Poemas de Sofrimento

Cerca de 6579 poemas de Sofrimento

Repassei algumas fotos. Quanta saudade eu senti.
Eu te mandei tantas, você me mostrou tantas. A gente compartilhou muitos momentos, hoje não compartilhamos nem a saudade. Eu a trago sozinho.
Essas fotos me machucaram bastante. Eram momentos tão banais, que me fazem tanta falta. Eram sem compromisso, era simples, era ingênuo e sincero.
A sua boca tão linda nessas fotos... Eu a beijei diversas vezes. Confesso que ainda beijo em muitos pensamentos.
Me faz muita falta a tua presença. Mas pensando bem, acho que nunca esteve comigo.

Inserida por kevinmartins6

Buscaria...

Buscaria nas direções que pudesse alcançar
Razões! Razões para não mais chorar

Mas em cada pranto, dor e lamento
Perceber que de outrem vim sempre receber alento

O sofrer tão doce e belo passar a ver
Que diriam: "coitado, enlouqueceu de tanto doer!"

A Deus só, hei de agradecer
Por cada dificuldade que me faz crescer

Obrigado, Pai.

Inserida por rogmedeiros

Você

Você é uma,
Quando mais velha, mais gostosa,
Docemente minha mente, haverá uma lembrança deliciosa.
Enfim você !

Sinto sua falta sabe,

Daquele jeito macio leve,
Tudo em mim enobrece,
Seu jeito carismático me enlouquece.

No entanto !

Se a vejo , coração alegra,
Caso contrario, alma magoa,
Evidente seu andar me fascina,
Seu brilho muito ilumina.

Contra partida !

Não quer minha amizade,
Porque ? não sei tento entende,
Passo meus dias sozinho sofrendo na realidade,
Coisas que, por dentro só vê, sente sofre arduamente.

Inserida por beneditobasilio1962

Minha dor e conhecida como afogar-se
Nás mares infinitas
E nunca alcançar o fim
As feridas são mais profundas, por nunca ter amado...

Os motivos podem ser simples
Palavras doem mais ao invés de sentir dor quando se machucar
Por serem marcadas na memoria nunca são esquecidas
Com o coração negro acumulando amarguras, tristezas, dores e sofrimentos...

Uma flor caída
Flores, podem ser belas e felizes por fora
Mas ainda carregas o mesmo peso da Dor e o Sofrimento por dentro
Tentar matar-te não adiantara de nada á dor sempre foi á mesma quando a possuiu...

Dominar á dor é difícil más não Impossível
O mundo foi abraçado pelo caos
Aprende-se lições com a própria dor após á descoberta da felicidade...

O Homem é como uma vela
sendo acesa este descobre á felicidade
sendo apagada este descobre a Dor
Porém á Mulher sente mais Dores...

Volto para á Terra quando minha alma for purificada
Apenas para sentir o Chão macio e sedoso
Sair da prisão feita pelas águas
Para descobrir o novo mundo...

Inserida por KatyMerie

O Bêbado

Ultimamente tenho evitado estar sóbrio, pois assim consigo te manter fora da minha mente. Fico bêbado todo o tempo, tentado esquecer esse seu lado cômico de me fazer sofrer.
vou em frente,
tombando,
torto,
caiu,
levanto.
Sou um bêbado com abstinência do seu amor por mim. Sou um bêbado, delirante, errante, a cima de tudo, sou amante.

Inserida por mmiamoto

Não sei quem sou.

Nunca soube quem eu fui.
Mas agora sei quem eu hei de ser!
Serei o vento soprando na noite fria.
Serei o canto dos pássaros traduzindo a tristeza do mundo.
Serei as lágrimas que escorrem sobre o rosto de uma triste menina.
Serei as águas quebrando na beira da praia.
Serei os olhos tristes de alguém descontente.
Serei a boca clamando piedade.
Serei o coração sangrando e pedindo igualdade!

Inserida por RobsonBarreto

Não sei.
O que temos?
Às vezes penso em você como amigo
enquanto seus braços me dão abrigo.
O que sentimos?
É qualquer coisa menos amor.

Por que não me ajuda e me dê as opções:
dizer eu te amo ou viver por um sonho, ilusório, falso, um engano.
Eu quero um amor antigo daqueles que se lembram apenas dos momentos bons.
Deixe-me dizer adeus. Me dê uma escolha.
Por quanto tempo iremos continuar com isso?

O que eu sinto eu ignoro. Por você eu me anulo me faço invisível
limito as minhas escolhas. Você as escolhe como um vencedor
sempre em primeiro lugar. O primeiro a agir, o primeiro a pensar,
o primeiro a falar. Deixe-me disputar o primeiro lugar do meu coração.

Me certificarei de que estou longe quando eu dizer "eu te amo" e você não ouvirá.
Me dê escolhas. E eu decidirei.
Te esquecer.

Inserida por tammynha

Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um "kitsch"(*) compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.

(*) Kitsch: é uma palavra de origem germânica, utilizada pelo autor checo Milan Kundera para referir-se ao esquecimento compulsório que nossa mente nos impõe, visando evitar o sofrimento por algum fato ou trauma e que geralmente vem em forma de um perdão ou perda de importância dada.

Inserida por Ebrael

ATRAVÉS DA JANELA DO ÔNIBUS

(...)

As pessoas não nos ouvem porque estão em seu caminho andando rápidas demais, ou então caminhando como zumbis surdos-mudos. Quando sofremos, paramos diante do sofrimento, pois, enfim, algo de extremamente real está a nos deixar perplexos. O conforto da ilusão acaba, e a boa vida, simples, tranquila, é interrompida por algum fato traumático, insólito, estranho. Algo nos arranca da hipnose coletiva e nos põe sozinhos, não por estarmos sozinhos no mundo, mas por nos acharmos fora da catalepsia cotidiana de quem levanta da cama, toma café, põe o mesmo uniforme ou terno e vai para o mesmo trabalho quase que sem lembrar-se em que dia da semana está. Para uns, isso é a glória e o orgulho por se sentir um herói fora do gado humano. Para outros, experiências dolorosas ou alegres, desde que excedam o "script", são sintomas de que estão fora da realidade.

(...)

Naquela noite, não pude dizer nada à garota, pela distância em que me encontrava dela. Os policiais já tinham se encarregado de soccorê-la, além de, eventualmente, servirem de psicólogos de improviso. O gado do ônibus seguia para seu estábulo, bem disciplinado e anestesiado. A garota ficou lá, à mercê do princípio que diz que seres humanos não devem estar fora do convívio social. O ser humano é um animal domesticável, interdependente de seus pares. Nenhum de seus pares parecia lhe ouvir, as manadas humanas lhe passavam sem notá-la. O ritmo do mundo a atropelava e a redoma em torno de nossos ouvidos impedia que seu uivo ecoasse em nossas mentes. Apenas o vidro da janela do ônibus me permitiu ver a paisagem do medo e da perplexidade. A banalidade da Vida veloz e sem conteúdo impera sobre o sabor das lágrimas daquela garota.

("Através da janela do ônibus": http://wp.me/pwUpj-L6)

Inserida por Ebrael

ja
sofri por
isso...
sentimentos contrariados
sangram
por
demais....
razão
onde esta
tu?
que infeliz me
faz...
quero perder-me no
que sinto...
fascina-me meus
instintos....
e na distancia entre o que
havia......
e ousa em continuar...
aliviada
esta meu pensar.....
pois amor....
amor é eternidade...
pois
jamais imaginei existir
tal sentimento...
aquele
que na distancia não
se perdeu...
e abraça
momentos
meus...

Inserida por fatimajzuanetti

Ratos roem a minha significância

Pra todo defeito
Posso ser a solução
Pra tudo que não é direito
Posso ser a perfeição

Os ratos da madrugada
Roem a minha significância
Sou alma penada
Em busca de relevância

Mostro meus pulsos
Cicatrizes de amores sofridos
Do paraíso fui expulso
Por ter mordido o fruto proibido

A explicação só atrapalha
Prefiro as perguntas
Pra tudo que não se espalha
Sou aquele que desajunta

Inserida por Borgys

Pode ser dessa vez ou amanhã. Não sei, você sabe! Sempre haverá oportunidades pra ser feliz. Sempre!
Aquilo que parecia uma brisa se transformou numa ventania, e o que hoje parece ser ruim, amanhã me ensinará que a vida pode ser mais bela e feliz se não olhar pra tudo com preconceito e que a vida foi feita pra ser conquistada todos os dias.
Por tanto, todos os dias poderei ser feliz, mas todos os dias serei incompleto sem você.

Inserida por leosilvamart

Por que você esta fazendo isso comigo Tiro tudo
que eu amo, todo meus sonhos da forma mais baixa possível.

oque você que de mim, me deixa em paz, deixa eu vive
a minha vida ou o que restou dela.
vai embora, já não basta tudo o que você esta mim fazendo passa, choro todos os dias a dor que cinto em meu coração acho que não vou suporta, só vai embora e me deixe e me deixe sofre, sofre no inferno que você me deixo.

Inserida por valeriapaula09

Falava de amor.
Afastou-a sem titubar,
esqueceu-a sem carecer,
substituiu-a sem pensar,
Sem alma,
sem emoção,
sem sentimento,
sem noção...
Sem piedade
Matou-a.

Na tristeza de um dia de chuva,
numa folga do respiro ansioso de Lígias e de Leucósias,
como folha morta abandonada aos ventos da vida,
pensando desencantou e como barco a vela pirou .
Com palavras sem alma,
sem emoção
sem sentimento,
sem noção
Tentou ressuscita-la
para explicar o porque.

Inserida por marisabarbato

Sem rumo

Como faço para achar o caminho de casa
Se me perdi em teus braços
E não me ensinastes
A Caminhar sem ti...

Como faço agora no silêncio
Do teu quarto escuro
Que por uma eternidade
Foi o meu mundo.
E não aprendi a olhar
Além dos teus lençóis.

Como faço pra tirar-te daqui de dentro
Se nem por fora
Encontro resquícios de mim.

Se meu corpo inteiro é sua pele,
E meus desejos não existem sem ti

Como faço,
Se meus poros exalam teu cheiro
Minha boca ainda tem o gosto dos teus beijos
E meus lábios desfalecem sem ti.

Como faço se não tenho rumo
Não rota
Me doiei por inteira quando fechaste a porta .
E agora...
Me manda partir.

Inserida por DaniRaphael

⁠A ÚLTIMA DOSE

Por ventura
E aventura
Sentirei a bala terebrando-me
Por ternura
E loucura
Amar-te-ei até a última dose

Inserida por Laura-Przybysz

⁠Oh, menina bela!
Onde é que eu me meti?

O destino enlouqueceu
Ou eu enlouqueci?
Por pensar que um caminho
Foi criado para mim
E para ti!

Assim que te vi,
Com certeza
Enlouqueci

Diria eu com grande paixão
O quão bela tu és
De vestes largas, invulgar
Qualquer ser é capaz
De t'amar...

Amor tão largo,
Que dói!
Não te poder falar
Chorar por t'amar
Dói

Assim que te vi,
Com certeza
Enlouqueci

Oh, menina bela!
Onde é que eu me meti?

Por ti, não por mim
Apunhalei um coração
Que doía por t'amar
Que chorava por te querer
Nos meus braços

Oh, doce mulher
O que fiz eu pra t'amar?
Amarga seja esta coita
Que só me faz chorar

Inserida por marisa_pires

⁠Teve de ser, teve de acontecer... Por quê?
O normal se tornou anormal...
O espontâneo teve que ser acuado...
Nós que somos sociáveis, tivemos que se isolar não por vontade, mas por prudência...
Como não somos nada perante o universo, pois até algo que não se pode ver pode nos deter.
Se outrora reclamava da falta de tempo, hoje repenso este. Como pode ser assim? A se fosse sempre assim... Como é bom estar com quem ama... Como é triste sofrer por não saber o que vai ser.
Porém como é abatedor compadecer com aqueles que foram dizimados, cujo a dor é imensurável e causada por algo que não se pode ver. Teve de ser, teve de acontecer... Por quê?

Inserida por AdrianoRochaMota

⁠Dores das Primaveras.

Quando criança, há risos.
De doer a barriga, pois há tanta alegria inocente.
Ao crescer, há gargalhadas vazias.
Piadas hilariantes que os armagurados se agarram.
Se agarram tentando ser crianças novamente.
Pois dói.
Não a barriga.
E não de alegria.
Com certeza não mais inocente.
De doer a cabeça, pois há preocupações.
De doer os olhos, pois há lágrimas.
De doer o coração, pois já está cansado de ser magoado, ser quebrado,
ser entregue e devolvido.
Os risos eram dados com prazer
e ouvidos com deleite.
As gargalhadas são dadas com desespero
e ouvidas com terror.
Dói não ser criança.
Quero rir de novo.

Inserida por TrizFreitas

MESSALINA (soneto)

Lembro, ao ter-te, as épocas sombrias
Dum outrora. A saudade se transporta
À tempos de prazer, e não dor à porta
De meninices, abarrotadas de alegrias

E nestas felicidades de glórias luzidias
Que a mostra era viço, não ilusão morta
O pouco era muito, e no pouco importa
O estorvo, a mais valia, eram as orgias

Tolas, e não só imaginação em ruína
De quimeras incolores e, assim impura
Num cortejo de recordação messalina

Ó saudade, acostamento de loucura!
Suspirando nostalgias tão cristalina
Tinta de tristura, que no peito segura...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol