Poemas de quem Deu um Fora

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⁠Refúgio

Distancio da realidade, por ora
Me recolho em busca de proteção
Procuro uma âncora para exaustão
Um Refúgio em busca da cura

Mergulho num silêncio profundo
Busco encontrar a paz interior
Contemplo a vida no amor
No meu abrigo sagrado

Me desligar do mundo
O meu coração clama
Um Refúgio para a alma

Equilibrar minha emoção
Num ritmo tranquilo e sereno
Em um momento pleno
@zeni.poeta

⁠Estou sozinha outra vez,
Triste, magoada, pensando em você.
Porque fizeste isso comigo, meu amor?
A saudade me machuca e maltrata,
O coração me dói no peito.
Olho na janela e te vejo.
Se ando na rua, te vejo.
Mesmo sozinha, te vejo.
Estou aqui te esperando,
Ah meu amor, venha me socorrer,
Matar o meu desejo e a vontade de te ter.

Eu e eu...



⁠No silêncio da floresta o isolamento deixou fluir o que estava aprisionado,
no fim de tarde o cheiro forte da mata veio carregado com densos pensamentos,

sentado olhando o horizonte vi as montanhas cheias de vida, ao manter fechados os meus olhos brevemente recuperei o pedaço de um livro perdido das minhas melhores memorias de muito tempo atrás,

o barulho dos galhos golpeados pelos ventos, as folhas caindo lentamente, o sol sumindo e pintando o céu com cores divertidas me trouxeram a concentração e o equilíbrio necessários para eu entrar em clima de sorrisos profundos e lágrimas quentes,

Sopra vento! Sopra!

Leva a minha saudade nas tuas correntes infinitas,
deixa-me apenas com as certezas do que já vive nesta vida.

⁠É realmente na solidão que o homem se revela a si mesmo, pesa suas possibilidades e amadurece para a ação.

(Em Saint-Exupéry e o céu sem limite, de Irmã Rosa Maria)

⁠"Querido Sol"

E havendo Sol corri, por tudo que não pude antes.
Tivera tempo de mais para pensar enquanto ele não estava aqui, pensar em como era implacável aquela vontade de tornar a enxergar as coisas com mais clareza. De imaginar como era fácil escrever quando ele estava aqui.
Agora que ele se faz presente vejo que não era seu brilho que me faltava, oque me faltava era a sensação de senti-lo, a idéia abstrata de ser luz.
E não fazia diferença quantos cones me faltavam, se o problema em não enxergar se dava pelas nuvens que haviam em mim... E sinto a falta daquela luz, mas com tanta poluição luminosa nesses dias cinzentos tento encontra-la, encontrar a frequência, a cor verdadeira que deveria ter nessas linhas.

⁠"Se partiu

Eu fugi , perdoe-me a covardia
Eu tive que ir
Pulei a muralha que cercava meu coração
Não me despedi

No toque silencioso
Em câmera lenta eu te despi
Tantas vezes eu te vi partir
Tantas vezes quis pedir

Hoje eu dormi pensando e te
Hoje eu quis sumir
Meu coração bateu tão forte
Pobre de mim

O nome disso é saudade
Nessas impetuosas noites
Faz morada em mim

⁠Quando chegar
a mais certa das horas incertas
vou ficar no lado de dentro do espelho
apenas para poder me ver indo embora

⁠É impossível chegar ao topo sem acumular inimigos na caminhada.
Muitos querem ver você fracassar, muitos vão tirar o seu esforço, seu mérito, julgar a sua capacidade.
Então! Continue focado na chegada, pois, moralmente eles ainda estão presos na largada.

⁠Muitas fugiam ao me ver…

Muitas fugiam ao me ver
Pensando que eu não percebia
Outras pediam pra ler
Os versos que eu escrevia

Era papel que eu catava
Para custear o meu viver
E no lixo eu encontrava livros para ler
Quantas coisas eu quiz fazer
Fui tolhida pelo preconceito
Se eu extinguir quero renascer
Num país que predomina o preto

Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país
Se é que temos o direito de renascer
Quero um lugar, onde o preto é feliz.

Carolina Maria de Jesus
Antologia pessoal. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.


"Até o fim "

Desequilibrado amor,
Já ouvira o som do mar
Es para mim como a tormenta
Que acalma ao mesmo tempo isenta

Meros sussurros
Escondido nas palavras de um velho caderno.
O amor grita por socorro

Em uma torre escondida
Em meio aos destroços e espinhos
Quem ouvirá
Sangrarei os pés nos espinhos

Retirarei pedra por pedra
E numa cova profunda
Em meu coração
Enterrarei você
............./\.........
Adeus meu amor

⁠Perceba a Paz

Buscai a paz no contentamento nas pequenas coisas,na gratidão das bênçãos em mancheias que recebemos e não percebemos,na pratica da verdade, do silencio nas ofensas recebidas e na pratica da caridade.
Perceba a Paz saída da resistencia às más inclinaçoes e advinda
da consciência tranquila.
Buscar a Paz é Buscar o Cristo em nós.

Toque de luz
02/2024

⁠Na dúvida fique com a razão, não procure desculpas para o que sabe que não há desculpas.Liberdade de escolhas! Lamentar-se não resolve, as atitudes dizem tudo de uma pessoa. Sentimentalismo só te afundam em suas decisões, não permita que seu bom olhar te impeçam de se proteger de gente ruim.

Frase de Islene Souza

⁠Até quando coração impenitente destronarás o Santo Espírito de Deus, dando lugar aos deuses com os quais se prostituíram esta nação?

Seja restituído o teu altar, Senhor, com as mais suntuosas pedras que homem algum é capaz de remover.

⁠Meu caro Marte,

Eu não sei como começar essa carta, pois eu tenho tantas coisas para te dizer, mas não sei se você vai querer me ouvir. Sei que eu não fui honesto com você.

Eu me arrependo de tudo o que eu fiz, de tudo o que eu disse, de tudo o que eu não fiz. Eu me arrependo de ter te abandonado, de ter te esquecido, de ter te perdido.

Mas eu também me sinto confuso. Eu me sinto dividido entre dois mundos, entre dois sentimentos. Eu não sei se eu amo você, ou se eu odeio você.

Talvez você esteja com raiva de mim, com nojo de mim, odiando por mim. Eu sei que você deve estar pensando em me esquecer, em me perdoar, em me matar.

Eu não sei o que você vai fazer. Eu não sei o que você vai decidir, o que você vai escolher, o que você vai sentir. Eu só sei que eu preciso de você, que eu sinto falta de você.

Por favor, me dê uma chance, me dê uma resposta, me dê uma esperança. Por favor, me diga o que você quer, o que você precisa, o que você sente. Por favor, me ame, me odeie, me mate.

Com amor e confusão,

Saturno

⁠Você sabe reconhecer uma amizade tóxica e/ ou unilateral?

Bem, vamos lá?
Sabe aquela pessoa que só fala de si mas não te ouve?
Aquela que quando você conta um problema ela te corta no meio da fala e começa uma disputa colocando o problema dela como mais complicado e maior que o seu?
Ou então aquela amiga que está sempre pedindo sua "opinião" mas só a aceita desde que o que você fala seja a validação do que ela quer ouvir? (...)
Essas pessoas, em sua maioria, são seres extremamente egoístas, elas se colocam sempre em primeiro lugar. Ela só querem falar, falar e falar. Não existe nunca um diálogo, uma troca. Quase sempre não nos sentimos nem à vontade pra nos abrir, desabafar. Afinal, não temos opção de fala. O nosso lugar nesse tipo de relação é e sempre será de receptor e expectador.

E aí vem a pergunta: vale a pena se doar ou estar em uma amizade ou relação da qual não existe nenhuma reciprocidade?

O que fazer quando nos sentimos impotentes diante das adversidades da vida? Nos sentimos pequenos demais a ponto de ver tudo cinza...
O que fazer quando pedimos , imploramos, mas sem retorno ,
Infelizmente nós nos sentimos tristes, infelizes, diminuídos, e sem esperança.
As pessoas realmente não sabem o quanto uma ação trás consequências...

⁠A vida é muito breve!

E nessa brevidade, a gente começa a refletir sobre o que teria feito diferente se soubesse que aquele seria seu último dia com uma pessoa que a gente tanto amava/gostava ver partir.

Fica o vazio: a dor de não ter falado o que o coração pedia, o perdão necessário, porque simplesmente deixou para amanhã aquilo que poderia ter feito hoje. O remorso, a garganta fechada de tristeza nos faz refletir e nos faz ver que “de repente”, aquela pessoa que a gente tanto ama deixou essa terra e que nunca mais conseguiremos expressar o que tanto queríamos.

Não deixe para amanhã, a atenção que você poderia dar a uma pessoa que tanto necessitava.
Não deixe para amanhã, o sorriso junto com uma palavra aconchegante.
Não deixe para amanhã, o encontro que tanto queria que acontecesse com aquela pessoa que você tanto gosta.
Não deixe para amanhã, o almoço com as pessoas que te fazem bem e te tornam uma pessoa melhor.
Não deixe para amanhã, o abraço de despedida com desejos sinceros de sucesso.
Não deixe para amanhã, as flores que poderia ter enviado em um dia tão lindo e especial.
Não deixe para amanhã, o café da tarde tão desejado, tão esperado.
Não deixe para amanhã, o perdão que tanto você sabia que precisaria liberar.
Não deixe para amanhã!
Não deixe para amanhã!
Não deixe para amanhã!

A vida é breve...

Jarleide Souza

⁠O Vento

O vento que sopra os teus belos cabelos,
E espanta de minha alma os pesadelos,
Sussurra baixinho o teu nome, com certa aflição.
Talvez ele tenha medo, por sem nenhum rancor,
Ser o único a entender de verdade o nosso amor.

(Besouro Revirado)

⁠Soneto da Despedida

Quando te vi passando por aquela porta,
Pareceu-me que ia junto contigo.
Senti o tormento me dando uma amostra
Do que seria viver sempre arrependido.

Arrependo-me por não ter tido a coragem
De estender minha mão e segurar a tua,
E dizer-te numa simples e doce mensagem:
Nunca se esqueça da minha triste figura.

A amarga ausência permanece no ar
E a inesperada partida ainda agoniza.
Se o meu sofrimento pudesse o tempo parar

E prolongar este abraço por uma eternidade,
Minha tristeza iria te mostrar
Que nunca te odiei, só a amei sem coragem.

(Besouro Revirado)

⁠Never More

I

Não te perdoo, não, meus tristes olhos
Não mais hei de fitar nos teus, sorrindo:
Jamais minh’alma sobre um mar de escolhos
Há de chamar por ti no anseio infindo.

Jamais, jamais, nos delicados folhos
Do coração como n’um ramo lindo,
Há de cantar teu nome entre os abrolhos
A ária gentil de meu sonhar já findo.

Não te perdoo, não! E em tardes claras,
Cheias de sonhos e delícias raras,
Quando eu passar à hora do Sol posto:

Não rias para mim que sofro e penso,
Deixa-me só neste deserto imenso...
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!

II

Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
E nem sequer o som de tua fala
Ouvir de manso à hora do Sol posto
Quando a Tristeza já do Céu resvala!

Talvez assim o fúnebre desgosto
Que eternamente a alma me avassala
Se transformasse n’um luar de Agosto,
Sonho perene que a Ventura embala.

Talvez o riso me voltasse à boca
E se extinguisse essa amargura louca
De tanta dor que a minha vida junca…

E, então, os dias de prazer voltassem
E nunca mais os olhos meus chorassem...
Ah! se eu pudesse nunca ver-te, nunca!

Auta de Souza
Horto. Rio Grande do Norte: Editora Auta de Souza, 2000.