Poemas de quem Deu um Fora

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⁠ANTÚRIO

Se belo, o teu belo á alguns é espúrio
no murmúrio da vaidade de um olhar
és tu, variada cor, ó flor do antúrio
no vermelho da paixão a celebrar
é natureza em esplendor purpúreo
flor do antúrio como não poetar!!!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
outubro de 2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A uma FAMÍLIA, jamais DESTRUIRMOS!... XIII

Se um dia pela ideia, a ti passar;
Trocar teu/ua companheiro/a, por outrem;
Não faças tal, pois em nós há ninguém;
Que te vá dar o havido em vosso estar!

Nesse estar da FAMÍLIA contruída;
Com esse UNIR, que um dia construíste;
Por aquela vontade em que sentiste;
Dar bom, novo rumo, à tua vida.

Tal como em esse haver de ti, FILHINHOS;
De um dia em AMBOS, feitos por AMOR;
Nascido após teu LINDO namorar!...

Acredita, pois, não vais encontrar;
Esse de vós JUNTINHOS, bom SABOR;
E muito menos OS dos TAIS; carinhos!!!

Palavras de quem relativamente à FAMÍLIA, se sente/por certeza 99,999% realizado!

Inserida por manuel_santos_1

⁠A uma FAMÍLIA, jamais DESTRUIRMOS!... XIV

A ti, que estás a esconder a ALIANÇA;
Que um dia em nós fizeste com alguém;
Por favor, não vás enganar a outrem;
Pois ninguém merece essa tal matança!

Também em nossa espécie, a alguém mereces;
Por a ninguém ires fazer feliz;
Devido a esse em ti “ser” sempre infeliz;
Tanto ir fazer sofrer, quem desconheces.

Considerares a ALIANÇA: objecto;
Que possa num bolso, ser escondido;
É nossa inteligência, MALTRATAR!...

E em ti tamanha BURRICE encontrar;
Por tão grande faltar dela em ti havido;
Que tanto, a ti transforma; em um dejecto.

Com um profundo penar, por tua culpa;
(ver imagem deste triste esconder de UMA havida ALIANÇA, na minha cronologia do Facebook)

Inserida por manuel_santos_1

⁠O relógio está
Apontando o instante já
Implorando um abismo
Pra se jogar

Bater asas até o mar
O horizonte o Sol
O vento a nos guiar
Para um cais
Onde o desejo está

Inserida por pensador

⁠Tira do chão os meus pés e minha cabeça
Me cura de um mundo careta
Me leva em suas mãos

Inserida por pensador

⁠Um bêbado não se embriaga com pirolitos Um senhora nunca poisa os sapatos numa caixa de engraxador Um polícia é bonzinho se recusar usar pistola Um correio pode ser carteiro ou um pombo Uma viúva
pode ter envenenado o marido Um cangalheiro pode recusar enterrar
sua esposa por mágoa de a ter matado um chafariz nunca verteu vinho
um autocarro tanto pode transportar fardos de cortiça como fardos de bacalhau e até pipas de vinho devidamente calafetadas uma mulher nunca é gorda se evitar comer açorda Um marreco tem uma bossa arredondada deita-se em cama furada quem tem casa tem um teto
se não o tem está a descoberto
Quem tem carro tem linhas tem carro de mão ou espera o carro do pão tem carretas e carrinhas trotinetas com campainhas e bicicleta com três rodinhas pensos e e dedais nas malinhas

PS. brevemente há mais frescas ou ou quente

casimiro casimirÒ

Inserida por valentim_casimiro

⁠Há um nascer virginal
Deflorado pela poesia
Há um amanhecer de flores
No jardim de minhas fantasias.

Inserida por Cidinhaalmeida

O que aconteceu?
Corria, brincava sorria, um passado coberto de lembranças saudosas.
Carrego comigo a insegurança, a cobrança, pensamentos que surgiram quando eu menos precisava.
Porque precisou ser assim?
O que aconteceu para ter que ser assim?⁠

Inserida por RoguePl

⁠A nostalgia em nossos corações, na maioria das vezes fazem querermos viver em um passado distante, onde apenas conseguimos enxergar as coisas boas, esquecendo das coisas ruins onde a vontade de voltar ao passado, enche o coração de saudade das coisas simples.


Lailison Douglas.

Inserida por lailison_douglas

⁠CRIANÇAS DO ESPAÇO

Eram seres
De um planeta distante.
Únicos no universo,
Todos se chamavam crianças.
Falavam um dialeto estranho,
Que só eles entendiam.

Alegres,
Alimentavam-se de picolé,
Bombons e pirulitos,
E comiam algo chamado pipoca.
Esses visitantes
Não queriam nos dominar.

Brincavam todo o tempo,
Possuíam armas de raio laser,
Que não feriam nem machucavam,
Eram feitas de plástico colorido,
E atiravam água,
Ao invés de fogo e chamas.

Felizes,
Trouxeram-nos presentes:
Peões, pipas, bonecas e bolas,
Objetos chamados de brinquedos.
Depois de uns dias, partiram
Em suas naves espaciais.

Percebemos que vieram da Terra,
Um planeta onde há outros seres
Chamados adultos,
Esses, sim, mais perigosos,
E poderiam nos invadir.

Foi muita sorte a nossa,
Pois não fomos encontrados
Por cosmonautas ou astronautas,
Mas, sim, por doces criaturas,
Pequenos seres do espaço,
Que os chamados de criançanautas.

Inserida por RomuloBourbon

⁠Não é verdade
que eu deixei
de me importar
Eu só aprendi
Um jeito
De me amar mais
Do que a você

Inserida por MiaSousa

⁠Brilha, enquanto viveres,
não te entristeças demasiado;
a vida existe só por um instante
e o tempo cobra seu tributo.

Inserida por samuel_roberto_1

⁠Há tantas coisas no mundo,
E uma delas sou eu,
Dou um mergulho profundo,
Dentro dos pensamentos meus...
Eles gritam e eu escuto,
Eles estão no breu,
E sinto a escuridão como véu,
Embora saiba que lá no fundo,
Há uma luz que dura segundos.
Eu me encontro e me desencontro,
O meu céu é repleto de adeus,
Eles gritam! Eles gritam!
Eles não são seus,
Eles são meus,
E sei que cada um tem o seu,
O mundo dentro do submundo,
Não consciente, no fundo...
Sombras anseiam por liberdade,
O grito escondido deseja ser ouvido,
Na mesma medida nega-se a verdade,
Quando se nega este grito...
O mundo barulhento silenciado,
Guardado por um terrível soldado,
Que tem como arma quem está do outro lado...
E na escuridão barulhenta
Fica acorrentado, vendado amordaçado...
Gritando em silêncio,
Em cada canto que há naquela sala...
Naquele mundo profundo.

Silêncio Barulhento - J.O.JORGE

⁠há silêncios na minha memória,
e na mão que entrego à escrita
um relógio sem ponteiros, vai
marcando a minha paz...
nnuno

Inserida por nataliarosafogo1943

⁠POÉTICA

A poesia na rica imaginação voa
lançando à terra de um criador
no encanto de encanto povoa
o ilusório de quem é um ledor

No escrito a doce prosa entoa
o coro de fantasias ao dispor
é a ilusão que a poética doa
ao poeta que vive sonhador

Por ti, devaneio, tudo é certo
do cascalho grosseiro ao rubi
se o amor, ali, está por perto!

Por ti, inspiração: - se senti
no prazer, num leve aperto
eclodido num grato frenesi

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13, outubro, 2020, 13’13” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Deus...
Abençoe as crianças do mundo e
as proteja de toda a maldade humana
garantindo a todas um futuro promissor.
Amém!

Inserida por IvaniaDFarias

⁠Receita para fazer um poema Dadaísta

Pegue um jornal.
Pegue uma tesoura.
Escolha no jornal um artigo com o comprimento que pensa dar ao seu poema.
Recorte o artigo.
Depois, recorte cuidadosamente todas as palavras que formam o artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Seguidamente, tire os recortes um por um.
Copie conscienciosamente pela ordem em que saem do saco.
O poema será parecido consigo.
E pronto: será um escritor infinitamente original e duma adorável sensibilidade, embora incompreendido pelo vulgo.

Inserida por pensador

⁠As formas, as sombras, a luz que descobre a noite
e um pequeno pássaro
e depois longo tempo eu te perdi de vista
meus braços são dois espaços enormes
os meus olhos são duas garrafas de vento
e depois eu te conheço de novo numa rua isolada
minhas pernas são duas árvores floridas
os meus dedos uma plantação de sargaços
a tua figura era ao que me lembro da cor do jardim.

Inserida por pensador

⁠Contar a vida pelos dedos e perdê-los
contar um a um os teus cabelos e seguir a estrada
contar as ondas do mar e descobrir-lhes o brilho
e depois contar um a um os teus dedos de fada
Abrir-se a janela para entrarem estrelas
abrir-se a luz para entrarem olhos
abrir-se o tecto para cair um garfo no centro da sala
e depois ruidosa uma dentadura velha
E no CIMO disto tudo uma montanha de ouro
E no FIM disto tudo um Azul-de-Prata.

Inserida por pensador

⁠Uma vida esquecida

Eu conheço o vidro franja por franja
meticulosamente
à porta parado um homem oco
franja por franja no espaço
meticulosamente oco uma porta parada.
Um relógio dá dez badaladas ininterruptamente
dez badaladas por brincadeira dança
um homem com pernas de mulher
e um olhar devasso no Marte
passo por passo uma criança chora
uma águia e um vampiro recuados no tempo.

Inserida por pensador