Poemas de quem Deu um Fora
Não importa o peso que você tenha em seus ombros, a escolha de ser feliz hoje é de dentro pra fora.
Se você tem vivido um processo de dor e sofrimento por circunstâncias externas que estão fora do seu controle, sendo indefinido o resultado e o tempo de sua solução, saiba que a escolha de sorrir agora é sua.
Em primeiro lugar entenda que tudo é do jeito que tem que ser, procure aprender com o que está vivendo.
Em segundo lugar, pare de antecipar o que ainda não aconteceu porque geralmente não acontece mesmo e, quando acontece, é bem menos doloroso do que você ficou meses imaginando.
Faça a escolha certa agora, pratique e deseje o bem para o próximo, sorria e agradeça o milagre que é a sua Vida.
Viva um dia de cada vez e seja feliz só por hoje
Nova Configuração
A vida chega sem chegar,
porque ninguém veio de fora.
Só a matéria mudou de lugar
e, de repente, conta as horas.
O carbono aprende um nome,
a água inventa uma memória,
o corpo sente frio e fome
e chama isso de história.
Que ironia tão precisa:
o universo, indiferente,
reorganiza a própria argila
e ela se julga diferente.
Diz “eu sou” com voz segura,
como se fosse substância,
mas é padrão, processo e trama,
equilíbrio em circunstância.
Ama como quem será eterno,
teme como quem pode perder,
sem notar que o fim do inferno
é apenas deixar de manter.
A morte não rouba uma essência,
não apaga um ser escondido;
rompe relações, desfaz cadências,
desmonta o arranjo produzido.
E a vida, solene e vaidosa,
ergue monumentos ao acaso:
uma configuração nervosa
tentando sobreviver ao prazo.
Ainda assim, há certa beleza
nessa ilusão sem impostura:
a matéria, por breve proeza,
contempla a própria estrutura.
Nada nasceu como entidade,
nada parte para outro lugar.
Só muda a forma da realidade
e uma forma aprende a chorar.
De fora para dentro,
o observador desperta.
E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.
Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.
E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.
A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.
O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.
Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.
Então ele cria o novo.
Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.
Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.
Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.
Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.
A Fortaleza que Habita em Nós
Nos dias de calmaria, muitas vezes esquecemos do tamanho da força que trazemos guardada na bagagem da nossa alma. É nas horas de tempestade, quando as lutas diárias parecem pesadas demais, que essa energia oculta desperta e nos sustenta. Você não caminha sozinha e nunca recebe um fardo maior do que a sua capacidade de carregar. Confie na sabedoria da vida e na centelha divina que habita no seu peito. A mesma força que ajudou você a vencer os tombos do passado está ativa agora, pronta para guiar seus passos rumo às próximas conquistas.
Com os olhos vermelhos de tanto chorar
La fora há muita gente para te julgar
Tenha coragem e em frente o medo , deles que so sabe perguntar mas nunca se importar .
Com os olhos vermelhos eu me dispenso dessa gente que não sabe nem amar muito menos te ajudar .
Na minha insônia
As estrelas lá fora piscam em cumplicidade,
Enquanto a mente vagueia em busca de paz,
Cada minuto se estende em eternidade,
E o sono, esquivo, não vem jamais.
Mas há beleza na quietude da noite,
Nos segredos que ela sussurra ao coração,
E mesmo na insônia, há um toque de açoite,
Que desperta a alma para a introspecção.
Estou chorando de novo.
As lágrimas caem como a chuva lá fora.
A diferença é que a chuva é ouvida,
e as minhas lágrimas, não.
Penso que eu era como o céu pela manhã:
limpo, claro e sorridente.
Durante o dia, ficou nublado,
e, à noite, não aguentou mais e choveu.
Na minha infância, tudo era mais colorido.
O céu era azul, a grama, verde.
Quando fui crescendo, tudo perdeu a cor.
O céu, nem sei mais de que cor é,
e a grama faz tempo que não vejo.
Corações de Pedra
Há pessoas que parecem duras como pedras, mas, na verdade, nem sempre foram assim. Um dia, foram delicadas como pétalas de rosa, sensíveis ao toque e às palavras.
E corações sensíveis, como pétalas, tendem a ser mais frágeis, ferindo-se facilmente ao encontrar outros corações que, por também terem sofrido, deixaram de ser pétalas e se transformaram em pedras afiadas e cortantes.
Assim, a dor passa de um coração para outro, criando um ciclo de feridas que parece não ter fim.
Se um dia você tiver a sorte de encontrar um coração sensível como uma pétala de rosa, cuide dele. Não o machuque apenas para se vingar de um coração de pedra que, um dia, feriu o seu.
Porque quem escolhe preservar a delicadeza, mesmo depois da dor, também escolhe interromper o ciclo que transforma pétalas em pedras.
-Kaiane Macedo
🌬️ Que sua alma se lembre do ritmo verdadeiro de todas as coisas.
📜 O mundo do lado de fora nos convida a viver uma vida de espetáculo, sob holofotes barulhentos e cenários emprestados. Mas eu sei, e a sua alma também sabe, que a pressa é uma ilusão que fragmenta o nosso poder. Quem corre não enxerga os sinais; quem se apressa não ouve os guias. Por isso, eu te convido ao recolhimento. Te convido à densidade do silêncio. Não confunda este movimento com estagnação. Há uma sabedoria oculta no ato de desacelerar. É o tempo da semente que descansa na terra escura antes de romper a casca; é o ritmo das marés e das fases da Lua. Desacelerar é permitir que a poeira dos dias assente para que o nosso elixir mais puro e cristalino possa, finalmente, decantar na superfície.
🕊️Quando silenciamos o barulho do palco, a energia desce, ancora e toca o chão, o território sagrado da nossa ancestralidade. É na quietude desse compasso que a magia opera e o verdadeiro magnetismo se estabiliza. Que você possa comandar o seu próprio tempo, sem a urgência do mundo, mas com a soberania de quem sabe exatamente quem é por trás das cortinas.
🍃 Respire. Sinta o sopro. O verdadeiro poder nunca esteve na velocidade, mas na profundidade do seu próprio chão.
A noite engole o dia
Cai uma chuva fininha.
O dia vira noitinha.
Tudo lá fora vagarosamente escurece.
O dia entre sombras desaparece.
O verde da relva seca umedece.
Torna-se cinza na cortina da noite que pouco a pouco desce.
Passa o tempo escuro.
No passado a noite fica.
Chega a luz – novo futuro.
Você fechou seu coração
me deixou de fora
jogou a chave fora.
Então, só me resta ir embora?
E agora?
Perdi a noção do caminho certo,
não sei pra onde ir sem você por perto.
Não, eu do lado de fora não está certo
preciso ter você por perto
pra não andar num rumo incerto...
Domingo... faxinei!
Joguei fora papéis velhos,
lembranças que não servem pra mais nada...
Matei as formigas.
Diminuí as tristezas (altas demais, estavam acordando os vizinhos).
Acabei com tudo o que subtrai...
só pra começar a semana alegre...
Então, uma semana alegre pra você também:
Na terra da garoa
Ônibus cheio,
Caos turbulento,
Chuva de granizo,
Enchente lá fora,
Atrasos da vida,
Preocupações expostas,
Rosto sofrido,
Depressão a vista,
Gritos de ajuda,
Choros de raiva,
Buzinas gritantes,
Reza das senhoras,
Horas de descontrole,
Ajuda escassa,
Arco-íris na janela,
A esperança volta.
O caminho
A chuva lá fora,
as músicas no tom certo,
duas taças cheias sem o princípio do fim,
são o caminho para uma bela e representativa noite, juntas são uma demonstração de arte viva, de poesia acontecendo a tudo que os olhos podem ver e os corações podem sentir.
De dentro pra fora fui recomeçando,
Os caminhos foram se abrindo como o mar vermelho se abriu para Moisés,
Um coral de pássaros cantou, os cisnes com a sua elegância dançaram e as rosas com a sua beleza encantaram o novo nascer do sol,
A cadeira de balanço continua a balançar sozinha, o silêncio tomou posse de sua coroa,
passos estão sendo dados em direção a luz.
"Hoje, se referir a processos de elevação pode parecer algo meio fora de propósito, dada as dificuldades morais e sociais que enfrentamos na atualidade e onde tudo é contestado ou ridicularizado, mas se não fizermos um amplo esforço para nos erguermos do chão do Planeta, onde nos encontramos temerosos e atordoados, não alcançaremos tão cedo o dia da felicidade e da libertação.
O caminho é Jesus.
A decisão é nossa.
Avancemos! "
(Instituto André Luiz)
Para a semana: Fé
Para a semana: fé em Deus, fé na vida, fé em nós mesmos. Fé de que a força que nos protege é maior do que o mal que nos desejam. Fé em nossa vitória, porque quem não conspira contra ninguém caminha em paz, com o coração limpo e a consciência tranquila. E todo mal que alguém deseja ao outro encontra, cedo ou tarde, o caminho de volta para quem o alimentou.
Josy Maria 10/08/2026
O Beijo
Te calculei em silêncio
Tentando manter distância
Mas você acontece
Fora de qualquer previsão
Quando chega
Meu corpo responde
Antes da lógica
Terminar o raciocínio
Teu beijo altera o curso
Do que eu achava estável
E tudo que era linha
Vira movimento
No fim, entendo:
Não é sobre resolver
Você é sobre aceitar
O beijo
Chove lá fora, mas dentro de mim chove mais,
O aroma da terra desperta o que ninguém mais faz.
É teu corpo, teu cheiro, teu calor escondido,
Que vem junto da chuva, silencioso, contido
Os 4 cortes
Eles não apontam pra fora.
Não pedem aplauso,
não exigem sinal.
Os quatro cortes vivem dentro,
onde a decisão acontece antes do gesto.
Coragem
é ficar
quando o medo empurra
a porta de saída.
Não grita, não ameaça —
sustenta.
Compaixão
é resistir ao espelho do ódio,
recusar a forma do inimigo
mesmo tendo razão para odiar.
Altruísmo
é escolher o outro
quando o ego pede prioridade,
agir no escuro,
onde nenhuma plateia alcança.
Lealdade
é responder ao chamado
sem testemunhas, sem promessa de retorno, porque o compromisso não depende de olhos.
Quatro cortes.
Nenhum voltado ao mundo.
Todos mantendo inteiro
aquilo que decidiu permanecer.
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