Poemas Famosos de Amor Distancia
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante das [delícias
Dos teus beijos indecentes,
Dos teus beijos molhados,
Dos teus beijos imprudentes,
E daqueles mais rasgados...
Eu não respondo por ti,
Diante das [loucuras
Da perdição da tua pele,
Da fragrância masculina,
Da sedução do teu regaço,
Do aconchego do teu abraço.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante do que sei
que és [capaz
De fazer,
De me ter,
De me possuir,
De me mimar,
e me dominar...
Eu não respondo por mim,
Porque me fizeste
a tua primavera
Cultivando em mim um jardim
- imenso -
Eu não respondo por mim,
Porque em ti
Já encontrei todas
as respostas...
Coração é solo
que se pisa,
Coração é solo que
se deixa rastro,
Coração é solo
que se planta,
Coração é solo
que se cresce,
Coração é solo
que se floresce,
Coração é solo
que se colhe,
E nele também
se padece...
O mundo gira,
As areias do tempo
- seguem -
A ampulheta
percorre,
Entenda, o amor
tem um tempo
Que só os doidos
de amor
- compreendem -
Passam frio, fome
e até dor:
Abrindo mão
da própria vida
Em nome do amor.
Ter coração é
possuir o mundo,
É perder-se
e encontrar-se,
A vida toda
num segundo,
Ter coração é
remir o defeito,
É ver no outro
o ser perfeito,
Para quem tem coração
tudo tem jeito,
Desde que o amor não
seja desfeito.
Em nome do amor,
Em nome dos amores,
Tenha fé,
Não importando
Para onde fores,
Semeie flores
no caminho,
Quem ama jamais
estará sozinho,
Está sempre muito
bem acompanhado
Da melhor companhia
do mundo
Que responde por
um único nome: amor.
As nuvens dissipadas no céu,
O sol bondoso fazendo brotar...,
Não só os beijos das sereias
Pelas areias,
Mas também pelo mar;
Das gaivotas eu escuto,
- o cantar
Embalando o festejar.
As delicadas borboletas,
Obras primas da Natureza,
Sobrevoando as gentis dunas,
Enfeitando a poesia praiana,
Descrita na Praia de Salinas,
Eternizada como um doce beijar.
As dunas são como a vida,
Ambas mudam de lugar;
Não deixe nunca de amar...,
E no teu coração o amor bailar,
Siga como o barquinho
Pelas ondas do mar;
Permita-se ser levado pelo flutuar
De tanto me adorar...
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
As emoções são como flores,
Não permita que arranquem:
as suas pétalas
Viva imensamente o seu jardim,
Não cale a sua vida interior, enfim.
Não deixe que te governem,
Tome as rédeas da tua vida,
Não existe alma garrida
Estando ela em companhia de Deus;
Não se iluda com falsas promessas,
Viva intensamente em suas terras:
serenamente, silencie a sua mente.
Existem aqueles que oferecem
- conflitos -
Para sair no final da história
como heróis;
No fundo não passam de bandidos
Para fazer de um país um celeiro
de oprimidos;
Enganando-os que tudo se encontra
- resolvido -
Um verdadeiro oceano de ressequidos.
Não deixe que te desgovernem,
Sê senhor de si mesmo,
Enfrente a realidade,
Fuja da alienação e da maldade,
Pare para pensar em silêncio,
Apazigue o coração e o pensamento,
Para depois não haver lamento,
Não te leves por qualquer onda,
Elas são agéis e te pegam,
E quando menos você imagina:
aí já foi tarde!
Estarás agarrado com a barafunda,
Casado com a Ditadura,
E completamente perdido na noite escura.
Escrevo porque sinto,
Ouço você vivendo,
Bem aqui (dentro).
Assim ainda te vejo,
Indo rumo (adentro),
Com todo o sentimento.
Escrevo porque sei,
Que não estou só,
Tenho você que me (tem),
Eu sou o teu maior bem.
Porque tudo requer:
carinho e (manha)
Um dia tudo se ajeita,
E virás com amável sanha...
Escrevo pétala por (pétala),
Em sílabas com bons tons,
Melodias próprias das cítaras,
Harmonias das mil canções,
Do solstício do inverno,
Revelando para as emoções.
Ainda nos desejo,
Assim nos (creio),
Nada em mim é passageiro:
tudo é repleto, concreto e inteiro.
Assim procuro escrever
Curvo-me ao teu mistério,
Jamais desistirei de nós
Eu te encontrarei no alto hemisfério.
Escrita sobre linhas de ouro,
Tranquila em curvas e retas,
Revista na valsa das horas,
Exata como ilhas e terras.
Intensas veias cor de rubi,
Mexendo com as intenções,
Serenas intenções por ti,
Extasiando as intenções.
Consignada rubra estrela,
Brilhante no firmamento,
Flórea e bem vermelha,
Fiel eleita pela beleza.
Comungada com os astros,
Seguindo os teus passos,
Vou vivendo a sua espera,
Só para viver nos teus braços.
Para uns sou o veneno,
Eu te inebrio,
Para outros o remédio,
Eu te acordo,
Sou o mais fino vinho,
Jardim acetinado e vero,
Carrego a grande espera
Do tamanho de tudo e do mundo,
A minha alma não cede, é sincera;
Posso vir até sofrer, mas não em vão;
Nasci para te entregar o meu coração.
Tenho na memória guardada,
Não há mais como dizer,
Talvez esteja sepultada,
Em terra longínqua,
Hei de um dia te contar,
Fizeram a gente esquecer,
Não é possível sequer falar.
Este poema é impublicável,
Mas é inevitável...
Ele fala de sobrevida,
Ele fala da Morte,
E da vida além da Morte.
Abraçando a lembrança,
Não há mais esperança,
Ylang-ylang é o teu perfume no ar,
Serena musa, não sei onde estás,
Talvez um dia você vai voltar,
Talvez pobre de você,
Algum dia o destino irá mostrar.
Esse poema não presta,
Eu deveria atirá-lo no lixo,
Ele não deu a cara a tapa,
Filho de alma covarde,
É quase uma denúncia...
Os ares e ‘as flores de abril’,
Uma música de Chico Buarque,
A imagem da mulher esfumaçada,
Talvez esteja desfigurada,
Teve a imagem desaparecida,
E alma roubada,
Não quero falar sobre mais nada.
Ah! Contempla...
A lente atenta,
- alenta o olhar
A cidade coberta,
De neve mansa,
- o tempo passa
Devagar e serena
A alma humana.
Ah! Espera...
A vida revela,
- modifica
Percorre, renova,
- suscita
Gelada ou quente,
- vibra
Intensamente...
Aos passos,
Em cada floco,
Ao despertar,
De cada manhã,
Semeia o sonho,
Cativa de verdade,
Dá o quê de eternidade
A cada momento de felicidade.
Ao ouvir a música do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angústias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
À beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que é amar.
É inverno!
Celebremos,
Não é eterno,
Sempiterno.
- momento
Não recusemos.
É eterno!
Não recuemos,
- é extremo
Enfrentemos,
- o tempo
E o eternizaremos.
É sempiterno!
Como um afeto,
Reconhecemos,
É terno,
Intenso,
Logo, o passaremos.
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
A mulher deve ser elegante,
Suave e ao mesmo tempo,
- marcante -
Como um perfume insinuante,
Deve ter alma, maciez e calma;
Deslindando os mistérios e dar o tom
De amor, paixão e ternura;
Conduzindo a intenção com doçura,
Amando infinitamente, sempre.
A mulher marcante de verdade,
Será lembrada pela virtude,
E grande capacidade de amar;
Espalhando a graça,
- por onde passa
Como uma felina mansa,
Que só no olhar recebe
O seu colo e afeto.
A elegância feminina,
Ilumina o mundo,
Pacifica,
Engrandece,
Enternece,
Aproxima e conjuga,
Acarinha e aquece,
Eterniza a lembrança,
É presença que permanece.
Deveríamos ter a gravidade
- das estrelas
Que brilham sem cessar,
E sem se esbarrar;
Lecionam poesia,
Inundam o Universo
Com beleza e nos iluminam.
Lição existencial,
- ignorada
Lição luminosa,
- ditosa
Lição celestial,
- esquecida
Lição de harmonia.
Deveríamos ter a profundidade,
- do Universo
Que sempre se reinventa,
Renovando cada espaço,
- celebrante -
Das estações da vida,
Com júbilo e toda a gratidão.
Densas em braços,
Correntes que ligam,
Em espirais,
Ventando ou não,
Prosseguindo,
Com destino
Em busca de renovação;
Sugerindo,
Caos positivo,
Irradiando,
Girando,
Se interligando,
As estrelas azuis ou não,
Sempre nos ensinam:
a viver, a gravitar...
Todo ser é poesia,
É delicadeza,
E toque interestelar.
A canção e o brilho que vem de dentro
Ultrapassam o tempo,
Atitudes, comoções e contentamentos,
- sucessões
Das celebrações e de todas as devoções,
Doçura e contemplação,
Encontradas em cada perfume,
Transfiguração, luz, brilho e paixão,
Pela beleza de encontrar a vida,
E a beleza em cada pensamento.
Eu quero caminhar pelos séculos,
Surpreender-te a todo momento,
Conhecer o caminho do vento,
Que me leve até Moscow.
Aprenderei os teus passos,
- celebrarei as czardas -
Entoarei louvores,
Sobrevoarei os invernos,
Anoitecerei em cada um deles,
Para amanhecer ainda mais bela,
E tão brilhante quanto essa noite,
- registrada da tua janela.
Espalhadas as espumas,
leveza e anunciação.
A pétala se aproximando
levada pela emoção...
Reunidas e atentas,
algas e conchas.
Para tomares contas,
enfeitando as areias.
Nada se vai,
E sei que tudo vem,
- nada vai-
A queda nunca trai,
ela nos eleva e reúne.
Tudo se vê,
Se sente, e se crê;
- não lamente -
Sê forte, e resiliente,
E viva carinhosamente.
Temos um oceano e conchas,
- e um só destino
Colorido como os corais,
Para escrevermos silentes,
Navegando sobre as ondas...
Quem te disse?
Fotografia é poesia,
Se ela não sabe,
A pessoa desconhece,
Ou mentiu vergonhosamente...
A fotografia registra,
Inclusive, até a mente;
eterniza aquilo que se sente.
É a arte de trazer tudo
Num clique o segundo, e o mundo,
Doce, triste e profundo.
Falando sempre silenciosamente,
Sobre o espaço e a vida,
Em todas as gotas,
No desabrochar de cada tulipa,
- ao Sol
Como um brinde em celebração
- sempre -
à verdade!
Porque a fotografia
é a arte franca;
A fotografia
é a arte
que nunca engana.
Que te disse que poesia
não é fotografia?
Mentiu deslavadamente...
A poesia é a fotografia de tudo,
- ela registra além do que você pode ver
É a arte que mais sabe envolver,
Transparente, assimétrica e melodiosa,
Falando abertamente ao teu coração,
Segurando na tua mão,
Olhando nos teus olhos,
Regando os teus sonhos,
Preparando o jardim da tua emoção,
- em devoção ao luar dos amantes
Dos bons gostos e das doçuras plenas,
- fragrâncias eternas -
Plenas, marcantes e serenas;
Assim a poesia mexe com o mundo,
- ninguém duvida
Misturada com a fotografia,
Combina bem a franqueza de viver a vida.
E agora? Eu te desafio...
Entre o espaço e o tempo,
Perco-me entre os dois,
O meu nome é pensamento,
Muito é o prazer!
De vencer cada um deles,
- um grande desafio -
Que julgam ser um desatino,
- Um brinde ao desafio! -
E agora? Eu me apoio...
A vida de pernas para o ar,
Imito-a, enfrento-a,
O meu nome é bravura,
Eu sou atleta!
Dessas letras, e das que virão,
Eu sou poeta!
Do olhar ao clique,
- uso a minha sensibilidade -
Enfrento o julgamento,
- Esforçando-me ao máximo!-
E agora? Eu reafirmo...
Tentando alcançar as estrelas,
Mergulhando na tua alma,
O meu nome é desafio,
Ouso, nada sublimo,
Guerreio, enfrento,
Carinhosamente alento,
Sou feita de audácia e arrepio,
Venço os obstáculos, eu os desafio...
Escuta o barulho do vento,
Brinde o que vem de dentro,
Tudo requer rito e celebração,
Viva intensamente a sua paixão.
A mística divina não se explica,
Ela dá sinais, e sempre convida
À olhar para frente e para cima,
Ela é fonte de toda a sabedoria.
Escuta o barulho de dentro:
É o coração que está batendo
Avisando que o amor chegou,
E dentro de você está vivendo.
Como as ondas do mar,
Para lá e para cá
Estou a embalar, e a pensar:
Que um dia eu hei de te 'amar'!
A celebração será ao pé do altar,
Nós vamos juntos jurar:
Que nos amaremos sempre mais...,
Em dias solares e em noites de luar
À espera de todas as mil auroras,
Austrais e boreais,
Todos os dias nunca nos bastarão,
Nos amaremos sempre e muito mais...
