Poemas de Saudades de quem Morreu
Da vida, não cobre nada. Apenas sorrisos, abraços e amores. Do tempo, lembranças, saudades e felicidade intensa. Dos momentos, a intensidade que faz de cada segundo a capacidade de vivermos levemente.
O garoto que eu fui tinha pressa de conhecer o homem que hoje eu sou,e hoje morre de saudades daquele garoto que eu fui.
Sinto saudades de coisas que nunca tive, mas a minha imaginação construiu. Sinto saudades do vento, da curva da estrada, da água cristalina caindo das pedras. Sinto saudades da paz, da neblina suave caindo sobre o parabrisa numa mágica manhã de orvalho. Sinto saudades de um amigo de palavras boas.
Tenho tantas saudades de mim, que me procuro pelas antigas fotos, já meio amareladas. O tempo passou tão depressa, e acho que não me atualizei.
Saudades de quando um otário e um pilantra precisavam sair de casa para se encontrarem e fazer negócios.
Que saudades da professorinha, que me ensinou o babá, etc. (Ataulfo Alves). Você com essa beleza escomunal, derrete qualquer coração petrificado, agora, imagina aqueles já amolecidos de tanto apanhar no dia - a - dia?... Muito linda. Beijos.
Saudades deste tempo que não volta nunca mais! Minha mãe Luzia (in memoriam), passava minhas roupas quando criança, num ferro a brasa mesmo assim. Beijos.
Hoje minha mente reflete seu sorriso nos meus olhos sombrios de saudades. Na certeza duas vidas tenho. A realidade constante e a ilusória amante. Viajo nessa sensação, mas com a certeza que na manhã do hoje a vida me olha, dá vontade e me abraça. Acredito que momentos existem com gestos e detalhes marcantes. É certo, são lembranças da vida! Agora eu sou "eu" e o "nós" na lembrança se perdeu. Que saudade de um "nós"! Agora o meu "eu" vive a sós!
Saudades daquela casa da 88. Lá, não existiam baratas; havia apenas corações. Era um lugar repleto de amor, alegria e agora, saudades.
Há dias em que minha memória sente saudades daquele trem que, ao atravessar a ponte suspensa, me leva de volta a um tempo distante. Um tempo em que o cheiro do verde e da areia quente, misturado aos trilhos velhos e enferrujados, trazia um aroma doce e juvenil. Esse aroma penetra em mim, trazendo a nítida sensação de um “eu” puro e transparente, onde o medo não existia, nem permitia existir.
Ler que você sente a minha falta estala no céu da boca tal qual uma borbulha de champagne. Saudades não me faltam - sobram...
