Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra

Há um silêncio dentro de mim que não é ausência, mas excesso de tudo que nunca pôde ser dito.

Há um tipo de silêncio que não é ausência de som, mas o peso exato de tudo o que deixamos de dizer para não desabar o teto sobre as nossas cabeças, é preciso aprender a morar nesse vazio sem medo de que as paredes comecem a gritar o nosso nome.

Existe uma solidão que não nasce da ausência de gente. Ela cresce no intervalo entre o que sinto e aquilo que consigo transformar em palavras. É como viver preso a um idioma que ninguém ao redor entende. E, nesse desencontro, vou me traduzindo em silêncio para não desaparecer.

A maturidade chega quando percebemos que nem toda ausência faz barulho, algumas apenas retiram lentamente a luz das coisas.

Às vezes olho para trás e não sinto saudade de quem eu era. Sinto pena. Pena daquele homem que acreditava que a dor tinha um propósito, sem saber que algumas feridas simplesmente acontecem, permanecem e envelhecem conosco.

O coração é um lugar estranho: transforma lembranças em eternidades e faz uma única ausência pesar mais do que a presença de mil pessoas.

O vazio não é a ausência de tudo, é a presença esmagadora daquilo que já não pode voltar, mas também nunca consegue partir completamente.

Alguns erros indefensáveis tornam-se imperdoáveis unicamente pela ausência de um pedido de desculpas, sem um pacote delas, das desculpas...

A coragem não é a ausência de medo é o ódio pela situação atual ser maior que o medo do futuro

Saudades de um ser chamado... qual é o seu nome? Não importa o nome, mas importa a saudade entre nós dois...

Somos tudo que podemos ser, somos tudo que podemos viver, amanhã seremos apenas saudade e lembranças, então viva, aproveite o hoje!

A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.

Ainda a noite me sufoco, entre cada lagrima que insisti em cair, pela dor da sua ausencia.
Não sei ate quando vai se tornar suportavel, mas vou viver com esse amor ate meu coração para de bater e assim junto com ele o amor que existe em mim deixara de existir

A ignorância nunca se limitou á palavras ditas com ódio ou ausência de educação. Ela vai mais longe do que isso, ela alcança as perspectivas sociais e intelectuais deturpadas, respinga das conversas mais informais até chegar na culta. Ela faz morada nas ações movidas pelas emoções, se expande do maior ao menor, sem escolher cor ou rostos. Angustiante és, todo aquele que vê os demais ao seu redor como tudo, menos como pessoas iguais á ele, cruel é todo aquele que faz das suas palavras esmola, e não se decide a qual Santo dá - lá. Ademais, junto dessa quimera, há algo maior, que conhecemos como a falta de empatia. Sim, isso é aquilo que você finge não ver. É o bom dia do mendigo que você ignora numa segunda de manhã, ou a compaixão que você torna escassa quando falham, menos quando se trata de você. No momento da irá se conhece o imprudente, porém no momento da compaixão se acha o sábio. O perdão só não é lícito se não convém ao seu "eu". As palavras não pesam tanto quando são "suas".
O mau humor não é tão ruim assim, quando é o "seu" humor. Por fim, á empatia se aplica ao tolo no singular, mas na pluralidade se conhece o justo.

Meu coração está doente de saudades de você mesmo não ter te conhecido diante de uma tela fria, pois em um mundo virtual você se fez bela.
Suas palavras provocam meus desejos que em momentos me pego em desatento com a vibração do meu pulsar em ter a esperança de finalmente conhecer você.

Quando não está aqui eu me perco entre meu mundo e o seu me despedaçando em saudades, vago com um dialeto romântico ou uma melodia que desperta sua atenção.
postando todas as minhas atitudes à ti, Querendo evoluir todo o meu sentimento direcionado a você.

Você não sabe, mas a tua ausência faz com que o interesse de outras pessoas sejam perigosas a teu ego;

Nem um término de sentimentos não pode me machucar, nem a saudade pode me ferir, mas vejo que se faz impossível por que estou vivo para sentir cada dor que a mim foi posta;

Os meus sentimentos ocultos, vivem um imensurável desejo de resistir tamanha saudade de me encontrar;

Se soubéssemos a força do amor, teríamos maior resistência para suportar a saudade;