Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Quando o cristianismo tenta se adaptar a cultura, ele tende a transbordar para fora da sua existência. Torna-se um parasita do verdadeiro cristianismo, atraindo algumas pessoas, mas não transformando vidas.
Não minimizo a famosa frase “Deus é amor”. Sou totalmente
dependente desse amor. Mas, eu amo Deus? Se continuar acariciando os meus pecados, eu não O amo. Se não confronto e enfrento os meus pecados, preferindo afagá-los debaixo do edredom da misericórdia, recostado no travesseiro da graça sobre o aconchegante colchão do amor de Deus, não estou demonstrando que O amo, mas que utilizo o amor de Deus para justificar a minha perversidade.
O escândalo do cristianismo é que existe apenas um caminho. A boa notícia é que, apesar de toda a nossa teimosia, egoísmo e pecado, ainda há um caminho.
Muitos sermões são ofertados como se a igreja fosse um restaurante que deve conquistar o paladar dos seus clientes. Não precisamos de clérigos semeando frases de autoajuda; sacerdotes se portando como animadores de
auditório; reverendos motivando a auto satisfação ou fiéis se auto justificando no mantra do “Deus é amor”.
Precisamos de homens e mulheres trilhando o caminho da
transformação. Não devo aprender a amar mais a mim mesmo, mas a morrer para que Cristo viva em mim. Não quero a cumplicidade com os meus pecados, mas a luta diária para vencê-los. Não quero o cobertor elétrico sobre os meus erros, mas o inverno asfixiante derrubando todas as folhas com as quais me cubro.
O invisível não pode ser apreendido no visível. Na verdade o visível é a sombra de uma realidade maior que está além do limitado alcance da nossa visão.
Quando um cristão passa a ser celebrado nos círculos intelectuais dominantes, nota-se que o cristianismo apresentado foi diluído e os tons ofensivos ao homem natural encontram-se reduzidos de brasas incandescentes
a cinzas inofensivas.
A beleza, criatividade e alegria de Deus esparramam-se pela natureza aguardando que o distraído ser humano possa observá-la mais de perto. Mas o entediado não tem mais tempo para as coisas comuns. Vive tão absorto nos
afazeres da vida que não consegue vislumbrar as sombras da Realidade maior, a assinatura do Artista em sua obra.
Deus não existe. Se Ele existisse seria apenas mais um objeto. Deus antecede a existência, assemelha-se mais ao invólucro que a agasalha, a nascente de onde sai o filete da vida. A linguagem é limitada. Só é possível a teologia no terreno da analogia. Deus não se encaixa num exemplo mais amplo, porque se encaixasse, o gênero do qual Ele se tornaria membro seria maior do que o próprio Deus. Todo esforço linguístico sequer toca nas bordas da divindade. Sem Ele “nada do que foi feito se fez”.
A qualquer momento, quando estiver desprevenido, Deus pode vir e pedir algo que balançará os alicerces daquilo que imaginara para a minha vida. Quando não estiver esperando, poderei ser surpreendido pelo “Não temas!”. A questão não é como Ele vem, mas como eu respondo ao chamado.
Faça da distância a comprovação do amor que sente,pois ela é o atestado de dor que nos faz querer amar,amar,amar...
Houve um tempo em que eu pilotava um simples carrinho de rolimã. Naquele tempo, Parecia-me muito bom a idéia de um dia possuir um carro. Hoje dirijo um bom automóvel, mas como tenho saudade do meu carrinho de rolimã.
A morte dele pra mim foi uma coisa trágica, o pior momento da minha vida, vi ele em seus últimos momentos, caindo em cima de mim e dando seu último suspiro...
Enfim, foi duro pra mim, sou apenas uma criança, assumo não estou preparada para a morte de um ente querido, fico com vontade de gritar de dor, não tenho mais medo de morrer, muito menos de chorar, já cheguei ao mundo chorando e com certeza vou sair dele chorando também.
As vezes é preciso ficar em silêncio. Aquietar um pouco o coração. Deixar a emoção no frio e vestir o casaco quentinho da razão.
O que nos define não passa de palavras criadas através do ponto de vista dos outros. O silêncio e a forma mais acertada de definir nossa essência e seguir o lema "Carpe Diem".
“Os dias se tornam silenciosos, as noites solitárias, as manhãs nebulosas. Tudo aparenta não fazer sentido quando sua presença é ausente em meus dias.”
