Poemas de despedida de morte para dedicar a quem partiu
Diz para a morte que, quando ela vier me buscar, estarei de prontidão, com minha xícara de café na mão, com poemas nos lábios em forma de canção.
Fugi da morte quatro vezes e ainda permaneço incrédulo em relação a Deus. Costumo expressar gratidão àqueles que vejo, sinto e ouço.
Ei, já parou pra pensar que a vida e a morte não são inimigas, mas parceiras de dança? A gente vive correndo atrás de eternidade – academia, dieta, apps de meditação –, como se pudéssemos enganar o relógio. Mas olha só: sem a sombra da morte, a vida perde o brilho. É ela que dá urgência aos nossos amores, faz a gente rir alto num pôr do sol no Arpoador, ou escrever aquela poesia que queima no peito. A morte não é o fim cruel; é o que torna cada respiração preciosa. Argumento assim: se fôssemos imortais, procrastinaríamos pra sempre, desperdiçando o agora. Epicuro já dizia que a morte não nos diz respeito, porque enquanto existimos, ela não está aqui. Então, por que temer? Viva intensamente, abrace o efêmero. A vida ganha sentido justamente porque acaba.
Ainda não vi águia herbivora ou pura, mais de todas, são fiéis e firmes até a morte, a coragem e a atitude são seus padrões mais altos...
Se há um destino que sei que não me aguarda após a morte, é o inferno. Fosse o caso, eu seria condenado a vivê-lo duas vezes.
A morte física nem sempre é a melhor solução. Na maioria dos casos serve como recado. No xeque-mate político existem outros modos de matar ou silenciar uma pessoa.
Quem teme a morte já assinou contrato com a própria rotina: acorda, respira, se condiciona e chama isso de vida. A dignidade não está em durar, mas em incendiar o instante com presença. Morrer não é o perigo; o perigo é sobreviver intacto, sem nunca ter sido de verdade.
"Vejo um Brasil de luto, de bandeira a meio mastro, Pela morte da Justiça, da ordem e da liberdade".
O Tempo não é testemunha de nada; ele nem apaga e nem mantém sua breve vida no limiar da morte inevitável.
Cada escolha é uma morte possível, um caminho abandonado que nos define mais do que as decisões que tomamos.
O maior dilema da vida não é a morte, mas como viver sabendo que tudo é transitório e que nenhum significado é definitivo.
Brincar sem medo com a palavra morte é como dizer: temor, remo, mor, ter...Por isso que passo por ela sem medo de perder meu norte!
Quando nós chegamos aos 83, pensamos como Gil, nosso cantor luminoso: não temos medo da morte. Mas de como vamos morrer... Cheguei a conclusão de que: A morte é a última nota de uma grande sinfonia que é a vida!
