Poemas de quem Deu um Fora

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Ainda que eu deseje um Feliz Ano Novo a todos, se não for com amor, de nada valerá.
Ainda que eu abrace mil amigos, se não houver Boa Vontade, de nada adiantará.
Ainda que eu reúna meus familiares para uma farta ceia, se não houver gratidão, que sentido terá?
De nada valerão os desejos travestidos de amor, os abraços falsos, encobertos por lágrimas fáceis do calor da situação, os pratos cheios na mesa e um vazio no coração...

Deixo a porta entreaberta
Para que você
Volte um dia...
Mas, a cada batida errada,
Há o risco do interesse Descuidado...
Carente...
Tomando o lugar
Da esperança

⁠Bom dia Casais abençoados!!!

Casamento é um presente de Deus, uma dádiva do Eterno.

Valorize seu cônjuge, aproveite seus filhos, viva com intensidade e perseverança, Deus irá recompensar vc.

Nos momentos difíceis esteja disposto a lutar pelo seu casamento.

Entre o Silêncio e a Luz

Há retratos que não revelam um rosto,
mas desvendam uma alma.

Na quietude de um quarto envolto em sombras suaves,
alguém ergue a câmera, não para capturar o mundo,
mas para encontrar aquilo que o mundo não vê.

O instante parece comum:
uma manhã qualquer,
um tecido repousando sobre os ombros,
a luz atravessando a janela sem fazer alarde.

Mas a beleza verdadeira nunca chega fazendo ruído;
ela se acomoda devagar nos detalhes.

Há cansaços escondidos sob a delicadeza,
histórias guardadas entre os fios dos dias,
lembranças que aprenderam a permanecer em silêncio
para não interromper o curso do tempo.

E, ainda assim, existe uma força:
uma força que não grita,
não disputa espaço,
não precisa provar nada.

Ela habita os corações que continuam a acreditar,
mesmo depois das despedidas,
mesmo após os sonhos adiados,
mesmo quando a vida exige coragem
para recomeçar sem garantias.

A lente aponta para fora,
mas acaba revelando o interior.

Porque toda mulher que aprende a sobreviver às próprias tempestades
carrega no olhar uma espécie rara de luz:
aquela que não vem do céu nem do sol,
mas das cicatrizes transformadas em sabedoria.

Talvez seja isso que torna certos momentos eternos:
não a perfeição da imagem,
mas a verdade escondida nela,
a capacidade de permanecer inteira
num mundo que tantas vezes tenta fragmentá‑la.

E enquanto o tempo segue seu caminho inevitável,
ela permanece ali, entre o silêncio e a luz:
colecionando instantes,
costurando esperanças,
transformando ausências em poesia.

Porque algumas pessoas não atravessam a vida apenas vivendo,
elas atravessam‑na iluminando.
E, sem perceber, tornam‑se a mais bela fotografia
que o próprio destino foi capaz de revelar.

Sem você.




Sem vc eu sou um vazio.
Sem vc eu chorei.
Sem vc eu desabei.
Você derrubou todas as minhas berreiras que construi.
Você me clareou, e me escureçeu.
Não sei se foi sua intenção, mas doeu.
Promesas não cumpridas.
Promesas falhas.
Momentos apagados.
UM casal morto.
Promesas compridas e não compridas.
Um talvez em outra vida.
Uma amizade desfeita.
Um possivel casal arruinado.
Conversas de madrugadas, Agora esquecidas.
Medos compartilhados.
Desabafos profundos.
Uma vida juntos.
Tudo acabou em um dia.
Tudo se foi em 24horas.
VOCÊ se foi em 24 horas.
E em 24 horas eu me perdi, eu me corrompi.
Eu chorei.
Eu senti.
Eu amei.
Eu sofri.
E eu espero você voltar.
1 ano, 2 3 4 5 anos. eu estarei aqui.
Eu estarei te esperando minha princesa.
Pode estar vivendo sua vida.
Curtindo.
Festejando.
Beijando.
Mas eu sou o caso indefinido pra sempre.
Eu sou a sua saudade proibida.
EU sou sua fraqueza.
Em toda minha vida nunca pensei que seria vc.
Você me encantou em cada detalhe.
Mas se você quiser voltar... hahahah.
Meu coração agora pertence a outra.
Você teve sua chance e á desperdiçou.
Tudo foi uma brincadeira pra você não é.
A vida e o amor não é uma opção é uma escolha.
E você fez a sua.
BOA SORTE BABY.
Quando vc vê que não sou eu do seu lado na cama.
Não chore.
Não me ligue.
Não me faça sentir algo por vc.
Eu ainda te amo.
Eu ainda te quero.
Mas meu coração pertence a ela.
Irônico.
Antes era seu.
Agora é de outra.
Engraçado.
Eu so queria um amor.
Mas recebi um gelo.

Carrego em mim palavras não ditas,
guardadas no silêncio de um olhar.
Promessas esquecidas ou perdidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
ou até florescer no ar.


Carrego rabiscos sem destino,
tímidos, sem coragem de sair.
Esperam virar traço e caminho,
virar cor para o mundo construir,
e alguém poder sentir.


Carrego canções ainda caladas,
vivendo em perguntas sem fim.
Leves melodias, meio guardadas,
que passam e voltam em mim,
e fazem o dia assim.

Sob as Estrelas

Sabe quando você olha para as estrelas
e, por um instante,
confessa a si mesmo um silêncio estranho?

Não senti nada.

Nenhum vestígio de sentimentalismo,
nenhuma chama de amor,
nenhum eco de paixão.
Nem medo,
nem solidão.

Apenas o vazio,
sereno e indiferente,
ocupando todos os espaços.

Como se eu estivesse suspenso
num limbo descartável,
entregando a vida à mercê de um tempo
que nem sei se possuo.

E, ainda assim,
tanto faz.

As nuvens,
com suas formas imperfeitas,
atravessam o céu
como cicatrizes que não desaparecem.

Elas me lembram
que as desconstruções do amor
também deixam ruínas.

Talvez seja por isso
que não sinto nada.

Ou talvez eu sinta demais.

Talvez o vazio não seja ausência,
mas defesa.

Porque, no fundo,
não é que eu não possa sentir.

É que, desta vez,
eu não quero.

⁠O amor você pode tudo, você pode beijar verdadeiramente,
abraça verdadeiramente e dá um selinho
verdadeiramente.
Você pode amar e ser amado, você pode cuidar e ser cuidado.
Além das boas emoções que o cérebro recebe por causa da energia vital do amor que alimenta o próximo fortemente e simplesmente você pode chamar de môh ou mozão e ser zelado pelo seu amor infinitamente.

⁠O amor flutuante
é como as nuvens
que voa alto que
faz parte de um
sonho de um
jovem que sonha
deitado em uma
cama flutuando
nos pensamento
mais bonito sobre
seu amor que é
único e mais
lindo. Mas, ele
flutua tão
profundo nos
seus pensamentos
que se conecta
intelectualmente
com seu amor e
ela suspira e a
barriga gela e diz
alguém nesse
mundo me ama!

Um Punhado de Poeira Cósmica


há 13.8 bilhões
de anos,
o universo vem reunindo
os átomos
em movimento constante,


de infindáveis
maneiras,
para formar galáxias,
estrelas, planetas
e vida,


em instantes únicos,
inigualáveis.


especificamente
hoje,
este instante é nosso;
único;
inigualável.


13/02/23
Michel F.M.

[A única coisa certa]


Um dia nossa vida vai acabar,
todas as vidas acabarão.


Um dia nosso planeta se encerrará,
todos os planetas encerrarão.


Um dia nosso sistema dissolverá,
todos os sistemas dissolverão.


Um dia, nossa galáxia se extinguirá,
todas as galáxias extinguirão.


Um dia, nosso universo, se apagará,
todos os universos, apagarão.


Um dia o próprio tempo terminará
E com ele, todos os dias terminarão.


Pois só há uma coisa que perpetua
E não é a vida, não são os universos,
Nem os sonhos ou sofrimentos,


Não é a infinitude, nem o tempo.
Não é o começo de nada e nem o meio,
A única coisa certa, é o fim.


13/06/23
Michel F.M.

Em cada contorno
Um universo peculiar,
A cada traçado,
A obra-prima
Se revelando.

[Mestre dos Pretextos]


Um indivíduo sociável
Em estabilidade pueril.


Não subestime a descrença,
Tudo que decorre é premeditado,
Ainda que subitamente.


Há muito, mas muito tempo,
Cerca de trinta ou quarenta minutos,
A verdade veio à tona,
Necessidade incontrolável
De mentir para ti.


Tem sido assim
Desde Eras imemoriais,
Surtos acalorados
De falsas promessas.


Uma culpa minha,
Particular e exclusiva,
Talento nato, lapidado,
A pedra bruta esculpida.


Então essa conversa fiada,
Contrastou em meus ouvidos afiados,
Combinações de palavras belas, ocas,
Dentes e bocas, um banquete aos canibais.


Comigo não, mademoiselle,
Deixe de amadorismos,
Estás num campo a desbravar,
Onde comandam generais.


Dialoguemos pois,
Frases curtas em longos textos,
Não me venha com desculpas,
Está diante do Mestre dos Pretextos.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)

[O Homem que Lascou a Pedra]


E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,


Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,


Quase sempre trata-se de algo
E alguém.


O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.


Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.


Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,


Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.


Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.


Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,


Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

[O Colecionador de Vácuos]


Quando tivermos deixado a Terra,
Um último olhar para esfera azul,
Um último sopro do vento na face,
Tesouro selado que deixa o baú.


Quando tivermos deixado a galáxia,
Se encerra o sorriso estampado no rosto.
Realizados feitos fantásticos,
Sabores longínquos para todos os gostos.


Quando varrido o universo tivermos,
Todos segredos estarão revelados,
Todas perguntas enfim respondidas,
Missão concluída, sonhos realizados.


Daí saberemos, que nada mudou.
Assim saberemos, que nada mudou.
O tédio infinito que rasga o cosmos,
Vazio incontável, buraco sem fim.


(Michel F.M. - Revolesia: Volume Único - 2023)

[Habitantes do Ventrículo Esquerdo e o Manjar Diminuto em Banquete Gelado]


Como poeta era um ótimo filósofo
E como filósofo um ótimo poeta.
Isso significa dizer que nunca foi bom
Em nenhuma das duas coisas.


Mas a questão nunca foi ser bom
Em alguma coisa, a única questão
Que realmente importava, era ser.


Somente um rimante inescrupuloso
Pode especular estrofes
Sem receio de cair em prosa;


Um artífice premeditado da palavra,
Ou pós-ditado, aquele que diz,
Eis o ditador, um versenário,
Vil a cada oração;


Um expoeta que despétala, em camuflagem
Sorrateira, até ser lido e desferir o bote, certeiro,
Inflamado, fatal, injetando antídoto;


Um mero ente, alterado,
Que em algum súbito relance, havia tido o todo.


Então ele constata:
Um milhão e meio de razões para ir
Talvez uma ou meia motivações pra ficar.


Só tenho uma coisa a perder, a inspiração.
E se eu permanecer, ela se vai. Portanto,
Me vou, para que ela fique.


Espero um dia conseguir suportar a mim
E quem sabe muito esperançoso,
Conviver comigo mesmo.


Não precisa ser Esplêndido, mas às vezes é.
Não precisa ser Formidável e Magnífico, às vezes é.


Nossa ecolocalização capta
Os cardumes fartos em espiral
E o esquadrãovagalume
Inda pulsa estridente.


Ela era do tipo persistente insistente,
Não deixaria que nada a deixasse esfriar,
Ela era tipo encrenqueira valente,
Ficaria com tudo ou nada iria bastar.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)


Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.


Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.


Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,
Eufóricos desenfreados, anatomistas.


Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.


Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.


Não fazemos ideia
Dos porquês,
Ocupamo-nos
Apenas, do aroma dos buquês.


Que restem penas,
Cheiros, perfumes, odores,
Penachos, farroupilhas.


Que restem arenas,
Termas, gladiadores,
Pomares, pantomimas.


Que seja esta nossa sina.
Que reste apenas,
Rima sobre Rima.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos)

[Contra-plongèe]


Toda sociedade humana
até agora,
foi caracterizada
por um elaborado sistema
de controle
e condicionamento,


que tem como fundamento
a submissão
da maioria,
para obtenção
de benefícios e privilégios
pessoais e estritamente
particulares,
de uma minoria,
que nega e sufoca
sua própria natureza social.


O que nos resta
é a desobediência,
o que nos cabe
é a insubordinação.


As regras, leis,
regulamentos, estatutos,
resoluções, moralidades,
protocolos, paradigmas,
são criados
pelos que têm poder,
para subjulgar
todo o resto.


Nosso único dever
é sobreviver,
pelo tempo que pudermos,
da melhor forma
que pudermos,
essa é nossa obrigação única
para conosco.


Emergir do furioso turbilhão,
que suga e digere toda
intenção despretensiosa,
que esfola nosso humanismo
e escalpela nossa dignidade,
oxigenando uma vez mais,
nosso fadigado sopro existencial.


19/09/23
Michel F.M.

Como pode um Sol se apaixonar,
Por uma Flor nascida para perfumar ?
Ela tem um trunfo, sabe conquistar
E o Sol se entrega sem hesitar.

Espontaneamente me contou sobre suas jornadas,
Sem tartarugas ou lebres.
Apenas um conto sem fadas.