Poemas sobre o Sol para iluminar o dia

⁠“Na tessitura do tempo, onde o vento sussurra fonemas e o sol borda douradas lembranças, repousa o coração dos poetas — eternos navegantes dos sonhos e das palavras.” ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 05/12/2025.

⁠ “Teu amor é como o pôr do sol sobre o mar: chega em silêncio, tinge tudo de dourado como um murmurejar de eternidade, e permanece em mim mesmo depois que a luz se vai.” ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 05/12/2025.

“Nesta tarde dourada, o tempo repousa no silêncio das árvores, e cada raio de sol sussurra que a beleza vive em quem sabe enxergar com os morfemas do coração.” ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 13/12/2025.⁠

⁠Cultivei rosas
colho belos botões
Que são beijados por insetos
borboletas
Sol
Chuva e brisa das manhãs
Cultivei amizades
plantei o bem
Aromas hoje
Que regam
da minha solidão
O isolamento vai passar
dai é só festejar
Encontros
Abraços
Regando o coração
De gratidão
Celina Missura.

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

O Despertar do Efêmero


Sob o pálido sol de dezembro, desvelou-se-me o arcano, O veredito inexorável que a carne, em silêncio, ocultara: Eu, que por tanto tempo fui espectador do ocaso humano, Vi, enfim, que a foice do tempo também por mim esperara.


Contemplei a linfa das fontes secar sob o sólio do estio, Vi a carcaça do bruto e a fronde do carvalho ao chão, Mas em meu peito habitava um delírio, um soberbo desvio, De julgar-me eterno em meio à universal devastação.


Pois agora, que o fado me fita com olhos de abismo, Não há lugar para o tédio ou o repouso do espírito; Rompeu-se o cristal da inércia, cessou o anacronismo, Sou um vulcão de urgências sob um céu infinito!


Urge-me o peito por amar, com a sede dos condenados, Desejo o domínio das águas e o governo do veloz aço; Quero o riso que fere e os prantos por mim derramados, Sentir a vida vibrar antes do gélido e último abraço.


Não me falem de espera, de amanhã ou de tardança, Pois o tempo é um rio que em mar de nada deságua; Quero o martírio do afeto, o triunfo e a esperança, Viver em um átimo o que o século consome em mágoa.


Que a pressa me guie! Que o sangue pulse em rito de guerra, Pois descobri, entre as sombras, a luz que a alma consome: Só vive deveras quem sabe que é apenas pó desta terra, E que o sopro divino é o que escreve, no vento, o seu nome.

Lua e Sol


Ele é a lua,
silencioso, inteiro no mistério,
brilha sem prometer calor,
aprendeu a existir sozinho no escuro.


Eu sou o sol,
chego cedo demais,
ilumino sem pedir licença,
amo em voz alta,
aqueço até quando tenho medo de queimar.


Ele se esconde quando sente demais,
eu fico quando tudo aperta.
Ele aprende a sobreviver no silêncio,
eu transbordo porque sentir é o meu jeito de viver.


Às vezes nos encontramos no horizonte,
naquele instante raro
em que noite e dia se tocam
sem se ferir.
E ali… tudo faz sentido.
Mas logo o mundo gira.
Ele volta a ser lua.
Eu volto a ser sol.
Não porque não exista amor,
mas porque nem todo brilho foi feito
para permanecer no mesmo céu.
Ainda assim,
se um dia ele olhar para cima
e sentir saudade do calor,
vai saber:
eu nunca deixei de nascer.
E se eu olhar para o céu à noite
e vê-lo inteiro,
vou lembrar que nem toda distância
é ausência.

⁠Não sabemos quando será o nosso último pôr do sol.
Último sorriso.
Último olhar.
Último amar.
Por isso. Viva cada momento como se fosse o último de sua vida.

Sol e Sombra — Leão

És fogo dourado ao nascer do dia,
Presença que ilumina qualquer sala.
Tens no peito a coragem dos reis,
E nas mãos, o gesto generoso que acolhe.

Teu entusiasmo é chama que inspira,
Tua lealdade, muralha contra a tempestade.
Sabes liderar sem pedir licença,
E transformar o comum em espetáculo.

Mas… oh, Leão, o mesmo sol que aquece também cega.
Teu orgulho é coroa e armadura,
E às vezes teu rugido ecoa mais que a escuta.
O aplauso que te alimenta
Pode virar fome sem fim.

A vaidade pinta teu retrato
Com tintas que nem sempre são tuas.
E a sede de ser centro
Às vezes te afasta da constelação ao redor.

És luz radiante e sombra projetada,
Coração aberto e ego atento.
Virtude e defeito, tão juntos,
No reinado intenso de ser Leão.

Eu me reconstruo no teu olhar
Feito sol depois do temporal
E mesmo em ruínas, posso amar
Se é contigo, tudo é real _- Frase da música Não posso apagar do dj gato amarelo

Se o céu fechar, eu acendo o sol
Se você cair, eu viro o chão
Porque amar é não desistir
Mesmo na contramão - Frase da música Mais Forte Que o Fim do dj gato amarelo

Então respira, deixa fluir
O que é de Deus não vai fugir
A fé te guia até o sol
Mesmo quando tudo é pó - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo

Sol quente que queima o rosto,
rosto pálido, negro, asiático ou rico.
Sol que traz energia,
sol que pode extinguir o olhar da vida.

Nordeste é força,
que como o umbuzeiro se entrelaça para oferecer doçura.
Umbuzeiro que, para isso, entrega o seu fim,
mas, como nas anomalias da vida,
pode ressurgir.

Pois o mesmo sol que queima
é o que permite à vida renascer.

Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.

⁠No jardim, coloridas flores nasciam
Éramos jovens e o futuro bem distante
O sol tocava levemente nossas faces
A felicidade, naqueles dias, uma constante.

Tua pele, pura seda, sempre perfumada
Teus beijos tinham gosto de hortelã
Passeávamos pelo jardim de mãos dadas
Vivíamos alegres num hoje sem amanhã.

Para dias de chuva,
bem aconchegadinhos,
nem cachecol, nem luva...

Para dias de sol,
entre um beijo e um carinho,
já nem se pensa na chuva, lol!

Para dias sem cor,
guarda-me em teus braços,
meu amor...

O sol está quente, assolando meu inverno.
Sem você aqui, moça bonita, tudo é castigo.
O frio morde, e eu não sei fugir
dos pensamentos que insistem em ti.
Eles devastam meu mundo engessado,
preso, atado, sem saída.
Então resmungo em silêncio aflito,
grito alto teu nome — joia do Nilo —
para que ninguém perceba
a nudez da minha aflição.
Será castigo do céu me assolar assim?
Caio de cara na terra, esmurrando o chão,
até que toda força se acabe em mim.
Só então clamo aos céus, linda mulher.
Por quê? Por que me sinto desbravado,
preso numa liberdade vazia,
longe da mulher que me deste?
Quem sabe o céu conforte
essa angústia medonha.
Confesso tudo, até na prece mais fervorosa,
e chamo teu nome —
minha rainha.

Joga pra vida o teu otimismo.
Acredita.!
Aproveita sem receio.
Viva e deixa o teu sol também brilhar lá fora.

✻FranXimenes ✻

E quando o sol voltar, amor
Você vai ver o céu se abrir
Dias melhores sempre virão
E eu escolho ficar — até o fim - Frase da música dias melhores sempre virão
do dj gato amarelo

Acredite: dias melhores sempre virão
Mesmo quando o sol demora a chegar
Eu vou ser abrigo, vou ser tua mão
E te lembrar que é seguro amar - Frase da música dias melhores sempre virão
do dj gato amarelo