Poemas de Romance
A seletividade do amor pode ser explicada, mas não justificada: para aquilo que não apreciamos no amor, nos tornamos voluntariamente cegos, distorcendo a percepção até que ela silencie ou nos agrade, e esta aposta na melhora espontânea do desencanto parece ser uma das maldições mais longevas de nossa espécie.
Morremos por amor, sofremos por amor, nos calamos por amor, choramos por amor, enlouquecemos por amor e nos sentimos sós porque amamos.
Amamos porque nossos desejos nos fazem acreditar que outra pessoa nos trará a felicidade – o que é um imenso equívoco.
A Paixão é um caldo fervente de interdependência emocional que despejamos sobre outra pessoa. Ingeri-lo implica em uma perda no mínimo parcial de si mesmo.
A paixão é uma Deontologia baseada na vítima, onde a vítima é o sujeito que diz estar amando: ele deseja para si todos os direitos, inclusive o de sequestrar e parasitar o outro como uma filial, transformando-o em uma franquia externa de suas angústias destinada a trabalhar incessantemente para quitar os débitos de sua própria miséria emocional.
Intimidade é convidar o outro para conhecer um pouco do seu “eu” mais interior, tornando-o uma mistura de consultório médico e confessionário.
Sempre que o Amor é vivenciado como uma resposta imunológica a uma delicadeza que nos fragiliza, ele deixa de ser aconchego e elegância e se converte em uma batalha cruel em um charco de flagelos.
O objetivo da vida é conhecer-se a si mesmo - e o Amor é um dos mais nobres caminhos para esta meta.
Você é mais que inspiração, você é mais que perfeição pois és o sem-igual, o mais perfeito e sem explicação, és o que aquece meu coração e o que dá vida ao meu poema... Tu és a minha musa, a mais bela e perfeita!
Só posso dizer que lágrimas são o que descrevem o que sinto, só posso dizer que chorar é a forma mais doce que vejo de lhe recitar uma serenata ou talvez uma poesia, sei que para muitos não tem importância mas para mim é o canto, é o cantar da alma!
Se um tiro de fuzil atravessa o concreto, seu silêncio arde no meu peito como algo incerto, indiscreto, corrói cada traço, preenche cada espaço, deixando um rastro, de dor e estilhaços, se não diz o que sente, como saberei como ajo?
Você me mostrou que sempre haverá obstáculos, que sempre terei que lutar mas que nem sempre poderei vencer!
Só me ligue quando quiser falar do que sente, só me ligue se for dizer que me ama, só me ligue se puder ser honesta consigo mesmo!
Não é que o amor não exista e que não deva existir. É que não sabemos ou confundimos o que é o amor. Tem-se um entendimento errôneo com ele em relação à literatura, ao romanceado ditado pelas novelas e filmes. E aí leigos acham que amor é (são) declarações e ele como substância. O amor é nada mais que o carinho, afeto que temos, e que no caso criamos ou adquirimos por alguém. O amor está nas pequenas coisas e não em grandes demonstrações. Está nos atos, é quando o pai deixa o último pedaço de algo para o filho comer. (17/11/2017)
Se você não consegue se relacionar com alguém por pensar diferente de você ou por pecar de outro jeito, não é amor a Cristo, é ignorância!
A diferença entre as palavras e um revólver é que o revólver atinge de fora pra dentro, ferindo a pele, e as palvras de dentro pra fora, atingindo o coração.
Quando alguém fala mau de outra pessoa para você, ela não está apenas expondo alguém como revelando quem exatamente é.
