Poemas de quem Deu um Fora

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O sol da tarde entre a janela
À árvore lá fora
À rua silenciosa
Repleta de amanhã

Vida

A vida é bela
Nós que olhamos
De outro ângulo
De fora para dentro
Mas se olharmos
De dentro para fora
Veremos que cada um
De nós é arte única
Que não tem preço.
E o escultor é Deus!

⁠jogue os seus problemas fora
Bem jogados
Para que ninguém
Tropece
Nos estilhaços

O Arrependimento a Tempo


Ah, se houvesse mais tempo…
Para se arrepender do que fora dito...
Palavra equivocada que ofende,
Dita na brincadeira, mas que ficou esquisita,
Num momento errado, e pra quem não entende.


Ah, se houvesse mais tempo…
De recolher palavras jogadas ao vento,
Tomaria uma a uma, sem perder nenhuma
Juntaria todas sem nenhum lamento
Não perderia isso de forma alguma.


Ah, se houvesse mais tempo...
E o desejo de um lugar melhor,
Poder falar, por um momento,
Apenas uma palavra de valor.


Ah, se ainda houvesse tempo…
A chance de recuperar o tempo,
Plantar uma árvore, vê-la ao vento,
Sentir o perfume que exala sempre.


Ah, se ainda houvesse tempo…
A vida passa e ficamos velhos,
Sentimos a dor da despedida,
As vistas cansam ao olhar no espelho.


Ah, se ainda houvesse tempo…
O tempo passa e não espera por ninguém.
A solidão nos alcança em um instante,
Não dá tempo para ficar refém.


Ah, se ainda houvesse tempo…
Rever amigos que estiveram bem presentes,
Marcaram a vida com seus esforços,
Estarão marcados em nossas mentes.


Ainda bem que deu mais tempo…
O arrependimento veio em tempo.
A oportunidade foi mais capaz
De mudar todo o sentimento
E torná-lo, assim, tão sagaz.
Capaz de mudar aquele mau momento.


Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026

🫂🧣🔥
"O frio lá fora congela o tempo, mas embaixo do nosso cobertor o clima incendeia. Não existe inverno que resista ao calor da tua pele e ao compasso calmo do teu abraço."
— Anjinha Sensual

🫦🕯️🔥
"Apago o mundo lá fora para celebrar o nosso amor entre quatro paredes,
Onde a doçura do anjo se perde no fogo de todas as tuas sedes."

Quando eu Partir
Deixarei
As gavetas desarrumadas
Coisas fora do lugar
Roupas e calçados sem uso
Contas a pagar
Leituras e escritas inacabadas
As palavras de conforto
As conversas gostosas
Os abraços que aliviaram a dor
E muito amor ...
Levarei
Segredos não revelados
As palavras não ditas
Os abraços e beijos não dados
Os elogios não entregues
Os sonhos não realizados
Os almoços e encontros adiados
As histórias não partilhadas
E os amores não vividos ...

*
"Se o "Juiz de Fora" fosse o Alexandre de Morais, bem que podia
deixar também essa tal "Audiência de Custódia"
de fora pra dar lugar a um princípio bíblico" em (Eclesiastes 8:11) que diz:" por não se executar logo a sentença contra um ato mau, o coração dos homens se enche de coragem para fazer o mal."
___________________________________🙏

O maracujá por fora é calmaria enrugada,
mas por dentro guarda tempestade doce…
igual gente que aprendeu a sorrir depois das trovoadas.

SUBMERSA EM MIM


A chuva lá fora transborda o que carrego no peito. Sob o toque das gotas, perco-me em correntes submersas, vendo que, nesse oceano, não há margem para voltar — apenas o agora, profundo e infinito. Um mergulho intenso que só eu sinto.
Lu Lena

Enquanto o mundo lá fora faz barulho,
tua delicadeza é meu maior orgulho.
Mulher que encanta pela alma serena,
que faz a vida valer a pena.
Então, fecha os olhos, solta o nó,
na imensidão de ser uma só.
Longe da rua, do teatro, da lida,
aqui a paz é a tua medida.
Não há cobrança, não há porquê,
o mundo descansa dentro de você.
O melhor lugar onde eu poderia estar,
é no silêncio doce deste teu olhar.

Lá fora,
o mundo chora
em pingos de cinza e vento.
Aqui dentro,
o coração transborda
no silêncio do momento.
A chuva lava a rua,
o peito acolhe a paz:
quando a alma se inunda,
o barulho não

O céu hoje decidiu se demorar,
e nesse cinza que lá fora insiste,
minha mente encontrou o seu lugar:
a luz que em toda a sua calma existe.
Observo o mundo se lavar aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
que só conhece o dom de fazer o bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Sua bondade é a minha claridade,
meu porto seguro, meu norte e meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois ter você por perto é ter a paz.
Seu brilho é o presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor satisfaz

Lá fora o mundo se desfazia em cinza,
chovia e eu pensava em você,
enquanto cada gota que batia no vidro
parecia querer ditar o ritmo do que sinto.
Não era uma saudade triste, dessas que apertam,
era um desfile de memórias bonitas,
daquelas que aquecem meu coração
mesmo quando o vento lá fora sopra frio.
Pensei na luz que você carrega sem notar,
nessa bondade rara que transborda em gestos,
e em como suas virtudes desenham um abrigo
onde a maldade do mundo não consegue entrar.

Lá fora, a água desenha o caminho,
enquanto aqui dentro eu desenho você.
Penso em como o mundo seria sozinho,
sem a doçura que seu gesto oferece.
Não é só o brilho, é a firmeza do passo,
essa bondade que não pede vitrine.
Onde muitos cansam, você faz o abraço,
e faz com que a fé em nós dois se ilumine.
Suas virtudes não são ouro ou prata,
são flores que crescem no meio do vento.
Uma alma tão nobre, que o tempo não gasta,
que é porto e abrigo em todo momento.
A chuva lá fora só molha o caminho,
mas o seu coração é o que faz o jardim.
Te amar é saber que nunca estou sozinho,
é ter o melhor da vida em mim.

Céu de algodão,
café na mão.
O mundo lá fora em câmera lenta,
enquanto a paz aqui dentro se sustenta.
Sem pressa de ser,
só o prazer de agradecer.

Filtro o café e a conveniência,
deixo lá fora a vã aparência.
Entre quatro paredes, a vida é real,
sem o ruído do que é artificial.
Meu lar não tem palco, só tem coração,
tem amor no bule e paz no chão.
Quem vive de essência não precisa de luz,
o brilho de casa é o que me conduz. ⁠

⁠O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.

A casa se cala e o tempo se estica,
No centro da sala, sou sombra e espera.
O grilo lá fora sua nota replica,
Única voz dessa imensa atmosfera.
Um carro ao longe, um som que desmaia,
Corta o asfalto e mergulha no breu.
Enquanto o cachorro na rua se ensaia,
Latindo pro nada que o sono esqueceu.
Aqui, o vazio não pede licença,
Ocupa a poltrona, o teto, o chão;
É quando a ausência se torna presença,
No ritmo lento da própria solidão.
O mundo acontece do lado de lá,
Em luzes de estrada e latidos ao vento.
Aqui, sou o grilo que não quer parar,
Preso no eco do meu pensamento.

Desliga a mente, acalma o passo,
encontra o colo no teu próprio abraço.
O mundo lá fora pode esperar,
tua única tarefa agora é respirar.
Sem metas, sem pesos, sem o que provar,
apenas a paz de se deixar estar.