Poemas de quem Deu um Fora
Um só
Platão dizia que éramos um só
Que estávamos juntos
Em um só corpo
Uma só vida
Uma só existência
Éramos um só
Em um só estar
Em um só ser
Em um só
Uma saudade sinto
Inexplicável
Com gosto de absinto
Agora estou condenado
A eternamente procurar
Minha outra parte
Pois só ela pode me completar
Um jogo de azar
Entre um copo e outro
De uma bebida qualquer
Suas lágrimas escorrem…
Sozinhas se secam
Através da água
Encara a dura ausência
De quem devia estar com ela
Seu corpo cai no abismo da escuridão
Sem conseguir aceitar ajuda
Pois só sabia dizer “não, não, não"
Uma pressão forte em seu braço
A puxa para realidade
Ela percebe enfim
Sua traição consigo mesma
Já não tinha mais tempo
Sabia que era uma aposta perdida
Um jogo de azar que não podia ganhar
Entre um gole e outro
Pensava em seu lance final
Mas despedidas não eram seu forte
E este era um jogo
Que ela gostaria de nunca ter jogado
Oremos...
Amado pai um novo dia acaba de nascer e eu quero consenhar a ti cada minuto dessa jornada, esteja à minha frente me livrando de todo mal, esteja ao meu lado me amparando quando preciso for e esteja atras para que nenhuma seta do inimigo me derrube. Abençoa meu trabalho, minha familia, meus amigos, cobre meu lar com Teu manto sagrado e me conceda um dia sereno e tranquilo debaixo das Tuas asas e do Teu amor. Que eu tenha serenidade para conduzir cada problema da jornada, que eu tenha sabedoria para usar as palavras e que eu seja revestida do Teu espirito, amém! (Priscilla Rodighiero)
Deixando um recadinho na porta da geladeira:
"Fui mas volto, deixo a doçura dos meus sentimentos por ti!
Quando voltar, trarei flores para sua alma enfeitar!"
Joelma Siqueira
22/09/2015
Se eu ingerir flores
nasce um poema assim?
Poema de amores,
de amores sem fim??
Será?
Joelma Siqueira
A confiança é igual a um castelo feito de cartas: a gente leva tempo para construir, devagar, com cuidado. Mas basta uma carta fora do lugar para tudo desabar.
Quanto maior o castelo, maior a queda e a decepção.
Depois que ele cai, reconstruir demora ainda mais, porque cada carta nova é colocada com medo de errar.
E tem vezes que a gente já se decepcionou tanto, que nem vale a pena tentar construir de novo.
Alexandre Sefardi
Houve um TEMPO em que o Rei exigiu sua coroa de ouro cravejada por diamantes, rubi, esmeraldas.
Em outro TEMPO o Rei dos Reis, mesmo sem pedir recebeu uma coroa de espinhos.
A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.
O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.
Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.
Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.
Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.
Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.
Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.
Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.
Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.
Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.
Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.
E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.
Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.
Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.
Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.
E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.
Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009
A vergonha é um tipo de tristeza. Ela faz você se sentir pequeno, sem graça e até desanimado. Mas ela tem uma causa especial: a própria pessoa. É uma tristeza que vem de você mesmo, de ver algo em você que não gosta. Você olha para si, vê o que fez, não aprova e se sente mal. É você quem causa a própria tristeza. Você é a pessoa envergonhada. Então eu pergunto: o que será que significa alguém que não tem vergonha?
Alexandre Sefardi
Felicidade não tem uma definição certa.
É um sentimento quieto que vai passando pelos dias e deixando eles mais bonitos e cheios de sentido.
Felicidade é o carinho da mãe quando a gente mais precisa.
É o olhar de um amigo quando a gente se sente sozinho.
É uma palavra calma que acalma a gente nos momentos difíceis.
Felicidade são poucas palavras que dizem muita coisa.
É uma frase dita no momento certo e que vale mais do que muitos livros.
Alexandre Sefardi
Deus está sempre por perto
com seu espírito de bondade e luz...
escuta cada um de nossos anseios...
Ouça!
Joelma Siqueira
Se um fala, ignora-se.
Se dois falam, desconfia-se.
Se três ou mais falam, a verdade se confirma.
A descoberta rápida é a chave para a clareza. 🦉🧩
Saudade e Distância
A distância estica o tempo,
faz do relógio um inimigo mudo,
cada segundo carrega teu nome
e pesa mais quando estou sozinho.
A saudade não pede licença,
ela chega, senta ao meu lado
e me conta histórias tuas
que o silêncio insiste em repetir.
Teu rosto mora na memória,
tua voz atravessa o vento,
e mesmo longe, tão longe,
teu existir ainda me alcança.
A distância separa os corpos,
mas falha ao dividir o sentir,
porque a saudade constrói pontes
onde os pés já não conseguem ir.
E assim sigo, entre a espera e o sonho,
aprendendo que amar à distância
é descobrir, todos os dias,
que o coração não conhece fronteiras.
Homem de fé
Carrega no peito uma força invisível,
Um sonho gigante, um espírito invencível.
Mesmo quando o mundo tenta desacreditar,
Ele encontra motivos para continuar.
Passos firmes diante da caminhada,
Alma fortalecida depois de cada jornada.
Não se perde no medo, não foge da missão,
Tem esperança acesa dentro do coração.
As batalhas chegam para ensinar,
Cada queda mostra que é possível levantar.
Com humildade segue a direção,
Construindo o futuro com fé e dedicação.
Porque quem tem propósito não anda perdido,
Mesmo no silêncio sabe que é ouvido.
A fé é a chama que nunca se desfaz,
E a luz de Deus é o que traz sua paz.
1400 dias dizendo "eu te amo", e me digas: para qual propósito?
Amamos alguém por um tempo,
desejando sonhos um ao outro,
para, no fim, carregar o peso, o fardo,
todos os nossos sonhos, sozinho.
Aqueles beijos,
seu cheiro,
aquele seu belo cabelo preto.
Não poderei mais tocá-lo.
Cartas de amor foram jogadas em seu jardim;
sobre as folhas ficaram.
Aquele dia,
apenas mais um dia hoje em dia.
Esforços,
lágrimas,
palavras,
tinta,
grafite,
todos jogados fora.
Rosas congeladas e murchas
no fim de um profundo trilho,
para um dia afogar meu bobo coração.
Seus olhares já não me pertencem,
pois não olham mais para mim.
1400 dias.
Cada dia que me foi passado ao seu lado,
agora,
lembranças de um simples passado.
Foi-se tão rápido.
Infelicidade Humana
Como a projeção astral de um ser onipotente, a velha filosofia grega já nos dizia: somos seres distintos, egoístas ao ponto de criar deuses à nossa própria imagem. Tudo na tentativa de buscar sentido nesta terra enferma, que nos enlouquece e nos faz delirar. Delírios que nos fazem matar.
Guerras e mais guerras a criar; distúrbios e sangue ao chão. O sangue manchando as nossas mãos, o choro e as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados. Por isso a existência dos deuses se faz necessária: somos tão cegos a ponto de nós mesmos nos cegarmos, numa busca desesperada para aplacar a nossa solidão.
O vazio que corrói e aflige o coração. A cura dos enfermos, a cura da alma... afinal, onde está?
Nossa maior dor aguarda à espreita, na nossa própria solidão. Desesperados, que seja a morte a nos amparar. Crescemos, vivemos, perecemos e à terra voltaremos. Com a consciência enfim extinta, restarão apenas as marcas de nós que por aqui deixarmos.
Há vários de mim sobre a mesa em que me sento: o tolo, o velho, o sábio, a criança e os delírios. Não sabemos quanto tempo passaremos com cada um de nós mesmos ao longo da vida que iremos trilhar. Diante desta mesa, só não se sabe o tempo que me restará.
A Chama e o Fim
O medo de perder um ser...
O medo de, no escuro, desaparecer.
Sem o amor, a vida não tem sentido;
Ao perdê-la, desabo e recaio no abismo.
A luz que emana dela é o que me devolve o fôlego,
O meu único prazer.
Sem ela, já não encontro motivos para viver.
Sinto-me preso, sem asas para voar.
Ah, digam-me!
Eu quero ser livre!
Eu clamo pela liberdade!
Pequena chama que ainda arde em mim...
Por favor, não se apague!
Pois esse será o meu absoluto fim.
A Musa e as Telas
O mundo é realmente vasto...
Um mundo imperfeito. E é por isso que a beleza que tanto busquei,
Eu finalmente encontro em você.
Mas, e quanto ao medo de perder?
O que acontecerá com a beleza que me acostumei a apreciar?
Eu não quero perdê-la.
Mas as estrelas são severas com os nossos destinos...
Talvez eu entregue a minha própria essência, o meu último fôlego,
Apenas para não a perder.
Porque, em um mundo sem nada para amar,
A própria vida se torna um exílio, um peito sem lar.
Sem aconchego. Sem amor para transbordar.
O lápis restará parado no tempo...
E as telas, aos poucos, mofarão no escuro.
Pois, sem a minha maior beleza...
Como poderei voltar a pintar?
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