes o quanto que isso me agrada, nem consigo disfarçar,
quero tirar proveito da tua sensibilidade, fazendo arrepiar cada parte do teu corpo
através do meu toque, de beijos intensos, dos nossos sentimentos vívidos,
fico fascinado pela vivacidade dos teus movimentos,
adoro este teu jeito doce e atrevido
que faz meu desejo por ti só aumentar e sei pela verdade e avidez dos teus olhos que é recíproco
da maneira que tem que ser,
se não fosse assim, não teria tanto apreço, aliás, não faria sentido,
não é mesmo?
Silêncio do nosso fôlego
Esse sentir intenso
Leveza envolvente
Navegar no teu corpo
Conduzindo os instantes das sensações
Faz dos beijos uma ligação perfeita
Abraços quentes e entrega voraz
Pulsar em chamas do nosso silêncio.
Eu em meu silêncio criei um mundo teu
pra te ver feliz, onde és rainha, imperatriz.
Nos corredores da minha alma, teu nome ecoa,
como sinfonia que não se cala, como chama que não se apaga.
És o sol que rasga minhas madrugadas,
a lua que embala meus segredos,
o destino que me guia quando tudo é sombra.
Em ti, encontro o infinito,
a eternidade que não se mede em horas,
mas em suspiros, em olhares, em promessas não ditas.
E se o universo ousar ruir,
erguerei em meus versos um trono eterno,
onde teu sorriso será lei,
e teu amor, soberano.
Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.
O céu faz parte da arte de Deus, assim como tudo o que nasce do Seu silêncio e da Sua precisão. A verdade é que, quando desaceleramos e realmente olhamos, percebemos que a beleza nunca nos faltou, nós é que passamos depressa demais por ela.
Cada cor do entardecer, cada folha que se move, cada detalhe aparentemente simples carrega uma intenção, uma assinatura. Nada é aleatório. Há ordem, harmonia e um propósito silencioso que sustenta tudo.
E quando enxergamos assim, até o que parecia comum ganha outro brilho: o céu deixa de ser apenas céu e vira pintura; o vento deixa de ser invisível e vira poesia; a vida deixa de ser rotina e vira milagre.
O seu silêncio provavelmente tem muito a dizer, pode ser tão expressivo e interessante que a necessidade de usar as palavras não é sentida neste momento, assim, o seu jeito é naturalmente intenso, emocionante, um comportamento sedutor de quem não costuma desperdiçar o seu tempo, indo logo sabiamente para o ponto que lhe interessa,
Demonstrando um lado belo e audacioso que penso que não revela para todos e que poucos tem a percepção suficiente para percebê-lo, que possui a essência da noite com um fogo abrasador inextinguível como se fosse uma densa escuridão com uma estrela fortemente radiante, o esplendor de uma ocasião apaixonante inesquecível, então, de várias formas impactante
Este versos comprovam este impacto silencioso profusamente entusiasmante, tendo em vista, que mesmo sem termos nenhum diálogo a respeito, pude deduzir sobre esta versão da sua personalidade a partir do seu olhar confiante e determinado que fala bastante com a minha sensibilidade de poeta, posso ser que esteja enganado, mas de fato, ela é bem mais do que uma mulher bela.
Jefferson Freitas.
O silêncio da minha alma
Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...
Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.
Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.
Onde me perdi?
Onde deixei de existir?
Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.
Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
Aprendi, no silêncio das reflexões,
que nenhum sacrifício vale o desaparecimento de si.
Cuidar do outro é bonito,
mas não pode custar a própria voz,
nem apagar a chama que nos mantém vivos por dentro.
Não falo de egoísmo,
falo de permanecer.
De existir sem pedir desculpas.
De continuar inteiro.
Porque quem se abandona para salvar o mundo
acaba se perdendo no caminho.
Cuidar de mim é, agora, um ato de coragem.
Eurico Castro
Tem gente que vai ver você brilhar, vai admirar em silêncio, mas nunca vai admitir. Tem gente que vai acompanhar suas conquistas, vai aprender com seus passos, mas não vai te dar crédito, porque isso seria reconhecer o seu valor.
Tem gente que não suporta a sua alegria, a sua coragem de ser quem você é, e as suas vitórias. Tem gente que não vai te apoiar, mas também não vai conseguir tirar os olhos do seu caminho! Mas entenda: pessoas assim têm um papel importante. Elas nos mostram a importância de confiar em nós mesmos, de valorizar nossas próprias conquistas sem depender do aplauso dos outros.
No fim das contas, é sobre seguir em frente, com a cabeça erguida, sabendo que a maior validação vem de dentro. Continue sendo você, brilhando, conquistando, porque a sua jornada é única, e ninguém pode tirar isso de você.
Na profundidade de um silêncio sereno, surge uma fonte de sabedoria,
Fluindo incessante, como rio de luz, em busca de verdades etéreas.
Indagações profundas ecoam no vento, perguntando sobre a vida,
E a fonte, sábia e paciente, responde com serenidade e graça.
"O que é a vida?", pergunta uma alma inquieta,
E a fonte murmura, com voz de veludo e mistério:
"A vida é o compasso do tempo no vasto cosmos,
É a dança do acaso e da intenção, entrelaçando destinos."
"De onde viemos?", indaga um espírito curioso,
E a fonte responde, com a calma da eternidade:
"Viemos das estrelas, do pó do infinito,
Semeados pela vontade divina, crescemos como árvores cósmicas."
"Qual o propósito do nosso ser?", questiona o buscador incansável,
E a fonte, sábia como sempre, revela:
"Nosso propósito é descobrir a luz oculta dentro de nós,
Transformar o conhecimento em sabedoria, e a sabedoria em amor."
"Por que sofremos?", sussurra uma voz em meio às lágrimas,
E a fonte responde, como mãe acolhedora:
"O sofrimento é a forja onde se tempera a alma,
É o fogo que purifica e transforma, revelando a essência verdadeira."
A fonte de sabedoria, eterna e imutável,
Reflete as estrelas em suas águas claras,
Cada resposta, um reflexo de verdades antigas,
Cada pergunta, um passo na jornada da alma.
Ao final, a alma compreende que a fonte não está fora,
Mas dentro de cada ser, em cada coração que busca.
A sabedoria é a viagem e o destino, a pergunta e a resposta,
É a chama eterna que ilumina o caminho do autoconhecimento.
E assim, no silêncio da noite, sob o manto das estrelas,
A fonte continua a fluir, incessante e luminosa,
Guiando os buscadores, os curiosos, os aflitos,
Para a verdade suprema: o encontro consigo mesmo.
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