Poemas de Sabedoria
LICENCA POETICA
No universo tudo e' perfeito: volátil, lindo e quântico; a vida continua tal como a morte- e tudo flui porque e' o natural, natural como um sorriso despretensioso capturado pelo fotografo, então contestar tudo isto e' fazer poesia.
AVENTURAS DA ALMA { SONETO}
A jornada começa com um "traçado caminho":
De sonhos, ânimos acendidos e esperança.
Esperança nova: velozmente ou de mansinho.
A velocidade não conta, mas a temperança.
Num caminho e' possível a felicidade plena.
O que um mar de chuvas nos da' de frescas,
O céu azul em sol e esperança quiçá acena;
Uma nova estação ou somente terras secas.
E' preciso esperar o inesperado pelo coração.
O coração nunca pensa no mais simples,
O coração nunca decora uma canção.
O animo e' da alma o coração não sabe.
O Coração e' cego quando fala a alma.
E mesmo sem razão pede p/ que acabe.
poeta_sabedoro
"MUNDO NOVO"
Estava radiante este dia, estava radiante...
Dia de passeio ao parque, sol, luar, ar puro.
Aos que vivem em cidade deviam... avante!
Levanta e vá de encontro ao nosso futuro!
Neste percurso encontrarás nosso caminho!
Não em casa, não na volta, não no parque.
O "caminho esta lá fora"; e' o jeito , sozinho!
Sozinho; encontrar o jeito que se embarque.
No parque reina a liberdade de expressão:
Vi crianças, liberdade, direito, democracia...
E todas brincavam ora no balanço ora não.
La' pras tantas do relógio o apito; o' dureza!
Pois o que todas temiam e' a hora de voltar.
Agora eu vejo! Tudo passa, e' só a natureza!
poeta_sabedoro
Ausência {soneto}
Bom dia! Pra onde foi a poesia?..
Se não consigo ver as borboletas...
Se as crianças agora espoletas,
Não pensam em doce-ambrosia...
Bom dia! Pra onde foram os pássaros?..
Se não os vejo celebrando o dia...
Se esconderam com a poesia?..
As aves e homens são muito raros.
Se as palavras pudessem consolar...
Mesmo que pudessem a alma ferir...
As feridas haveriam de estancar...
Se homens pudessem voar, voar...
Se palavras homens pudessem ferir...
E se toda poesia pudesse retornar...
poeta_sabedoro
UTOPIA
Amor sem sal, num saleiro insosso
Sufoco d'alma, suspiro sem vida.
Amizade tal qual sem vinda nem ida.
Presença desbotada, sem endosso.
Ah, bem querer, mal querer; funciona!
Transporte-me para um oásis de luz.
Afasta-me deste abismo que nada reluz.
Leva-me pro céu que tudo vem 'a tona!
La' o amor e' pleno e sem medidas
Não há contagem de tempo vital.
No céu tudo e' verdade e formal.
Afinal, viver lá nas nuvens contidas!
poeta_sabedoro
"Ser grande não e' maximizar qualquer pequeneza no universo, isto e' ser grande no pensamento ser grande e' verdadeiramente imergir em algo grande como o mar, assim uma pequeneza se aglutina em algo maior a fim de dividir seu titulo de maioridade, em conseguinte noutro panorama o mar pode ficar pequeno e sua pequeneza necessitar de imergir em outro canto do universo e por vez o universo... Nada e/ou ninguém e' grande por si só, isto constitui num ligeiro engano, pois sempre fazemos parte de algo maior. Necessitar do outro em nossa composição vital e' natural e nos faz compreender o quão somos singulares e ainda universais.
_Assim diz um viajante do tempo."
poeta_sabedoro
CONSTERNACãO
Pura tolice?!..
O coração tem que ser forte!
O coração e' o comunicador/tradutor da alma que leva e traz.
O coração recepciona o mundo e filtra os comuniques para que
não fira a alma.
A alma em essência e' boa, e a tudo isso devemos ao porteiro
que e' o coração, esta' ai o motivo de o coração ser um falseador
das emoções.
Contesta a realidade, porque e' espirito de felicidade e quer que
tudo dê certo.
Existe em nós força que emana da vida, esta e' simplesmente
por estar vivo, e ainda outra força que advém das motivações
diárias; a estas chamo de causa e efeito, e' força produzida
a partir das ações.
As primeiras forças de um ser vivente são aspiradas do próprio
ânimo da vida, de maneira tal que a segunda não subsiste sem
a primeira.
Ao ânimo da vida está a chave do liga-desliga, ÂNCORA da alma.
De modo que o capitão de sua vida e' você e onde aportar seu
coração faz toda diferença.
poeta_sabedoro
VIDA PROJETADA
Se alguém num dia comum...
Havendo chuva ou sol,
Se este alguém diz que o dia e' conflituoso e se põe a murmurar...
Este alguém passa a contestar o criador do universo e este
Conflito não esta' no mundo senão no próprio
Pensar...
Passa por entre este e o pensar duas vidas que em versos posso
Afirmar...
Uma vida e' a vida que se vive, esta beija a realidade;
A vida real que podemos medi-la e retrata-la.
A outra vida e' a do pensar; a projetada no pensamento.
A esta ultima a projeção contorna o idealismo, com o qual o pensamento
Passa a lidar.
Com todas as forças do ser tentamos viver o ideal, não somente vivermos
Com o respirar.
Entre a vida real que podemos tocar e a outra do pensar reside a distancia
Da incerteza que por ela a tornar.
Numa hora somos galinha e conhecemos bem o quintal a ciscar...; e nosso
Mundo e' grande como um quintal.
Noutra hora somos águia e o mundo e' nosso quintal, assim como o galinha
A águia precisa conhecer seu espaço.
Vivermos contidos num espaço "ideal" ou viver o ideal num espaço, não contidos.
Se somos galinhas estamos a esperar diariamente pelo criador...
Se a morte muda seu cardápio e' certeira a sorte.
Esperar, esperar... num quintal ate' seu final, mas,
Se somos águias já estamos nas alturas com o criador e a sorte e' levada
em conta.
Que os anjos sejam piedosos! Que os anjos sejam vegetarianos!
MALDADE {SONETO}
Em minhas andanças por ai, topei com a maldade
Não era tão boa quanto tão ruim, era desfaçatez.
Bem... era dissimulada a cara meio boa, e talvez,
Inexpressiva, tinha cara de nada, pura bondade!
Exclamei: Quantas maldades não reveladas!
Nunca fui bom em maldade, antes ser bondoso,
Talvez eu quisesse dela ser amigo, era perigoso!
Neste mundo cruento, nefasto, de mãos dadas,
Exclamei: Quantas bondades não reveladas!
Quais bondades ficarão ressequidas no tempo?
Quais maldades serão percebidas a tempo?
Maldades, bondades... são somente palavras:
As maldades na sola dos pés sujos, todos verão.
As bondades no lado esquerdo do peito; coração.
poeta_sabedoro
AMOR MALOGRADO
Tu que lançares-te ao amor, lançaras-te ao mar
Tu levaste sol aos vales encantados do amor,
Bem sabes tu que o amor cria um espaço sonar,
Na frequência do amor não há rusga, estridor.
E no instante que a massa prima torna sintoma
O amor; este mesmo amor se reveste do torpor.
Se vem em demasia dor e' paixão que o toma.
O amor e' silente e chega como vento arpoador.
Não se sabe quando e como se deu o malogro
No amor tudo e' levado por primorosa afeição,
Num duelo transloucado, quem sacou "el logro"?
Quem pendeu-se a saber do baile no coração?
poeta_sabedoro
"Assim como uma pedra preciosa não tratada e' a mulher
que em instância alguma perde seu valor, conquanto 'as
adversidades da vida; antes reveste-se de luz própria."
MINHA AMENDOEIRA
Um dia fui até que [ por demais feliz],
Lembro-me de uma velha castanheira.
Embaixo dela brincava no tempo de minha
Infância.
Chamava-a pelo nome de castanheira, mas,
O que se comia era a amêndoa [ o fruto].
Certo dia dessas distrações de criança,
Pus-me a brincar num balanço improvisado.
De maneira meio solta e leve com a vida, como
A quem não deve nada e não sabe de nada.
Comecei numa pressa de viver o momento
Que só e' peculiar 'as crianças.
Na primeira balançada foi um vai e vem
Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada
Um pouco mais ousada, rabiscando os pés no
Chão para dar impulso.
Era um sonho de voar nas estrelas e retornar ao
Chão.
Ali nos braços da castanheira via que
Amêndoas eram estrelas e o céu era somente
Outro lugar.
Na terceira vez foi um tanto celestial e eternizada,
Pois povoa minhaslembranças ate' os dias de hoje.
Quando atirei-me para a terceira vez foi num impulso
Potencializado pelas primeiras vezes. E dessa vez
Fui ao céu da castanheira bem perto das amêndoas;
Amêndoas [ que eram estrelas].
Quando retornei ao meu corpo, senti que um portal
Se abriu e via perfeitamente como num telão
Aqueles dez segundos que relataram toda minha vida.
Só percebi coisas indeléveis, doces e inocentes como
Coisas de crianças. Então passei a vigiar-me para
Que nunca cresça a ponto de não ser mais criança.
A única e grande verdade e' que nosso anjo e' a criança
Permanente em cada um de de nós.
O adulto e' um ser oculto que se despiu das asas brancas
E enveredou-se no sombreado da vida.
Tudo isso eu sei porque era criança, e via como as crianças
Viam e nada saberia se já fosse adulto.
poeta_sabedoro
"Procuramos a distração por querer, e vagueando pelo sol intenso e pleno percebemos que o dia também fenece com o entardecer, então procuramos distrair da distração como um dever"
VIDA VIVA
A vida e' uma forma agonizante de temer...
A vida seria toda uma agonia,
não fosse o recepcionar de mais um ser.
Va'! Sirva-se do tempo com ou sem poesia.
Ao nascer algo magico acontece
No fulgor de ser desabrocha uma luz
O tempo e' como um mosaico que padece
Um bolo de canduras esmaece e reluz
A vida seria toda uma agonia,
não pudesse o vento, o sol, a lua,
por mais uma vez sentir... eu iria
Pra Deus clamar: _Que vida flua!
TERTÚLIA FAMILIAR
Que comece mais uma “tertúlia”! Abaixo à internet!
Que cada um possa falar! Mas de longe? Como escapar?!; salve 'a rede!
Família é coluna. Pra todos: elementar.
Família é o sustento que sustenta de onde está.
A distância é quebrada sem aperto de mãos, sem aquele cafezinho...
Mas com o acalento das emoções ao conversar.
Primeiro: a casa dos pais nos resguarda do mundo, fisicamente, o coração.
Depois guardamo-nos de perder o caminho das emoções... de certo que a razão.
Família é sempre família! Pode ser a de sangue, ou a que conquistamos;
Destas sortes que nos fazem viver!
O que é verdade para todos nós; é que família é aquela que nos leva ao “reencontrar”:
Reencontrar o irmão, mãe, pai... família!
Mas principalmente o próprio “EU”.
poeta_sabedoro
MEU POEMA ERA...
Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...
Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.
Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.
Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!
O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...
poeta_sabedoro
ETÉREO AMOR {Soneto}
O amor que não questiona nada, somente - É -
A vida aconteceu num sopro e aos ouvidos ma deu:
Viva! A palavra se tornou em decreto porque é o que - É -
Na essência do ser foi como se deu e onde se esqueceu
Porque não se olha para a formiga e diz:
Por que és tão pequena? Por que não foi ser grande?
Não se perturba o elefante perguntado sobre seu tamanho
Isso não se questiona! É a natureza do bicho - elefante -
Natureza intima de todas as coisas
Assim se firmou tudo na terra e céu - assim é o que é -
Nada obscuro quando se tira o véu
Natureza intima de todas as coisas
Amor é só o amor. O que é o amor? - amor é o que é -
Etéreo obedecer da natureza com primor.
Poeta_sabedoro
AUTóPSIA
Loucos! O que procuram neste poema?
_Óbito bem definido - pode registrar.
No tempo jaz o bisturi de tal dilema,
Vossos corações podem aquietar.
O tal já vinha há tempos dissecado.
Ele chegou e repousou na maca jacente
Óbito bem definido foi o que eu disse.
A família dizia: _há tempos doente!
Salvem o poema! Alardeou alguém.
Mas já era tarde o mesmo jazia.
Sequer uma evocação promulguem!
Nunca se viu fato descomedido assim
O poema vive e levantando bradou:
Quem a esperança perdeu ou já amou?!
