Poemas Famosos de Medo
O medo que carrego tem nome e endereço. Se eu chamasse, apareceria com mala pronta. Mas prefiro observar de longe, sem travar porta. Aprendi que é sábio não convidar certos inquilinos. Eles ficam, mas não precisam morar na sala principal.
A coragem que admiro é a que retorna depois do medo. Não é a que nunca treme, mas a que insiste em levantar. Há heróis de pequena escala que multiplicam esperança. Reconhecê-los é dever de quem quer viver bem. E eu os nomeio internamente como santos do cotidiano.
O medo ensina geografia de meus limites. Se eu o enfrentar com cuidado, amplio fronteiras. Se cedê-lo sem luta, empobreço de coragem. Aprendo a lidar com ele como quem estuda mapa. E, aos poucos, bordo novas rotas em mim.
No final, o que nos salva é ter nome para o que sentimos. Nomear a dor, a alegria, o medo, a graça. Com o nome, a sensação perde um pouco de potência destrutiva. Passa a ser matéria que podemos trabalhar. E assim, transformando linguagem em trato, vamos vivendo.
O medo de desistir é, ironicamente, o que me mantém tentando. Um paradoxo doloroso que me empurra para frente.
Minha alma tem o cheiro de livros antigos, daqueles que ninguém mais abre porque têm medo do que as páginas amareladas podem revelar sobre o passado. Sou um acervo de histórias que ninguém quer ler, guardado em uma biblioteca que o tempo esqueceu de demolir.
Gostaria de ter a fé das crianças que pulam no colo do pai sem medo de cair, mas minha confiança foi quebrada tantas vezes que hoje eu analiso até a solidez do chão antes de dar um passo. A prudência é a cicatriz da alma que já se estraçalhou no asfalto da realidade.
O amor é um exercício de vulnerabilidade que eu já não pratico com tanta frequência, por medo de que o que sobrou de mim não suporte mais uma decepção. Fechei as janelas do peito, não por ódio, mas para proteger as últimas velas que ainda insistem em não apagar.
Eu não tenho medo da dor, tenho medo da ausência de sentido, porque sofrer sem direção é como existir no vazio absoluto, e eu já me perdi vezes demais dentro de mim, mas foi nesse labirinto que encontrei pequenas razões para continuar.
Carrego dias quebrados como quem leva vidro no bolso: com cuidado, com medo e com a estranha gratidão de ainda sentir o peso das coisas.
Diante do abismo que paralisa o homem comum pelo medo, a virtude se revela na ação. Onde a hesitação recua em busca de abrigo, eu imponho ordem, atitude e direção imediata: minha bagagem não é a de quem reage ao caos, mas de quem o governa.
Não tenha medo de ser feliz, saia na chuva e dance. Dance até que te achem louca, mas que seja aquela louca feliz.
Não tenha medo do que você é diante dos homens. Os fracos justificam, os tolos gritam, mas os inteligentes caminham sem perder seu alvo. Pare de dar satisfação a quem nunca multiplicou nada.
Jamais permita que o medo paralise suas metas. A coragem ainda é o combustível básico para quem ama triunfar sobre as adversidades.
Não tenho medo de que eles desistam de mim; temeria, sim, que quem me amou me abandonasse. Cristo! Por Ele vivo, por Ele caminho.
A densidade do medo não é um convite ao afogamento, mas o enigma absoluto da travessia que abriu o mar: para alcançar a outra margem pela fé, é preciso primeiro caminhar firme sobre o peso daquilo que já morreu em nós.
Reno Fioraso
Não tente entender o amor. Sinta-o. Como se sente o vento. Como se sente o medo. Como se sente a morte. Porque o amor, quando é verdadeiro, não se explica. Só é.
A única forma de alguém te controlar é pelo seu medo; identifique seus medos e verá que é controlado o tempo todo pela sociedade em que vive.
Não deixe de fazer o que sente vontade apenas por medo do que vão pensar, pois mesmo se você não fizer, vão pensar do mesmo jeito; o pensamento é dos outros, não seu.
