Poemas de quem Deu um Fora

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Cuidado...


Não confunda sorrisos com caráter; às vezes, por detrás de um rosto bonito, há um veneno guardado. Judas ainda está vivo!

Anelante.

Não quero apenas um abraço!
Não quero apenas um sim!
Não quero apenas um "te amo"!
Não quero apenas um "gosto de você"!

Quero atenção, com reação.
Quero um abraço demorado.
Carinho sem proibição.
Quero amar e ser amado.
Quero...

Quero você em meus braços.
Quero longas viagens no espaço.

Quero... quero acordar e te ver!
Quero... quero tudo e mais um pouco!
Quero, no mundo, o olhar de menina me querendo em seus braços.

Eu quero!! E você?

Era apenas um bilhete.

Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.

Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.

Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.

Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.

Tesouro Escondido.



Há um tesouro escondido
que o mundo não pode comprar,
não cabe em cofres de ouro
nem se pode roubar.


Ele vive no silêncio
de um coração verdadeiro,
na mão que ajuda o cansado,
no abraço ao estrangeiro.


É feito de fé e coragem,
de esperança ao amanhecer,
de quem planta bondade
mesmo sem nada receber.


É a verdade que liberta,
a justiça que traz paz,
o perdão que cura feridas
e o amor que se refaz.


Muitos buscam riquezas
para enfim se completar,
mas o maior dos tesouros
está em aprender a amar.


Pois quem guarda a humildade
e caminha em gratidão
leva um brilho escondido
acendido no coração.


E ainda que venham tempestades
ou caminhos de solidão,
quem carrega esses valores
nunca anda sem direção.


Porque o tesouro de Deus
não se mede pelo olhar:
é eterno, puro e vivo,
pronto para transformar.

Momentos!


Às vezes, é preciso.
Às vezes, é importante.
Às vezes, é só um momento.


Às vezes, é o mundo inteiro cabendo em um segundo.
Outras vezes, não sobra nada além da lembrança.


Há dias em que entendemos.
Há dias em que apenas sentimos.


E talvez a beleza da vida esteja justamente nisso: nos seus incontáveis "às vezes".

A eloquência é um atributo raro.
Poucos, inclusive os magistrados, são capazes de causar tamanha admiração.

050726

​Pensamento de madrugada com um copo de chopp na mão .




​Escrevi destinos em linhas de código,
Fui a mente exata, o cálculo perfeito.
No universo binário, eu era o prólogo,
Decifrava o mundo, impunha respeito.
Sim, eu já fui gênio na computação,
Dono das lógicas de uma geração.
​Mas a máquina é fria e a vida tem pressa,
E o meu peito pedia outra melodia.
Fui buscar no bar a minha promessa,
Cantei os meus versos na santa boêmia.
Lágrimas, risos, fumaça e canção,
Letras improvisadas, que vinham do meu coração.
​Hoje as telas se apagam, o tempo clareia,
O chopp descansa, a noite silencia.
E diante de tudo que a vida rodeia,
Onde está você?
Resta o mistério que a mente não guia.
​Olho pro espelho e mudo o meu tom:
Do muito que eu fiz, do tanto que eu li,
A grande verdade que trago no som...
É que hoje eu só sei que nada sei!


Autor desconhecido

⁠Há um universo invisível dentro de cada um de nós.
Somos os únicos responsáveis por fazê-lo florescer.
Um caminho que exige coragem, aceitação e consciência.

Achei um dizeres assim






boêmio dos anos 70 no Bar Brahma:




​De Encontro ao Vento


🎵
​Madrugada fria na São João,
E a saudade🎶 aperta no peito.
Bebo um chopp pra acalmar o coração,🎵
Mas preciso te ver de qualquer jeito.
​Quero andar contigo ao vento,🎶
Respirar o ar da tua cidade,
Transformar em ouro esse momento
E apagar de vez a🎵 nossa saudade.
​Quero o mesmo sol na minha pele,
O teu riso iluminando a🎶 mesa,
Num abraço que o tempo congele,
Afastando toda a tristeza.🎵😜








Outra versão




Saideira e Saudade




​O garçom já traz a saideira.🎵
E a mesa vazia é solidão.
No balcão da noite inteira.🎶
Sua ausência vira uma canção.
​Eu preciso largar esse copo.🎵
Correr pra te ver de qualquer jeito.
Te buscar no avesso do mundo.
Arrancar esse nó do meu peito.
​Quero a brisa da rua deserta.🎶
Respirar o teu mesmo luar.
Ver a porta do peito aberta
E no teu sorriso acordar.🎵


Autor Desconhecido

⁠LAGOA AZUL...
(Autoria: Otávio Bernardes. Poema baseado no filme...)
Por um momento, eu paro
e penso em você.
Mais do que uma “lagoa azul”,
eu imagino você vindo para mim...
Acho-a linda, muito linda...
Meus pensamentos se perdem
na imensidão das águas,
buscando, procurando por você!
Olhe, meu bem, a solidão pior do mundo,
é a solidão de um ser querendo outro ser!
“Lagoa azul,” misto de pureza e inocência.
Mas, meu amor, eu não sei...
Estou revoltado, deveras chateado!
Por um momento, eu paro e penso em você.
Talvez, desaparecer por um lugar assim... azul..
Aliás, azul é uma cor que admiro muito.
Anseio um lugar só pra nós dois,
para poder te amar.
Por isso, meu amor, pra mim
a vida está vazia, bastante sem sentido...
Não encontro lugar para te amar.
O mundo apregoa tantos lugares,
mas, não encontro o ideal...
Até parece que pra você
sou “trancado,” “múmia,” ensimesmado.
E é por isso, meu bem...
Não encontro o lugar ideal
para dedicar-te o meu amor.
“Lagoa azul,” apareça, converta-se em realidade!
Eu preciso de você, do jeitinho que é,
do tamanho que você é...
“Lagoa azul,” talvez os namorados, os casais,
os que se amam possam te encontrar...
Porque a vida seria melhor
se eu, se você, se nós,
se nós que nos amamos,
construíssemos uma “lagoa azul” assim... desse jeito...
Meu bem, meu amor, saia de você,
esqueça o mundo lá fora
e venha para os meus braços,
para todo o meu ser, para a minha “lagoa azul” imaginária...
onde encontrei você!
Otávio Bernardes

Então não sabes que o desejo de um autor é ser lido e referido?

Alba Atróz

Fez da dor um estúdio, do sangue um pincel, e da alma, uma
obra-prima.

Viva Frida Kahlo.

Pensando em você...
Nunca te vi pessoalmente, Pensador, mas imagino que sejas um pescador de palavras.
Talvez, às vezes, a inspiração se esconda nas marés do silêncio e, então, navegues pela imensidão da internet, lançando tuas redes em busca de ideias que já encontraram abrigo em outros corações.
Não digo isso como crítica, mas como quem reconhece um semelhante. Afinal, também sou uma pescadora de palavras. Recolho sentimentos espalhados pelo mundo e, com eles, tento bordar versos que façam sentido para a alma.
Talvez nunca nos encontremos, mas, de alguma forma, dividimos o mesmo oceano: o das palavras, onde cada um lança seu anzol na esperança de encontrar um pensamento capaz de tocar alguém.
Um abraço, de uma pescadora para outro.



"Houve um tempo em que os jovens ouviam ótimas músicas, havia bons programas na televisão, filmes agradáveis no cinema, amigos leais, diversão sadia nas discotecas ou nos bailinhos!... O que foi que aconteceu?!"

"Existe sempre um lugar para se encontrar... um lugar para se amar!..."




Otávio Abadio Bernardes




Itumbiara, 11 de novembro de 2025.

"A música antiga faz um bem indizível... Pena que o mundo não "anda" para trás!"






Otávio Abadio Bernardes






Gyn, 23 de março de 2026.

"Uma boa música é um "recurso" para a tristeza do ser humano!"






Otávio ABernardes






Goiânia, 6 de abril de 2026.

"Tiradentes, um "herói" brasileiro, em prol da da nossa liberdade!... Realmente, o mundo precisa de homens de coragem e de honestidade!"




Otávio Abadio Bernardes



Gyn, 21 de abril de 2026.

Seria quase um sonho terminar o dia assim… nas suas mãos, que parecem saber onde o cansaço mora, no seu cheiro que me encontra antes mesmo de eu me explicar.


Deitar no seu peito… ouvir seu coração e o ritmo da sua respiração, como se o mundo inteiro, por um instante, resolvesse desacelerar comigo.


E então… adormecer no seu abraço. Não por exaustão, mas por entrega.


Como quem, finalmente, não precisa vigiar nada, nem sustentar força, e tampouco "segurar o dia nas mãos".


Adormecer ali, sentindo seu corpo presente, firme, quente… como um lugar seguro onde eu posso simplesmente existir.


Talvez nem seja sobre a massagem... talvez seja sobre encontrar em você um lugar onde eu possa descansar de mim.


Mas hoje eu só vou dar uma volta e aproveitar um pouco de silêncio.


Mesmo assim… ficou em mim essa vontade simples:


de um abraço sem pressa,


de um colo que acalma,


de alguém que, baixinho, me diga que vai ficar tudo bem."


... coisas sobre Ela e Ele.

Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.


“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.


Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.


Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.


Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?


Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.


Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:


“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.


Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.


Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”


E guardou o vestido.


Porque, como bem sabia...


“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.


E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”


Ela virou.


Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.


... coisas sobre Ela e Ele