Poemas de quem Deu um Fora
Jaguadarte
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”
Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!
Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
A inovação financeira só ganha valor quando vem acompanhada de segurança, responsabilidade e confiança.
— Paulo de Matos Junior
A tecnologia transforma o mercado, mas é a responsabilidade que sustenta sua evolução.
— Paulo de Matos Junior
Adaptar-se às mudanças é também compreender os riscos e encontrar caminhos mais seguros para crescer.”
— Paulo de Matos Junior
Toda transformação no mercado exige conhecimento para que novas oportunidades sejam aproveitadas com responsabilidade.
— Paulo de Matos Junior
Segurança e inovação não são caminhos opostos; juntas, elas fortalecem a evolução do mercado financeiro.
— Paulo de Matos Junior
A confiança nasce quando tecnologia, transparência e responsabilidade fazem parte da mesma estratégia.
— Paulo de Matos Junior
Grandes oportunidades exigem decisões conscientes, especialmente quando novas tecnologias transformam o mercado.
— Paulo de Matos Junior
A evolução financeira acontece quando inovação e responsabilidade avançam na mesma direção.
— Paulo de Matos Junior
Quando gostamos de uma pessoa,
a princípio não gostamos de sua totalidade,
visto que sequer conhecemos sua totalidade.
Gostamos de recortes que dialogam
com ideias internas nossas,
com nossos preconceitos,
com aquilo que esperamos encontrar.
Com o tempo, vamos descobrindo outras partes,
algumas que não necessariamente nos agradam.
E aprendemos a tolerá-las.
Em alguma medida, conseguimos absorvê-las.
Então, a imagem vai se transformando em história.
E entendemos que uma totalidade,
sempre um pouco obscura para nós,
projeta em nós, sob fortíssima influência nossa,
aquilo que dialoga conosco.
Talvez gostar de alguém seja também isso:
reconhecer, aos poucos,
onde termina aquilo que imaginamos
e começa aquilo que o outro é,
compreendendo o afeto como uma construção própria
que tem, como parte de si,
algo que é independente de nós.
Quais são os fatos? Outra vez, outra vez e outra vez — quais são os fatos? Fuja do pensamento positivo, ignore a revelação divina, esqueça o que “as estrelas prevêem", evite opiniões, não ligue para o que os vizinhos pensam, não dê importância ao imprevisível veredicto da história” — quais são os fatos, e até quantas casas decimais? Você se dirige sempre para um futuro desconhecido; os fatos são sua única pista. Consiga os fatos!
Lazarus Long
A idéia mais absurda que o Homo sapiens já concebeu é que o Senhor Deus da Criação, Modelador e Soberano de todos os Universos, deseje a adoração açucarada de Suas criaturas, possa ser influenciado por suas preces e se torne petulante se não receber esta bajulação. No entanto, esta fantasia absurda, sem uma sombra de prova para ampará-la, paga todas as despesas da mais antiga, maior e menos produtiva indústria de toda a história.
Lazarus Long
Deus é onipotente, onisciente e onibenevolente — isso está dito bem aqui no rótulo. Se você tem uma mente capaz de acreditar em todos estes três atributos divinos simultaneamente, tenho uma pechincha maravilhosa para você. Nada de cheques, por favor. Dinheiro e em notas pequenas.
Lazarus Long
— A vantagem do aforismo é que ele não pede licença: é uma martelada curta que faz barulho onde o vidro é fino.
— Dora, você está ficando cada vez mais tendenciosa ao anarquismo. Deve ser más companhias.
— Juro que sou muito criteriosa no contexto “amizades confiáveis”.
Lazarus Long
— Não posso quebrar as regras, mas sim, posso dobrá-las. Adeus, professor.
Georgia Crawford
TIMESTALKERS
Você só vive duas vezes: a primeira quando nasce; a segunda quando encara a morte.
Provérbio Japonês
𝑷𝒂𝒓𝒂 𝒗𝒐𝒄𝒆̂ 𝒔𝒆𝒓 𝒇𝒆𝒍𝒊𝒛 𝒆́ 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒐 𝒊𝒓 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒂̀ 𝒊𝒈𝒓𝒆𝒋𝒂, 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂𝒓 𝒏𝒐𝒔 𝒑𝒐𝒍𝒊́𝒕𝒊𝒄𝒐𝒔, 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒔𝒕𝒊𝒓 𝒕𝒆𝒍𝒆𝒗𝒊𝒔𝒂̃𝒐 𝒆 𝒏𝒖𝒏𝒄𝒂 𝒍𝒆𝒓 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐𝒔.
𝑫𝒓. 𝑯𝒐𝒖𝒔𝒆, 𝑴𝑫
Sou eu o louco
por Alexsandro de Lima Gomes
Não sinto angústia,
não sinto inveja,
e nem quero orgulho.
Mas ainda estou sozinho.
Sou um fracasso,
mas me faço de forte.
Não tenho sentido,
mas gosto de lutar.
Não sou cavaleiro,
nem tenho espada.
Mas a verdade,
um dia, vou defender.
Vou proteger.
Mas, ainda, em meu cavalo,
estou sozinho.
Não sei o que fazer,
pois estou contigo,
mas ainda me sinto sozinho.
Um balde,
cheio de água,
mesmo olhando de longe,
ainda parece gigante.
Pois o que eu vejo
me dá medo.
E o que realmente sou
me faz sentir fracasso.
Viver para sempre
é um sonho.
Mas morar no querer
é viver para sempre.
Sinto muito,
mas não consigo.
O que quero
não faz sentido.
E o que faz,
não existe.
Somos loucos,
fantasiados de homens
e amarrados com roupas.
O silêncio canta
em meus ouvidos,
e minha boca se cala
perante a vontade.
Talvez da imagem.
Se pudesse navegar,
estaria em um barco,
escrevendo besteiras
e olhando para o espelho.
Pois, afinal,
sou louco.
E não qualquer tal.
Lá estava ele, o menino do violão,
Com o dom de prender minha inteira atenção.
Os pés levantados, na ponta, a apoiar,
O charme do coque, os ombros a emoldurar.
Cantava uma letra que eu nem escutei,
Pois no brilho dos olhos dele me perdi e me achei.
O sinal no seu rosto, bem perto do olhar,
O sorriso perfeito que me via admirar.
Sem pressa ou cobrança, sem plano ou porquê, em um dia, há muitos anos atrás, ele me fez viver,
os melhores dias que eu nunca irei esquecer
Até aqui, a verdade moldou a memória,
Mas o sono, à noite, inventou outra história.
No palco do sonho, vi o jipe militar,
E um homem ranzinza na porta a acenar.
Sem dentes, careca, tão rude e obeso,
O doce rapaz parecia indefeso
Diante de um tempo que o transformou,
E o carisma de outrora o vento levou.
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