Poemas Famosos de Amor Distancia
Minha pressa
Não me critique por minha pressa
Vejo fruto em sementes que brotam
Ou queima em floresta verde
Enxergo longe
Não me critique por manter-me ativa
Proativa que sou em viver
E se meu ver te cansa
Siga mansa é sua natureza
Mas não me critique pela corrida
Minhas pernas formigam
E preciso alcançar
Mesmo que os erros decidam
Tentei
Amei
Escrevi
Vivi
E se te incomoda minha pressa
Borbulhe em chá fresco
É sua mina
É sua sina
E porque corro
É porque em segundos morro
E meu caminho
Não serão percorridos por seus pés
A casa da Vovó
A casa da vovó era tão grande, lá eu me sentia Latifundiário em vinte metros quadrados, lá eu subia no muro que parecia o de Berlim , lá eu subia nas Goiabeiras, nas pitangueiras e não tinha medo de subir, de cair, de sussuarana e nem tão pouco de perder a hora do almoço porque eu sabia que meu anjo envelhecido ali estava para me lembrar ,carinhosamente , que meu prato preferido estava na mesa.
A casa da vovó era tão grande , lá , no quintal, tinha uma enorme pedra, que hoje, diante de meus olhos nem tão grande era assim!
Lá às formigas eram gigantes, as flores mais coloridas , o suco mais doce e os biscoitos mais crocantes. Lá tudo ficava gostoso, até a couve que mamãe fazia e pedia pra vovó colocar em meu prato. Lá verdura era carne tenra.
A casa da vovó era meu itinerário preferido e ela a guia turística mais fantástica que eu já conheci .Meu passeio preferido, meu colo preferido, meu abraço mais quente e meu sim constante.
A casa da vovó era tão grande e se tornava maior por tanto carinho, tanta generosidade, tanto amor. Não cabia em suas intenções tanto carinho, expresso em apenas um olhar, um aconchego ou um sabonete e um talco quando ela ,de mãos dadas comigo, íamos receber sua pensão.
Assim a casa da vovó era uma mansão , tamanhos cantos que tinha, tamanha a vontade de agradar, tamanho o tamanho daquele envelhecido coração.
A casa da vovó, a casa da vovó era minha esperança de crescer , crescer e encontrá-la , envolver meus bracos pequeninos em seus bracos envelhecidos, ou o contrário ou ,simplesmente falar baixinho:
-Vó pede pra minha mãe deixar eu ficar aqui hoje? Pede vó , pede!
E ela com aquele sorriso conivente me abraçava e dizia:
-Pode deixar, ficaremos juntas mais um dia.
E eu simplesmente ,hoje envelhecida na saudade, falo:
- A casa da vovó era tão grande! Mas o amor da vovó era bem maior.
Alma
Alma de criança inocente
Com um caminho em mente
Achando que vai percorre-lo facilmente
Mal sabe os desafios e perigos que vem pela frente
Enfrentando cada dia sorridente
Mas falo pra ela ser resistente
E nunca desistir até
Seu objetivo conseguir
Mas até lá você terá que persistir
E nunca se deixe cair
porque isso não te deixará subir.
Jamais deixe suas derrotas fazer você parar de sorrir
E se um dia você não conseguir acredite
Que eu vou estar a te ajudar
E vou aguardar a hora de
Te apoiar e te consolar.
Na utopia da vida;
Resolvi vivê-la com você.
Apesar do somatório das angústias;
Que por vezes fizeram-me sofrer;
Persisti na ideia de que a minha vida:
Só teria sentido, se fosse vivida com você.
Fanatismo ou ilusão? Não sei!
Apenas, atendi os desejos do meu coração.
No meu castelo
Vejo o futuro num piscar de olhos
O que me decepciona de repente me revolta
Surpresas e incertezas sempre me visitam
E tenho risos de alegria ou nervoso
Na minha alma de viajante .
DESCONHEÇO-ME
Não me conheço afinal
Minha existência essa!
Não me és obediente
Ontem mesmo fui dormir
Não querendo me apaixonar
Amanheci apaixonado
Enviando-te todos os dias
Flores e poesias...
Não sei quem eu sou!
Desconheço o meu ser.
Más conheço o conforto
Que tem em seus abraços
Conheço a doçura que tem
Em seus lábios, a cor clara
Que tem em seus timidos olhos
Más não me conheço.
Não entendemos o caminho que nos leva há lugares desconhecidos da alma
Porque viajamos no escuro de nós mesmos
É preciso viajar na claridade para entender.
Não utilize todo o seu tempo na vida
Para tentar conhecer a si mesmo.
É inútil isso! você pode morrer exausto!
Sem te conhecer. Porquê o amor vêm e muda tudo que somos e conhecemos
Porquê no fim não existimos para nós.
Queria escrever um poema
Sobre borboletas
Mas tem um problema
Seria muito cruel
Tentar prende-las no papel;
Seria errado pensar em você ainda?
Depois de tudo o que aconteceu?
Nossa relação era tão linda...
Não levou o fim que mereceu.
Uma Visão
Numa bolha vive a menina que quer explorar o mundo
Ela anda com telescópio e ve de tudo um pouco
Observa ,sabe e toma nota
Não diz muito mas sente demais
E tanta emoção que não lhe cabe amais
Sofre com cada injustiça
Quer resolver os problemas do mundo
Nessa preocupação e ansiedade
Talvez um excesso de coragem
Porque tudo é intenso é profundo
Porque ela mergulha de cabeça em cada convivência
O Nada nunca é nada
Tem muita dificuldade de compreender como as pessoas
Vivem suas relações com tanta modernidade líquida
È muito estranho lidar indivíduos que tratam os outros como se fossem de papel
Seria mesmo terráquea?
Talvez uma ondina no meio das nereidas .
O maior erro da humanidade
foi a invenção da perfeição.
Uma meta impossível,
vizinha do egocentrismo
e da vaidade,
que mora na rua
do orgulho
e é inquilina
da imaginação.
Sou teu mas não faço questão de revelar,
prefiro ver teu medo de me perder e sentir
o teu esforço para me ter.
Mais um cristo nasce com boca
no mundo dos egos
claros, surdos, cegos e de pensamentos raros
Grilhões amordaçaram-lhe
e o amaldiçoaram em nome do Senhor
O vazio preenche meu interior
O frio invernal às brechas do vão actua nas minhas noites silenciadas
Finalmente a voz ficou muda e
A escuridão incegou boas memórias
Sinto o barulho confuso em minhas sonecas
Ouço a tristeza da minha alma encurralada
Não vejo o medo muito menos coragem
Finalmente o orgulho me acusa das más decisões
O presente não consegue recuar
E o futuro parece curto de mais
Eu não vou saber seguir em frente
Sou réu do meu juízo
Finalmente me condeno às acusações do orgulho
Às vezes a vida é uma farsa
Às vezes a vida insiste
em me chamar pra sair
Mas eu estou lá,
sentado na frente da TV
assistindo algum programa idiota
.
E eu não sei quem são
os personagens
E nem sei seus nomes
Mas não gosto daquelas
maquiagens e figurinos
com seus chapéus, calças e botas
.
Talvez eles também não gostem
Talvez a vida apenas
também não tenha
os chamado pra sair
.
E talvez a vida
nunca os chamem pra sair
Estão tão presos dentro daquela
velha tv, que já nem ouvem
mais o chamando
.
E podem!
Porque não vão?
-Não sei
Mas acham que eu tenho inveja?
Inveja eu tenho de quem
não precisa trabalhar
e não precisa pedir
.
Uns estão ganhando dinheiro,
outros gastando,
mas poucos estão
realmente vivendo
Eles vivem?
Eu sobrevivo
Espero um motivo
Ou prefiro continuar
aqui sentado
.
À menos que a vida
me chegue sorrindo
E não com essa cara
de personagem idota
com seu figurino
de chapéu e bota (Falsa)
Esqueça as poesias velhas
As velhas roupas desbotadas
As velhas meias
Os velhos sapatos
Esqueça as velhas risadas
As canecas velhas
de café passado
Esqueça os velhos assuntos
Os velhos romances
As velhas mulheres
com suas belas tetas
Ah!! Esqueça também daquele velho
perfume de cheiro enjoado
que você odeia
Esqueça os velhos lugares
Aqueles os velhos olhares
Aqueles os velhos tempos
Ah, tempos!
Esqueça
As vozes na tua cabeça
As vozes
Esqueça
As vozes às vezes
fazem muito barulho,
mas você não tem que ouvir
sempre as mesmas
velhas histórias
E jogo fora o toco do cigarro
Me levanto
e sigo
Mas sem saber onde ir
