Poemas de quem Deu um Fora
Estar "por baixo" não é o fundo de um poço; é o interior de uma semente enterrada.
A sociedade nos ensina a amar apenas o topo, a luz do sol, o fruto maduro. Mas a física da vida exige o escuro para iniciar a expansão.Quando você se sente invisível, soterrado pelas circunstâncias ou esmagado pelo peso dos dias, você não está desaparecendo.
Você está acumulando pressão interna. O erro comum é tentar recuperar a autoestima imitando a força dos outros. Mas a verdadeira dignidade nasce quando você aceita o seu próprio "estado de inverno".É no recolhimento da queda que o seu DNA espiritual se recalibra.
Você não precisa provar nada ao mundo hoje. A terra que hoje parece te sufocar é, na verdade, o único lugar onde suas novas raízes conseguem fixação. Você não está quebrado. Está em pousio. Respeite o seu tempo debaixo da terra, pois é lá que o seu próximo salto quântico está sendo desenhado.
Chuva na infância, sol no futuro
Em um dia de chuva fina e céu fechado,
fui deixada, sem aviso, sem abraço,
com os olhos marejados e o coração rasgado,
vi meus pais partirem… sem sequer olhar para trás.
Tinha três anos e uma camisa laranja,
uma saia jeans e a alma em pranto,
o mundo tão grande e eu tão pequena,
perdida no tempo, sem um canto.
Fui criada por vozes frias, mãos distantes,
que diziam cuidar por obrigação.
Erguemos o lar entre irmãos sobreviventes,
com amor inventado na força da união.
Dia dos pais era só mais uma dor,
um desenho vazio sem destinatário.
Guardei segredos que pesavam demais,
num peito sem colo, num lar temporário.
Procurei amor onde não havia,
em rostos estranhos e toques vazios.
Mas hoje, enfim, encontrei abrigo,
entre braços que secam meus desafios.
E agora, à beira de um novo caminho,
sonho com filhos, com festa, com lar.
Prometo a eles o que eu não tive:
amor de sobra para transbordar.
Entre o que tenho e o que me falta
Tenho um amor que me acolhe,
amizades que me sustentam,
caminhos que me fazem crescer…
E mesmo assim, sinto um vazio.
Não de coisas, mas de momentos,
de sensações que ainda não vivi,
de um brilho que não se compra.
A vida é essa dança silenciosa:
entre a gratidão pelo que construí
e a curiosidade pelo que ainda me chama.
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
Que hoje não seja somente um dia para se comemorar,
mas que seja o dia de você começar a conquistar novos sonhos e o mundo
" CHEIO DE VITÓRIAS E REALIZAÇÕES
Muitos me perguntam porque eu tive 3 filhos autistas?
: você acha que foi um erro?!
para Deus foi planos perfeitos!!!!
todos tem suas próprias limitações e dificuldades
sempre fui boa em matemática até descobrir que ser boa não era suficiente para a sociedade
Descobri que a psicologia da vida não é agradar o próximo e sim ser feliz pelo o que eu sou e o que eu quero ser
Ser reconhecida nunca foi a garantia do meu sucesso como mãe, assim como não ser reconhecida não é a garantia do meu fracasso!!!
as limitações dos meus filhos nunca impediu deles ser saudáveis e alcançar o topo!!!!! ssilva
Política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito; olha de novo e ela já mudou.
No Brasil, porém, parece que o céu político ficou permanentemente dividido entre dois extremos: de um lado, o PT; do outro, os bolsonaristas. No meio dessa tempestade de polarização, discursos radicais e uma crescente influência da extrema direita, surge um psiquiatra chamado Augusto Cury.
Será apenas coincidência?
Ou, diante de tanta confusão, o país finalmente está precisando de uma boa dose de reflexão?
Talvez não seja remédio que esteja faltando.
Talvez seja lucidez.
Às vezes eu abro a janela e a paisagem me toca.
Um instante para a contemplação do belo!
Um instante para ficar a sós com a natureza...
Um instante para uma maior intimidade com Deus
Admirar o entardecer é aproximar-se do Criador
E chegou SETEMBRO
Entramos num novo mês . É Setembro que chega anunciando um novo colorido de estação . Depois de dias ventosos , muita poeira e clima instável entramos no mês que é tradicionalmente acolhido com alegria e novas expectativas
.
É o Setembro das flores , Setembro da primavera e oxalá tenhamos também dias de clima mais estável e agradável.
Agosto , coroado de expectativas com a espera ansiosa pelas olimpíadas , a conclusão do impeachment da ex presidente Dilma , apoiado por uns e desagradando a outros . De qualquer forma , um clima de insegurança reinava.
A esperança é que agora , empossado o novo presidente , Setembro venha trazendo novas esperanças de um melhor caminhar econômico da nação.
Que todos os sonhos da nação , o desejo de transformação que vem dos homens sejam inspirados por Deus e guiados por sua mão misericordiosa e assim aconteça a mudança que todos esperam.
Que não haja limite para aquilo que é bom e aquilo que constrói . Que as energias negativas tenham se dissipado no ar , as frustrações levadas com o vento e que sopre sobre os homens apenas o vento da fé , que é o que nos impulsiona e nos move.
Brilhe sobre a nação brasileira a luz de Deus .
editelima/ 1º de Setembro de 2016
"Um instante na vida "
A vida é preciosa , e cada "instante é precioso " Perdemos tempo com tantos afetos mal resolvidos , oportunidades preciosas de bem viver de bem querer ...
A vida é um instante . Um instante que pode durar tão pouco , mas que é precioso.
Um instante para amar , fazer o bem Um instante para perdoar e ser perdoado .
Um instante que não se sabe quanto pode durar .
Um instante que se acaba num sopro . num estalar de dedos
Um instante que é sempre pontuado pela interrogação .
Como num sopro a vida nos foge , sem quê nem porquê...
Como bem escreveu Cecília Meireles; "Se num instante se nasce e num instante se morre , um instante é o bastante para a vida inteira “
Que cada um saiba bem viver o “seu instante “ de vida , pois cada instante conta!
Não deixe a vida passar como uma brisa passageira !
edite lima /Setembro 2016/17
Um novo ano já começou.
Ha apenas algumas horas
E assim os dias passarão
Um a um
Minuto a minuto
Dia após dia...
Novos dias, novas oportunidades.
São mais 365 dias
365 oportunidades para fazer melhor
Fazer diferente
Novas tentativas, propositos de mudanças
Que ao final desse tempo
Possamos contabilizar
Quantas estrelas
Fizemos brilhar
Avós e netos,
um amor que nunca passa
Afeto que ultrapassa
Supera qualquer barreira
Juntos formam um laço
Laços de amor
que não se desfaz
netos , um presente do céu
para a vida dos avós todo carinho
sol que ilumina o caminho
edite lima 60/2025
"Dois corpos, um movimento,
Uma valsa que encanta o momento.
Olhos nos olhos, mãos unidas,
Um amor que dança nas vidas.
A música os leva ao céu,
Um giro que os faz voar alto e livre.
O amor é a coreografia,
Que os faz dançar em harmonia.
editelima 60
agosto/2025
*Para Dona Célia - 100 anos de luz*
Hoje Cabrália Paulista silenciou,
um sino tocou diferente no céu.
Partiu Dona Célia, aos 100 anos,
gloriosa, vitoriosa, como viveu.
Não foi minha catequista de sala,
mas foi catequista da minha infância inteira.
Com seu terço na mão e fé na alma,
marcou uma geração inteira.
Ah, Dona Célia, que saudade já faz,
do seu sorriso manso, da sua oração.
Queria ter corrido para o último abraço,
ter dito o quanto marcou meu coração.
Você foi igreja, foi casa, foi história,
foi a fé ensinada com amor e com jeito.
Uma mulher que plantou eternidade
em cada criança que passou por seu peito.
Que o céu te receba em festa, Dona Célia,
como você merece, com cantos e luz.
Você nos ensinou o caminho da fé,
agora descansa nos braços de Jesus.
Obrigada por tudo. Você nunca vai embora,
enquanto houver uma criança rezando.
Cabrália te chora, mas o céu te comemora:
sua história será eterna, e seguirá nos guiando.
_Com saudade e gratidão eterna,_
_Uma menina de Cabrália que nunca te esqueceu_
*Mileidi da Janirda*
Posfácio Filosófico
O ponto em que o ser basta
Há um instante em que o caminhar cessa,
não por desistência,
mas por compreensão.
O buscador compreende que o caminho não leva a lugar algum,
porque o caminho é ele mesmo.
A ascensão, tão almejada, não é um lugar acima —
é o desvelar de um estado interior onde nada mais é necessário.
O filósofo desperto não se ocupa em provar verdades,
nem em convencer consciências.
Ele sabe que a verdade não precisa de defensores,
apenas de presença.
Quando o ser alcança a quietude que outrora buscava no mundo,
tudo se aquieta em torno dele.
Não há mais pressa, nem promessa.
O tempo perde o domínio sobre o que é pleno.
E se, em algum momento, suas palavras tocarem outros corações,
que assim seja —
mas mesmo que não toquem,
a semente já cumpriu seu propósito,
pois floresceu dentro de quem a trazia.
O verdadeiro mestre é aquele que não ensina —
é aquele que é.
E a filosofia, enfim, revela-se não como um campo de estudo,
mas como o estado natural de um espírito que reconheceu sua própria origem.
Assim, o ser se basta.
E o silêncio se faz verbo.
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe
Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.
Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.
Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.
Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.
---
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível
Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.
O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.
Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.
Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.
Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.
Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.
E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.
Luz da Estrela
Eu vim das estrelas, De um lar onde o amor é brisa suave, Onde o tempo dança em silêncio, E a alma floresce em paz.
Aqui, neste chão que ainda busca luz,
Minha essência brilha serena, Como um farol gentil na noite, Que guia corações perdidos ao lar.
Mesmo quando o mundo parece frio, E a injustiça tenta apagar meu brilho, Eu carrego o calor da estrela — Um abraço eterno de luzes,
Que sussurra: “Eu pertenço,
Eu sou luz que nunca se apaga,
Um viajante do cosmos,
Um coração que sabe amar.”
O Estigma do Nome
Me deram um nome…
Sem me perguntar se eu queria.
Sem saber se cabia.
Sem saber se dizia
quem eu realmente sou.
E, junto do nome,
vieram rótulos,
sobrenomes carregados de histórias,
algumas que nem me pertencem,
mas que eu fui obrigado a carregar.
Filho de quem?
De onde veio?
O que faz?
O que tem?
O que vai ser?
A vida virou esse questionário infinito,
onde eu sou menos eu
e mais o que esperam de mim.
No RG, um código.
Na escola, uma carteira numerada.
Na sociedade, um cargo, uma função,
um endereço, um CNPJ
um destino pronto.
E eu, me debatendo dentro do próprio nome,
tentando entender se sou mais que ele.
Se sou mais que um verbo conjugado no passado de alguém.
Até que um dia eu percebi...
O nome é só um eco.
Uma casca.
Um som.
Uma história contada por quem nunca me conheceu por inteiro.
Meu nome não me contém.
Meu nome não me explica.
Meu nome não me limita.
Eu sou aquilo que nem tem nome.
Sou aquilo que se sente,
mas não se escreve.
Sou aquilo que nasce
quando o silêncio apaga as palavras.
A compaixão que o forte sente por um fraco é pura e sobrenatural quando está isenta de qualquer consciência de superioridade, quando está fundada na renúncia de si. Só então ela se aproxima de um amor sobrenatural na forma de misericórdia.
(Byung-Chul Han)
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