Poemas Famosos de Amor Distancia
Não sei o quê
será de nós
daqui para frente,
Caiu a noite
profunda e lenta
neste continente.
No meu infinito
és a deidade
sereníssima
do dia e da noite,
nada em mim
apaga a tua
virtuosa existência;
Não sei o quê
será da Terra
daqui para frente
Caiu a noite
profunda e lenta,
e ando com pressa.
No sentir-te com
todas as tuas
estrelas nos teus
ombros e olhos,
O destino te fez
Urano com teus
anéis e Luas por
um prazo ainda
indeterminado,
O Universo uniu
os vértices
dos sentimentos
em escalas
e todos os tempos.
És minha canção
em noites de Lua
nos meus lábios
animando os oceanos
e as florestas austrais,
Não permito-me
desistir de você jamais.
Nem que seja a última
canção que eu escreva,
Por você sou capaz
de escrever até no teto
do meu quarto mesmo
sem poder sair
para ver as estrelas:
Os meus beijos
envio no formato
de mil e diários poemas,
No oceano Rapa Nui
de minhas letras,
cada verso são minhas
escamas de sereia;
Por premonição vejo
você estacionando
o carro com o mesmo
tamanho de Makemake,
Somos proximidade
e inseparáveis,
sutil atmosfera que
fisicamente não existe,
porque antes de tudo
isso acontecer
pelo Universo
estamos destinados
a dar certo neste
caminho pela Lua
iluminado e cheio
lugares estrelados,
não nascemos
para viver separados.
Dos giros ferozes
deHiʻiakaeNamaka
o meu pensamento
está em vigília
neste nó cego que
ninguém tão cedo desata.
Nos nossos destinos
quero acreditar que
serão bem-sucedidos.
Hei de ver você chegar
com o brilho do teu
carro haumea
em noite de Lua nívea.
Nos nossos caminhos
quero acreditar que
não haverão mais espinhos.
Hei de atravessar
a trilha decorada
pelas helicônias
para te abraçar
bem forte quando você chegar.
A tempestade vai passar...
Órbita osculante
que teima
em buscar
pelos teus lábios,
Na testa a Lua
que cheia
desponta no céu
que se reabre
em alfarrábios
de estrelas,
asteróides e cometas,
Como discreta
presença Ceres,
Chama poética
entre mil mulheres,
Canção de amor
que os teus lábios
jamais hão de perder;
Surgida para contigo
não para apenas estar,
e sim para permanecer,
Como deidade
tu há de ser meu,
e o meu coração
tu há de adorar
como fosse o próprio teu.
Olhando para o relógio,
para a minha janela
e para o calendário
em busca de um sentido
para viver eu fiz
uma viagem no tempo,
onde as sementes
das árvores de 1971
foram espalhadas,
e eu que sempre cantava
"Imagine" para você,...
Sem querer me peguei
dançando com os olhos
fechados pela sala,
como se estivéssemos
naquela festa colados
ignorando o mundo
vivendo o nosso
particular espetáculo;
Nesta noite profunda
de luar prateado,
remexendo a memória
do passado do país
onde nós dois éramos
os únicos habitantes,
e nunca imaginávamos
que nos tornaríamos
dois despojados errantes,...
Por você ainda sobrevivo,
danço e canto por mais
que esta noite profunda
tente o meu sorriso
apagar e a minha fé
na vida comprometer,
você pode vir a não
ficar comigo como
de fato aqui não está,
sei que este poema
ninguém há de apagar.
Não tem feito
diferença entre
o dia e a noite,
o importante
é que eu canto,
acendo a luz
das estrelas e da Lua
esperando algum
dia ser só tua,...
A vida não está
fácil para mim,
para você
e para ninguém,
o importante
mesmo distantes
sabemos que
a gente se tem;
Na hora certa
eu sei que tu vens
quando menos
a gente esperar
tudo o quê há
de se encaixar,
vai encontrar
o seu devido lugar.
Na écloga dos passos
dos pastores levando
os seu rebanhos nos campos
da Humanidade onde
neste mundo as dúvidas
não descansam sem
nenhum quartel,
Faça dia, noite, chuva ou sol,
sigo em frente parada
no mesmo lugar
à espera quando você
virá com o teu corpo
feito de estrelas
e eu toda vestida de luar,
para a gente se encontrar,
ser nós mesmos
sem interferência
e sem interstício se amar.
A tua energia
de telhado
sob medida
que movida
a luz solar
tem feito
todo o dia
o mundo girar,
És todo meu
e o destino
não há de negar,
o amor está
a galope
e no caminho,
Não será
preciso
me esforçar,
Você virá
me encontrar,
Porque
o teu coração
me elegeu;
Tua a sonhar
esperando
o sono chegar
para viver
o sonho teu
de ser meu,
E até você
chegar para ficar,
quando anoitece
prefiro apagar
as luzes,
para olhar
das janelas
da casa
a Lua
e as estrelas
para ver
o tempo passar.
Talvez seja um
glorioso prelúdio
Marte e Saturno
na noite de hoje
em alinhamento
com Júpiter,
Que possamos
a ser libertados
das prisões
e isolamentos,...
Na terceira visão
tenho a Lua
e nas palmas
das minhas
mãos a inscrição;
Para uns tudo
tem sido
um pesadelo,
para outros
inquietamento
e para mim
um interstício
com tempero
e sabor
de revolução,...
Na vida ninguém
vive sem amor,
circo e pão,
E tampouco
sem paixão;....
A minha carne
e a minh'alma
nômade jamais
se curvam
sob deboche
ou castigo,
Dançarei sobre
brasas e sobre
cacos de vidro,
sempre que preciso.
Pastoreando as estrelas
só com o olhar
em tua companhia
e de mãos dadas com você:
Nós dois sendo um
pelo Mar Imbrium
após ter chegado
e rompido as nanoteslas.
Por nós dedico os poemas
das fases e das marés
regidas pela querida Lua,
És meu astro-rei e eu sou tua:
Sentindo a oportunidade
de juntos sermos felizes
com a tranquilidade
diante do Mar Serenatis,
Navegadores pelo regolito
vendo de longe o quão
o mundo ainda é bonito
mesmo triste e esquisito.
Todo o dia transpiro poemas
e tudo aquilo que me
faz tua para que de
mim não te esqueças:
No Mar Crisium quase
perdemos o rumo
procurando entender tudo
o quê se passa no mundo,
Vibrou no Mar Smythii
o solo sob os nossos pés,
e entendemos ali
os ciclos de outras marés.
No Mar Orientale ainda
não encerrou o giro,
a Lua tem mais de um ciclo,
e mesmo quando estavas
longe nunca deixei de caminhar:
para do amor não me distrair
e quando for necessário
do início sempre recomeçar.
Não quero continuar
sendo a única garota
triste da cidade,
é por isso que tenho
buscado um modo
de superar o ego
a cada adversidade,...
Vivo com olhar no céu
para ver se encontro
o par de galáxias do teu,
e ligo o som da noite;
Porque espero
pela manhã de garoa
fina com o vento
balançando bambuzais,
árvores nativas,
plantação de eucaliptos,
e sem urgência nós dois
entre os abraços perfeitos,...
Algo diz que o amor
virá e surpreenderá
com decretos e partituras
cessando todas as buscas;
Na próxima noite de luar
que sozinha não vou estar,
porque estaremos sem
ampulheta e com direito
a dança do Universo,
porque teremos tempo.
Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,
Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;
Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,
Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;
Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.
Tem caído a noite
na América Latina,
o meu coração
o cosmos ilumina.
Buscando derrubar
totens mesmo
parada no mesmo
lugar para não
naufragar sigo
com as duas
mãos estendidas.
Tudo por aqui
parece que tem
tornado o tempo
pesado e lento.
Pressentindo que
posso ser a tua
Lua em sentido
explícito até quando
posso me distrair
com as estrelas,
e assim me tranquilizo.
Tem caído a noite
e nunca a vontade
de nos teus braços
o meu querer de verdade.
Bumba Meu Boi Canarinho
O Capitão avança, dança
e anuncia levantando
a alegria e a festança
que com ele vem chegando
para fazer a gente sacudida.
Bumba Meu Boi Canarinho
caiu no laço do Vaqueiro,
coitado, pobrezinho,
O Bumba Meu Boi agonizou,
e depois ninguém
mais ouviu se ele suspirou.
O Pai Francisco e a Mãe Catirina
estão preocupados
com o Dono da Fazenda
porque o Bumba Meu Boi Canarinho
era dos bois o preferido.
Pares de indígenas,
eles rapazes e elas meninas,
Junto com os Caiporas
acompanham o ritmo
dos músicos e a direção
que apontam os Caboclos.
O Cazumbá mantém
a ordem entre os Brincantes
enquanto a Burrinha
chora pela perda do querido
Bumba Meu Boi Canarinho.
O Dono da Fazenda foi
com fé atrás do Pajé,
E foi assim que ressuscitou
o Bumba Meu Boi Canarinho,
e todo o mundo pela rua comemorou.
Festa Julina
Junho de nós se despediu,
o Camboatá floriu,
tem gente que nenhum
arraial sequer viu.
Em algum lugar sempre
tem uma Festa Julina
para quem ainda
não conseguiu festejar.
Quando julho terminar
o quê importa é continuar
com a mesma alegria
e orgulho de ser caipira.
Porque estar sempre
a caminho da roça
é o quê nos importa
com fé e arraial pela vida toda.
Bois Mirins
Dei-me conta que estava
com a minha cabeça
avoada só quando percebi
cara a cara no pasto
do folclore do Amazonas
que os Bois Mirins
estavam me encarando,
e quase corri de medo,
mas acabei dançando.
Foi com o Boi Mirim Tupi
dançando de um jeito que
nesta vida jamais me vi,
dele o Boi Mirim Estrelinha
me tirou reverenciando
com toda a maior alegria...,
depois de um tempo
veio o Boi Mirim Mineirinho,
daí foi que percebi que entrei
de uma vez no ritmo bonito.
Levada pelo folclore amazônida,
só sei que foi na boa companhia
dos Bois Mirins apareceram
muito mais bois do que eu já sabia.
A Lua Crescente de braços
dados gentis com a tarde
por aqui no Médio Vale do Itajaí,
É a Lua do Folclore Brasileiro
que conheço e ainda não conheci.
Na vida para tudo tem um começo
e também um recomeço,
É por isso que com poesia, arte
e música o Folclore Brasileiro
desde Rodeio sempre fortaleço.
Porque da Pindorama sublime
a herança honro e carrego,
Trago na mística as veias
a fascinação pelo Hemisfério
cultivando este universo.
Voos emprestados
As badaladas da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
sempre semeiam o imutável
que reinicia para a vida.
Lidar com a franca neblina
por Rodeio e que habita
no meu peito jamais desafia,
porque cada canto conheço.
O tempo não é o problema
porque passo por ele
e verdadeira é a recíproca,
e vira por método poesia.
Para onde o mundo caminha
a minha consciência acompanha,
e o coração nunca se engana
nem mesmo na rota que traça.
Porque das aves sublimes
do Médio Vale do Itajaí
sobre o Rio Itajaí-Açu na direção
do amoroso Pico do Montanhão,
os pés pediram o voos emprestados.
Ninguém é obrigado
a nada e a minha ideia
é pé de Jenipapo,
A nossa amada Terra
é aqui, e ainda bem que
não é nenhuma outra;
Sou realista e não ligo
que me chamem de louca.
Se for falar da nossa
Terra que seja doce
até para falar com
quem quer que seja,
e até do que é amargo,
Sei que não é fácil
o quê se tem passado.
Claro, que pode ficar pior,
se não embalar o seu
coração tranquilizado,
por isso busque ser
a tua paz, o seu amor
e o melhor tratando
bem todos ao seu redor.
Quando não conseguir
o modo pacificado,
Lembre-se que o silêncio
sempre será o aliado,
porque no final o quê
importa é um convívio
sereno e equilibrado.
Não importa o quê vier,
sempre escolho ficar
em nome da floresta nas veias,
do ar que se respira,
das águas que se bebe e banha,
em defesa da vida
com os dois pés na terra
mesmo virados
para trás: sou Curupira
indo adiante e para cima
sempre de quem merece,
desrespeita e desacredita.
