Poemas de quem Deu um Fora
MELHOR ASSIM
Aquela menina
Não sabe de nada!
Nem imagina
Que ela é a dona
Do meu coração
Não saberei o que fazer
Se ela descobrir
Sobre todo esse poder
Que ela tem sobre mim
É que o meu coração
Só tende a encontrar
Quem me faça sofrer
Quem me faz chorar
Então é melhor
Essa menina nem saber
Sobre todo esse poder
Que ela tem
Sobre mim
Porque eu
Nem quero imaginar
Outra dona
Para esse irresponsável
O meu coração.
Ela gosta de calor
E gosta de sentir carinho
De ser tratada com amor
E também mandar beijinho
Ela gosta de atenção
Sentir a presença de alguém
Gosta que lhe dêem a mão
Para se alegrar e se sentir bem
Ela adora um colinho
Sentir o toque do seu rosto
Um abraço apertadinho
Coceguinha feita com gosto
Gosta da suavidade
E da música de embalar
Gosta de dormir a vontade
E ver alguém quando acordar
Tudo alcança, tudo pega
Em sua boca quer levar
Olha só essa banguela
Coisa linda de olhar
E se pensa que é cedo
Para o mundo decifrar
Ela observa, em silêncio
Sabe bem o que o apanhar
E consegue quase sempre
um novo mimo a se estimar
Artimanhas de bebê
Eu não sei como escapar
Quando vejo, lá estou
Derretida a me entregar
Entrelaçada nesse abraço,
Tão macio, eu me desfaço
Quietinha nesse espaço,
Curtindo o tempo passar. . .
Quem dá mais?
Vivemos em mundo de "faz de conta"
Onde o outro é apenas "o que posso ganhar com isso"?
Os valores reais estão à venda
Na escuridão sombria da ganância
A mesquinhez é tão grande que
Pensa-se enricar com a injustiça de outrem
Os valores reais estão vendidos
No ledo engano de uma vida passageira
Esquecem-se que são apenas peles e ossos que caminham
Esquecem-se de sua matéria primordial
Esquecem-se para que foram chamados
Os valores reais estão vendidos
No pobre mercado da matéria
Esquecem-se que podem ser mais
Esquecem-se a que foram chamados
Esquecem-se que também são alma.
O arco da flecha
Deslizando entre os dedos ,deixando
Seu veneno, que por sua vez seria
Seu néctar.
Descobriu meu corpo nu ,
Impôs sobre mim o seu poder que
Emanava dos seus olhos ,
Aurora cintilante , és o sol que irradia
Meu amanhã , a área quente e fria .
Dissipa de mim o aroma, suspira de
Me seu ardor.
Conte para me nossa história de amor .
"Cinzas"
Faz tempo , faz tanto tempo
Que a beleza não habita em mim
Tanto tempo
Que os meus olhos não reflete os seus
Nesse caos que perpétua a minha travessia
Nessa réplica imperfeita
Quem roubara de mim
Quem sos-tes tão imprudente
Em cada linha em cada brilho seu
Dois passos ate-de te
Sois perfeita para mim
Contém a petulância divina da lua
E sua relutância em ser vista como és
Minha aurora das estrelas
Minhas palavras perderam o valor
O calor, o sabor , sem te sem ar, sem respirar
Quanto desequilíbrio cabe em mim
Sua , sussurrei paras as estrelas
Sua , sua...
"Armadilha"
Todo começo cheios de adereços
De flores programas e beijo
Todo tropeço do mais pequeno preço
Custa a sanidade de um começo
A controvérsias e um nó no estômago
Que não me deixa mentir
Também há caminhos
Que jogada neles eu não tive escolha
Tive que ir , calça meus pés
Com uma película fina de vergonha
Cobrir meus olhos
Com a mais dura muralha de terror .
O sol é o pai
A lua é a mãe
As estrelas são os filhos
As constelações são as famílias
Os planetas são os parentes
O Universo é Deus
Se elejo outra cidade,saio voando em liberdade,
será que ainda te vejo?
Eu não sei, e também quem é que sabe?
Márcia Morelli
“O universo só foi criado porque imperava o tédio!
O big-bang foi a suma endorfina dos deuses,
A brisa epifânica dos gênios!
Quando disseram “Faça-se a luz” ,
Em verdade estavam dizendo,
-Um brinde aos mais criativos, aos mestres boêmios!”
A sociedade do ópio, e ela não esconde de ninguém,
Já perdeu a razão, a educação e o espontâneo decoro.
Vai consumindo sua droga,
Quem lhe dá apoio é a sua droga,
Quem apóia se encontra ainda mais drogado.
Este é seu circulo vicioso.
Abundam sanidades e normais neste mundóide,
O biltre que governa e o boçal que abençoa,
Chegaram ao poder pela sensatez e o horrendo juízo de valor,
Que sinistra sandice! É por isso que vivemos num mundóide!
São homens bêbados, mas não de vinho.
O amor está na televisão, desligue-a.
O amor está no papel, rasgue-o.
Há casamentos demais para poucos padres,
Divórcios demais para enriquecer advogados.
Há lágrimas demais para apenas dois olhos;
Sentimento sem gracejo.
Muito amor para pouca compaixão
Na hora do esquartejo.
Entre uma dose e outra,
Fomos capazes de decidir sobre nossas vidas,
Ficou decidido que, acima de nós,
Apenas existiriam as grandes estrelas estupendas,
E abaixo, somente os erros e os cansaços,
Não menos estupendos.
A celebridade no holofote azedo da caridade
Apenas ofusca o que já está devastado.
Que a loira caridosa saia da capa da revista,
Sejam menos sádicos e mais complacentes com a pobreza!
As regras na crase, tão meticulosas e cruéis,
Jamais resolveram o problema do analfabetismo.
Tudo continua grave!
Grave rima com crase, isso jaze!
Todo bafafá lingüístico é um tremendo entrave!
Liberdade aos que agora estão livres,
Eles estão, mas não são livres!
Aos que se sentem seguros e salvos na obscura estrada.
Estes desconhecem a saída!
Pobres arruinados, não conheceram sequer a entrada!
Liberdade aos que pechincham a morte,
Desprezando o valor cristalino que traz a vida.
O padre vive de seu casamento celestial,
Aquele que se casou com ele também,
Juntos, não se beijam, não se tocam, não se amam.
Apenas vivem na infalível e eterna crise espiritual.
Não se vislumbra nenhum horizonte
com os olhos embaçados pelo rancor.
Lance fora essa amargura
e apenas siga com leveza,
liberto do que atrapalha o caminhar....
Lá fora...
A neblina encobre a paisagem.
O gado aos poucos se recolhe...
Aqui dentro o crepitar da lenha
deixa no ar um perfume de pinho
que se mistura ao odor do chocolate quente.
Sentimo-nos aquecidos e felizes.
Aproveitamos para por a conversa em dia
e dar boas risadas.
O inverno, penoso para tantos,
nos aproxima e fortalece laços...
O frio no campo é mais intenso
mas, precisamos de pouco...
Apenas algumas mantas, lenha seca
e do calor dos nossos afetos.
Cika Parolin
Não basta silenciar os rancores apenas por fora!
É preciso que os eliminemos e silenciemos dentro da alma;
é lá que eles produzem maior estrago.
Cika Parolin
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