Poemas do Padre Fabio de Melo

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Há coisas que nos são inúteis, mas mesmo assim nos são indispensáveis. Já pensou nisso?
Há sempre um perigo no amor que tem utilidade. Enquanto o outro exerce alguma função na nossa vida, corremos o risco de não experimentar o amor gratuito. Amor que se fundamenta na utilidade que o outro tem corre o risco de se transformar em abandono num futuro próximo. Quando queremos o outro só por causa da utilidade que tem para nós, agimos para satisfazer nossas necessidades. Amamos até o dia em que o outro nos é útil. No dia em que deixa de ser, mandamos embora, dispensamos. É possível amar os inúteis? Na teoria não, mas na prática, sim.

A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala doida, no improviso das horas.

O diabo existe e tem suas filiais. A minha maior preocupação é quando identifico o que é diabólico em mim e é alimentado pela minha rotina – explicou. – Sobre exorcismo, eu digo não. Cada um que expulse o diabo que criou. O diabo é seu, somente você tem autoridade de tirá-lo da ação. Se eu fico pensando no diabo como uma instância, eu perco a responsabilidade de reconhecer em mim o que é diabólico. Eu tenho atitudes diabólicas, você tem também.

Amor é que nem passarinho: Quando engaiolamos para de cantar, brilhar e perde a graça. Vida de amor é presença e ausência. Na medida certa.

Só ficará para sempre conosco aquele que descobriu, depois da nossa utilidade, o nosso significado.

O desafio das religiões é ensinar que joelhos orantes precisam ser desdobrados em braços solidários. A síntese é o caminho mais seguro.

Se você prestar atenção, você vai ver que as pessoas que mais te perdoaram são as que mais te amam, porque o amor não vive sem o perdão.

A vida só tem sentido quando a gente aprende a recomeçar todos os dias como se fosse o primeiro.

Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move.

Há sempre um perigo no amor que tem utilidade ...No dia em que deixa de ser (útil), mandamos embora, dispensamos.

Padre Fábio de Melo
Tempo de Esperas

O verdadeiro amor chega na nossa vida não no dia em que o outro diz que nos ama. O verdadeiro amor chega na nossa vida no dia em que o outro sem dizer uma palavra, nos olha nos olhos e nos convence que nos ama, sem precisar dizer, sem precisar usar o recurso da palavra. Nos olha nos olhos e nos deixa a vontade, porque as pessoas que verdadeiramente nos amam, nos deixam a vontade pra sermos aquilo que a somos.

Amar não é prender nem ter domínio sobre alguém, mas consiste em fazer livre a quem se ama e se quer bem.

QUEM SOU?
Eu me conheço e sei perfeitamente quem sou. Os outros, apenas, me imaginam.

Temos aprendido, a duras penas, que o bom da vida não está em chegar às respostas, mas sim em aprender a conviver com as perguntas.

Eu sou escravo de tudo aquilo que eu não sei. Tudo que desconheço tende a ser soberano sobre mim.

Não importa quantos anos você tenha, mas utilize-se da sabedoria que a vida já lhe deu para você se sentar com todas as suas idades e corrigir um pouco o seu passado.

Não tenha medo do que os outros fizeram a você. Tenha medo do que você faz a si mesmo.

O que já sei de mim mesmo é quase nada perto do ser que em mim se oculta. Tenho necessidade de conhecer quem sou. Anseio por compreender o estatuto que me rege. A lei interior que me distingue e ao mesmo tempo me assemelha de uma parte da humanidade.

viver sem se preocupar muito com o que os outros acham de nós, pois quem vive "achando" sobre os outros é porque ainda não conheceu a essência daquela pessoa.

Quando o perdão de Deus entra na nossa vida, a tristeza e a depressão precisam fazer as suas malas, porque o coração que Deus habita não pode ser habitado por outra coisas que não seja a esperança, a misericórdia, a paz e o amor.