Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Rebobina a fita da vida e volte no tempo, antes do aborrecimento que a ausência causou. Te conheci, esqueci o sinônimo do sofrimento, a vida me quis feliz e a tristeza passou.
O álcool não consola, não preenche os vazios psicológicos, mas supre a ausência de Deus. Não compensa o homem. Pelo contrário, anima a sua loucura, transporta-o a regiões supremas onde é mestre do seu próprio destino.
O bem-estar, a ausência de sofrimento, deixa a alma subdesenvolvida. Não que alguém deva perseguir o sofrimento, isso seria antinatural. Aceite-o com coragem. É preciso ter coragem para aceitá-lo, e entender que ele é enviado por algum motivo. Ele tem um propósito muito importante.
A presença de Jesus na embarcação da nossa vida, não significa ausência de tempestade e sim que o barco não irá afundar.
Hoje mandei a saudades passear, ir lá na esquina ver se estou por lá.
Alias, já deixei recado e mandei avisar: Tô saindo para Ser Feliz e demoro muito a voltar.
No vácuo do seu silêncio, fica a saudade do que não aconteceu, porque a mente insana criou a ilusão, mas a realidade emudeceu.
Eu tenho saudade do que ainda não vivi, dos lugares e pessoas que ainda não conheci. Sinto saudade do que ainda está por vir. Tenho saudade de um futuro que desconheço.
Exige-se longo tempo e paciência para enterrar uma ausência. Aquele que se foi ocupa todos os vazios. Como água, também a ausência não permite o vácuo. Ela se instala mesmo entre as pausas das palavras.
Vez em quando eu sinto uma saudade estranha de algo que não tive, algo que não vivi, mas é como se tivesse vivido. No fundo mesmo, acho eu, que isso acontece porque em algum canto do planeta tem alguém pensando do mesmo jeito. É como se um coração estivesse mandando recado pro outro: Me espera que eu tô chegando.
Ricardo F.
Saudades daquele tempo que eu não vivi, quando os homens se cumprimentavam por educação e as mulheres usavam lindos chapéus com penas de pavão. Saudades daquele tempo quando os avós contavam histórias pros netos e passear no parque era diversão. Bom foi o tempo em que a família era patriarcal e se casava pra ficar casado. Tempo que havia respeito, cavalheirismo, romantismo e até amor, não apenas paixão. Saudades das cartas escritas à mão, daquela luz no lampião, das frias noites de solidão. Naquele tempo as amizades eram preservadas e o sobrenome valorizado. Naquela época, nem faltava tanto pão... cada um tinha um pezinho de limão. *-*
O luto não passa, pois a dor da saudade não acaba, se transforma ao avançar dos dias, as lembranças viram companheiras de estrada e, quando o abraço faz falta, é só revirar as nossas lembranças e lá está o abraço, o colo, a palavra, o carinho... Tenho um grande e valioso baú de lembranças, graças a Deus eu tive um pai inesquecível, tento todos os dias alcançar só um pouquinho o que ele fez e representa pra mim na convivência com os meus filhos.
O meu maior orgulho é ser filha do seu Edio!
Meus olhos transbordam a dor da tua ausência, que escorre descontrolada por minha face rubra de saudade.
SAUDADE:
O que me faz lembrar do passado, mesmo sem eu querer, o que me faz sofrer mais um pouco, mesmo sem eu saber...
Quinta-feira fria, eu com saudades e cheia de ódio. Você distante e cheio de indiferença. Pois bem, eu espero, amanhã é sexta e o sol já vai sair!
” Quem não procura é porque não sente falta
Não não, é que a saudade é grande, mas o orgulho é bem maior. ”
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.
Nota: Trecho de um texto do autor.
