Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
Então eu fico sentada em frente ao mar, ao nosso mar, aquele que por tantas vezes chamamos de nosso, que por tantas vezes testemunhou coisas tão nossas. Mas agora ele só testemunha a minha solidão sem você, eu começo a pensar que talvez ele chore quando me vê aqui nessas pedras, lembrando que um dia dissemos ‘pra sempre’ olhando pra ele. Mas hoje essa imensidão não me tortura, está contemplando o universo sem você, essas estrelas que juntas formam algo que nunca iremos alcançar não me deixa pela metade mais. Um dia você esteve aqui e o que vivemos foi tão real quanto esse vento que agora assanha meus cabelos. Um dia a gente falou que seria pra sempre mas quem disse que não foi? Foi o nosso pra sempre, fomos honesto com o nosso amor quando o vivemos por completo e hoje não resta nada de nosso nesse amor que é tão meu. Ao meu redor vejo casais e me pergunto se eles sentem o que a gente sentiu, se já se sentiram esmagados por um amor tão grande mas em contrapartida leves como uma pena ao vento. Será que tudo que sentimos foi tão forte que a vida pôs prazo de validade por ser tão injusto com quem não viveu nem metade do que nós? Eu não deixo de pensar que nosso curto tempo deixou faíscas que ainda me fazem rir do nada, que tudo que aprendi com você serão pontos luminosos na minha simples existência, que talvez o meu sempre durou o tempo que nós duramos. Um dia ouvi dizer que quando morremos revivemos nossos melhores momentos aqui na terra como se fosse um agrado do criador pela nossa passagem, não demorei muito pra desejar viver minhas melhores alegrias e não me surpreendeu ter a certeza que em todas elas você esteve lá.
Esse texto é pra você. É pra você porque essa menina falante sua presença consegue deixar muda, é pra você porque meu único refúgio é escrever, escrever, diluir em palavras tudo que me bagunça por dentro. Tenho medo de te encarar, medo de te ouvir, medo porque você é tão doce que te olhar amargo assim me dói, dói como nunca pensei que doeria. Aí eu fico muda, eu tento rir na sua frente, tento fazer com que você me note, insisto pra você esquecer minhas bobagens, porque é isso que eu sou uma boba que só faz besteiras perto de quem ama. Eu te amo tanto, e eu sei que eu te amo porque eu não consigo ser coerente com quem gosto, eu tento, analiso, mas só consigo forçar correção, eu erro, erro, machuco mas pode ter certeza que quem sai mais machucada sou eu. E é assim que eu to: machucada, rindo por fora e gritando por dentro, escutando músicas alegres pra confundir a ópera dramática que canta nos meus ouvidos. A gente é tão parecido por isso que eu respeito tanto seu distanciamento, porque eu não quero te invadir, porque eu sei que não adianta mais eu dizer que nunca quis te machucar porque isso não vai mudar a dor que já se instalou. Eu não sei onde isso vai parar, não sei se algum dia você vai me olhar e querer rir comigo de uma besteira qualquer, mas a única coisa que eu queria e te peço se for mesmo o fim, se você realmente não quiser pensar em mim como alguém que vai está ao seu lado no futuro, lembra de mim de vez em quando, mas lembra das coisas boas, das nossas risadas exageradas, dos nossos códigos infantis, lembra de mim como alguém que daria a vida por um sorriso teu, se algum dia mesmo longe um do outro eu saber que é dos nossos melhores momentos que você mais lembra eu vou sentir lá no fundo que pelo menos por algum tempo a gente valeu a pena.
Ontem você me ligou depois de anos e disse que não me esqueceu, que não se arrependeu de tudo o que fizemos e que a gente de alguma forma tinha valido a pena. Custei a acreditar, e você estranhou, antigamente era tão simples me convencer de algo que você falava mas agora algo mudou, coração blindado sabe? Pois é, aprendi. Numa conversa de trinta minutos eu entendi o porque que tínhamos que está longe, você me disse que estava feliz e eu mesmo sem ninguém também estou, to sorrindo mais e olha o meu progresso: falar com você não me afeta tanto como antes. Cheguei a um estágio em que já me acostumei com essas ligações suas, é como se algo dentro de você quisesse ter a certeza se eu ainda estava ali.Não lembro mais de você como antes mas quando lembro são as melhores lembranças, das risadas, das conversas sérias, do seu jeito único de poetizar tudo, você foi a pessoa que eu conheci que mais se pareceu comigo, deve ser por isso que não demos certo. Havia desejo, sintonia, amor mas não havia o aval do destino e hoje sei que era verdade quando você me disse que ele seria nosso maior inimigo. Fazia tanto tempo que não sentia sua falta mas quando você me disse que imprimiu e guardou nossa última conversa eu tive raiva por aquilo tudo, eu tive raiva por um nós que nunca existiu,eu tive raiva por não ter tentado modificar nada por medo de me ferir, sendo que a minha desistência me machucou mais que qualquer tentativa. No fim de ontem eu só queria está com alguém que eu conseguisse sentir a metade que eu senti com você, eu só queria vê minha voz trêmula por ouvir outra voz que não fosse a tua, eu só queria esperar outro alguém no fim de todos dias que não fosse você.
ANJOS
Mais ou menos umas onze e meia da manhã, vínhamos eu e Paula caminhando pela areia da praia quando de repente enfrente ao postinho do gonzaguinha, saiu da água uma mulher de presumíveis sessenta anos, morena, cabelos grisalhos, longos e encaracolados, olhar penetrante, e que mirando bem nos meus olhos, disse batendo no ombro, com uma mão parcialmente fechada e dois dedos estendidos - " Salve Xangô"! Respondi respeitosamente a saudação, e continuei o caminho me perguntando, o que será que ela havia visto em mim, para assim proceder? De duas coisas tenho certeza... que depois desse encontro me senti bem melhor e mais disposto a viver, e que urgentemente preciso estudar mais sobre essas coisas!
As vezes esquecemos da vida e não nos importamos, as vezes a vida nos esquece, ai lembramos! As vezes pessoas de nossa vida nos esquecem, é quando nos nos importamos!
Deveríamos contar mais nossas historias! Parece bobagem, mas uma palavra perdida no meio das que as compõe, tem as vezes o poder levantar de uma pessoa, que esteja passando por momentos difíceis na vida, incentivando-a a recomeçar, ou ser mais atenta com o que vai à sua volta...coisas assim!
Faça da distância a comprovação do amor que sente,pois ela é o atestado de dor que nos faz querer amar,amar,amar...
Houve um tempo em que eu pilotava um simples carrinho de rolimã. Naquele tempo, Parecia-me muito bom a idéia de um dia possuir um carro. Hoje dirijo um bom automóvel, mas como tenho saudade do meu carrinho de rolimã.
A morte dele pra mim foi uma coisa trágica, o pior momento da minha vida, vi ele em seus últimos momentos, caindo em cima de mim e dando seu último suspiro...
Enfim, foi duro pra mim, sou apenas uma criança, assumo não estou preparada para a morte de um ente querido, fico com vontade de gritar de dor, não tenho mais medo de morrer, muito menos de chorar, já cheguei ao mundo chorando e com certeza vou sair dele chorando também.
As vezes é preciso ficar em silêncio. Aquietar um pouco o coração. Deixar a emoção no frio e vestir o casaco quentinho da razão.
O que nos define não passa de palavras criadas através do ponto de vista dos outros. O silêncio e a forma mais acertada de definir nossa essência e seguir o lema "Carpe Diem".
“Os dias se tornam silenciosos, as noites solitárias, as manhãs nebulosas. Tudo aparenta não fazer sentido quando sua presença é ausente em meus dias.”
engraçado como é as coisas, as vezes achamos que as pessoas de que a gente gosta nunca se a fastara, mas acabam se a fastando, e mesmo decepcionando a gente, elas ainda nos fazem falta no final!
