Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
Anseio Celeste
Nas asas do tempo, meu coração se perde,
Em busca daquela estrela radiante no céu.
Um anseio celeste, uma paixão que arde,
Sem tua presença, sinto-me incompleto, meu eu.
Cada suspiro é uma saudade sem fim,
O vazio em minha alma não pode ser medido.
Oh, como anseio teu sorriso em mim,
Em teus braços, encontrar meu abrigo.
Conto os dias, conto as horas a esperar,
Teu retorno é minha luz no horizonte.
Não há tempo que possa me acalmar,
Pois sem ti, sou um barco à deriva, sem norte.
Quebre a solidão que me consome,
Resgate-me das sombras do desamparo.
Teu amor é o farol que ilumina meu nome,
O bálsamo que cura meu ser tão raro.
Erros são páginas que o vento carrega,
O que importa é o presente que se desvela.
Em teus olhos, meu mundo se entrega,
E toda a tristeza desvanece naquela tela.
Anseio celeste, poema escrito nas estrelas,
Um sentimento que transcende o tempo.
Em cada verso, ecoa a paixão mais bela,
E a certeza de que te amar é meu único alento.
Assim, seguimos nessa dança cósmica,
Onde nossas almas se encontram em sintonia.
Unidos pelo destino, pela força magnética,
No amor que nos envolve, na melodia.
Anseio celeste, sentimento em voo,
Versos que ecoam a paixão, melodias sutis.
Em nossa dança cósmica, conexão que construo,
Nossas almas unidas, num encontro sem par, fluem em matiz.
Eterno Vínculo
Nas noites serenas, ao luar brilhante,
Ecos duma história que o tempo não rompeu,
Dois corações unidos pelo amor constante,
Na dança das estrelas, seu destino nasceu.
Jovens sonhadores, juntos caminharam,
Viagens, festas, alegrias partilharam,
Mãos dadas, enfrentaram, e juntos lutaram,
O amor entre eles, um laço eterno, selaram.
Mas um dia, a vida trouxe provações,
E no vendaval das tempestades, se separaram,
Porém, mesmo distantes, nos corações,
A saudade ecoava, e um ao outro aclamaram.
Em caminhos distintos, buscaram sentido,
O vazio do peito, a saudade insistia,
Até que o destino, com mãos decididas,
Os uniu novamente, no mesmo percurso tecido.
No reencontro, brilharam como estrelas no céu,
A sinfonia do universo os uniu mais uma vez,
Em lágrimas e sorrisos, juraram um novo véu,
E o passado se tornou uma doce embriaguez.
Agora, lado a lado, na jornada da vida,
Caminham juntos, renovados, na mesma estrada,
E que a poesia do amor, fiel e destemida,
Seja a luz que os guia, a cada nova alvorada.
Que a Sinfonia de Estrelas que os cercou,
Permaneça a embalar seus corações,
E que o laço que entre eles se formou,
Seja o alicerce sólido das suas emoções.
Que o amor que os uniu no reencontro vibrante,
Seja eterno e forte, qual laço puro e constante.
Assim, nesta ode à união que o destino traçou,
Celebro a história de amor que despertou,
Ao casal que o tempo não separou,
Estrelas reencontradas, na poesia do viver, se eternizou.
Ausência do Amor
Na distância me encontro perdido,
Sem tua presença, meu coração ferido,
A saudade em mim, não tem abrigo,
Só anseio ter-te comigo.
Minha tristeza clama a ti em silêncio,
Pois sem teu amor, não encontro consolo,
Em oração, imploro teu regresso,
Porque sem ti, minha vida é um desterro.
Chega de saudade, quero dizer-te,
Que este amor sincero, não pode esmaecer,
Como borboletas, voar e rir,
Juntos em um sonho, por sempre viver.
Cada dia que passa, mais te desejo,
O amor que sinto, não tem preço,
És a melodia que quero compor,
O motivo pelo qual meu ser vibra e respira.
Ausência do amor, não posso suportar,
É em teus braços, onde quero descansar,
Volta a mim, minha amada ansiada,
Em teus olhos, meu lar eternizado.
Com paixão te espero, meu doce amor,
Que voltes a mim, como um resplendor,
Neste poema, meu coração se revela,
Que és tu, minha musa mais bela.
Há rincões que se perdem
no olhar a frente
Momentos há
que o tempo não mede
Lembranças são fontes
que jorram da mente
E saudade é tributo
que o coração pede
Quantas paixões eu já vivi
Não dá nem pra me lembrar
Cada uma me fez sentir
O quanto é bom a gente amar.
Era um momento que podia ter durado para sempre. Mas foi apenas um eterno curto momento. Um que não volta, não muda e não se repete.
Se o destino me levasse mais uma vez até lá, se me deixasse parar o tempo e ficar ali por mais alguns minutos.
Ah, quem me dera, só mais uma vez!
Vestido branco
Não entendia o porquê, nem aceitava a distância
Apenas aguentava, com ar de quem não ligava
Mas a noite em meu leito, sozinha, me perguntava
Quando o verei? Por que se foi? Onde está?
Assim adormecia... ao amanhecer, os dias eram iguais
A saudade, sempre maior a noite, magoava a alma
Poucas boas lembranças, eu tinha, eu sei, mas doía
Por que comigo? Por que o meu? Por que doía tanto?
Poucos abraços, eu lembro, poucos afagos
Mas era meu pai, ausente mas era pai... ausente
Assim eu sofria, de saudades... sofria
Outras vezes a noite, não esquecia... jamais esquecia
Lembrava do vestido branco, lindo vestido branco!
Vestido que tanto queria, na verdade o que mais queria
Por que não podia? Por que eu não tinha?
Por que meu pai não podia?
Lembro então, que certo dia ganhei , o que mais queria
Um vestido branco, uma princesa ele dizia... princesa...
Meio sem jeito, reconhecia o carinho que nem conhecia
Agora feliz, de vestido rodado, eu era alegria
Menina franzina, de vestido branco ... sorria
E era assim, que aliviava-me daquela saudade.
Tua face
Hoje, mais uma vez contemplei tua face
E como era de se esperar, me reconheci
Em teu semblante,
em forma de uma boa lembrança
Senti teus olhos me olharem
Teus lábios quentes me tocarem
Embora distante, consigo sentir teu toque
Certamente é a saudade me falando para voltar
Então contemplo mais uma vez tua face
E prometo ao meu pobre coração
Que sim, logo irei voltar .
Haverá certamente um dia
em que algo mude ou entrave
e um amor pode virar poesia
ou um canto de saudade...
Autora- Neusa Marilda Mucci
Em 22/10/2.021
Registrado na CBL
A tarde se vai,
e que não tarde !
mas enquanto ela cai
a nostalgia nos invade,
vem a noite sussurrando
nos ermos de sua escuridão,
todo tipo de saudade,
que sabe, temos no coração
Esperamos o outono chegar,
ver as folhas saindo em disparada
voando loucas, pelo vento levadas
e querendo junto aos galhos ficar,
O vento chega ousado dando beijos,
para uma, a uma, logo conquistar...
e a nossa alma tem os lampejos
de outros outonos, lembrar !
Outonos de beijos amorosos,
abraços que pareciam sem fim,
em tempos que eram mais ditosos,
nas manhãs em toques de clarins
Outros outonos de frias brisas,
mas que aqueciam o coração ,
agora, tudo rapidamente desliza,
já sem a mesma emoção
Despedidas do tempo, que, ingrato,
vai passando com muita pressa,
e a tudo leva quase de arrasto,
e deixa a saudade, o ontem, a promessa...
Havia algo no ar, enigmático,
desencontros, um vazio,
seria um adeus?
soando a melodia do cansaço
em compasso final, dolorido,
deixando desafinadas notas
a brindarem em acordes tristes
a saga do que foi, mas que talvez,
nunca tenha sido...
As cores de mais um dia
no horizonte já se apagaram
quisera que também se fossem
as tristezas que deixaram
Quantos corações batem sós
pelo amor que está distante
vencidos pela saudade feroz
que os lancinam como açoites
A noite os pega de jeito
nem sonhar lhes dá a chance
a insônia ronda por perto
e não deixa sonhar com romance
Ninguém merece o sofrimento
de amar sem ser amado
de apenas viver momentos
de sonhos não realizados
Vento, vento, de onde vens?
estás sempre ao meu redor,
que segredos trazes em teus lamentos,
seriam saudade de algum amor,
ou canseira de viver tanto ao relento,
arrastando folhas e mágoas
de quem te percebe e dá valor?
As vezes, muitas, talvez,
A poesia foge de mim,
Aperta antes a minha garganta,
Embarga-me a voz, parece o fim...
Reajo com firmeza, sou guerreira,
Mas a deixo aos poucos, partir,
Sei que um dia, de qualquer maneira,
Voltaremos, aqui ou em outro plano a nos unir...
Seremos unas, alma e coração,
Linhas, letras, saudades e amor,
Nada separa quem sente a emoção
De ser poeta e ao parnaso dar valor
Rua toda torta, de velhas casas e muros,
janelas quebradas, musgo nos jardins,
quantas memórias em suas fachadas,
muitas das quais, tatuadas em mim
Minh''alma vaga de porta em porta,
meio perdida na companhia do vento,
sem bagagem, olhos e ouvidos abertos,
percebendo murmúrios antigos do tempo
Devo ter sido dessa rua, reconheço,
cada passo, cada sonho e realidades,
esperanças, lutas, desassossegos,
onde plantei sementes que se chamam saudade
Em 15/ 03/ 2.009
E agora ?
Assim perguntava a menina para a sua mãe. Isso era rotina, a qualquer problema ou dúvida, ela corria para a saia da progenitora, pedindo ajuda, mesmo que fosse apenas um sorriso de aquiescência ou pela graça do fato. Nem sempre obtinha respostas, mas tentava, sem saber que a cansada mãe não sabia tudo. Cresceu e aprendeu muita coisa por conta própria, experiências boas e ruins a fizeram entende melhor a vida. Este é o caminho - abrir as asas e voar sozinha - enfrentando tombos e sequelas, mas tendo o porto seguro na hora do pouso: o colo da mãe.
Saudade da minha que foi embora há pouco tempo, está em paz e sei que se eu tiver tropeços, ela ainda tem um sorriso maroto como a dizer: filha, bem que avisei...
Direitos reservados
Quando a chuva trouxer a solidão,
junto a ela faça uma cantiga,
mesmo num dueto sem afinação
e que seja saudosa, até antiga
Assim lavando a sua alma
em horas de muita paz,
sua mente ficará em plena calma
junto à meditação que a chuva traz
- Relacionados
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de saudades para status que te ajudam a desabafar
- Frases curtas de Saudades
- Frases de saudade para dizer tudo o que o coração sente
- Frases Bonitas sobre Saudades
- Textos de Saudade
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
