Poemas de Rosa

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A delicadeza de uma pequena rosa
com suas folhas verdejantes,
formando uma imagem bastante encantadora
de uma essência cativante
de uma flor e sua formosura.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Rosa era uma sonhadora, tinha uma alegria em viver,
Certo dia, isso mudou, tinha chegado seu sofrer
e não pôde fazer nada,
ao acordar,viu que sua família
lhe tinha sido arrancada,
Logo percebeu que precisava
se fortalecer, que não podia ser a mesma
se quisesse sobreviver,
Com muito esforço e esperteza,
Não desistiu, conseguiu sua fé manter
Construiu um escudo com fortes espinhos para sua defesa,
E apesar das dificuldades,
voltou a florescer.

Inserida por jefferson_freitas_1

Uma Rosa que desabrocha
De Tão Intensa, De Tão Formosa,
É uma Singela amostra de vida
Que encanta, que inspira.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠A ROSA E SEUS ASPECTOS.
Da Rosa que hora morta
deitada sobre a cova em mistério
Ninguém pode furtar-lhe a arte do ser belo
Mas antes que vire pó ao próprio berço do cemitério
Pranteio ali o poema ereto
E como tudo desfalece
Também faz o mesmo a lágrima que lhe desce
Encontram-se neste momento
Divinos polens de grandes espectros
A renderem graças
Pelos campos, jardins, bosques ou praças
À beleza da rosa e aos seus aspectos.

Inserida por Marcelo_C_Monteiro

Não por orgulho meu, mas antes por me faltar o raso de paciência, acho q sempre desgostei de criaturas que com pouco e fácil se contentam.

... nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.

A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que não se misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data.

Tudo o que já foi, é o começo do que vai vir, toda a hora a gente está num cômpito. Eu penso é assim, na paridade. (...) Um sentir é o do sentente, mas outro é o do sentidor. O que eu quero, é na palma da minha mão.

Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Nota: Fala de Riobaldo, in Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa

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Ando a ver. O caracol sai ao arrebol. A cobra se concebe curva. O mar barulha de ira e de noite. Temo igualmente angústias e delícias. Nunca entendi o bocejo e o pôr-do-sol. Por absurdo que pareça, a gente nasce, vive, morre. Tudo se finge, primeiro; germina autêntico é depois. Um escrito, será que basta? Meu duvidar é uma petição de mais certeza.

Guimarães Rosa
Tutameia. In: João Guimarães Rosa: ficção completa, volume 2. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.

Nota: Guimarães Rosa, in Tutaméia

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Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo.

Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Nota: Guimarães Rosa, in Grande sertão: veredas

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Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. (…) A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. (…) Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe; e se sabe, me entende.

Até hoje, para não se entender a vida, o que de melhor se achou foram os relógios. É contra eles, também, que temos que lutar...

Guimarães Rosa

Nota: Guimarães Rosa, in Tutaméia

Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.

Guimarães Rosa

Nota: A Terceira Margem do Rio, Primeiras Estórias, Guimarães Rosa

Quantas mangas perfaz uma mangueira, enquanto vive? - isto, apenas. Mais, qualquer manga em si traz, em caroço, o maquinismo de outra, mangueira igualzinha, do obrigado tamanho e formato. Milhões, bis, tris, lá sei, haja números para o Infinito. E cada mangueira dessas, e por diante, para diante, as corações-de-boi, sempre total ovo e cálculo, semente, polpas, sua carne de prosseguir, terebintinas.

Guimarães Rosa

Nota: Guimarães Rosa, in Tutaméia

A filosofia não é um modo de conhecer o mundo, mas o de nos conhecermos no mundo.

A paz é a consciência de que, essencialmente, só somos necessários a nós mesmos

Não podemos mudar o passado, mas devemos fazer um futuro melhor, pois errar faz parte do crescimento humano e dar uma nova chance pode ser a única forma de ser feliz!

Quem anseia pelo aplauso do povo, mesmo que seja um erudito, não é um sábio. O sábio não busca a aprovação popular.

Tenho a chave para a felicidade, mas acho que mudaram a fechadura! Porém já encomendei outra porta.

O ruim de ser sempre sorridente, é que quando você não sorri, sabem que não está bem. Aí vem a parte ruim de verdade, ter que mentir “não foi nada”, pra não ter que lembrar tudo novamente.