Poemas de quem Deu um Fora
Sim, agradeço por vir
Sim, agradeço por poder deixar um pouco de mim antes de ir
Sim, talvez não seja o fim, talvez seja o recomeço.
A SEDE
Observo UM, que a água do poema, não lhe satisfaz o espírito.
Para sobreviver, entretanto, o banhista mergulha no rio da poesia.
Onde submerso abandona suas inquietudes.
Se você forçar um querer
O amor você não irá ver
E somente saberá
Que a falta de espontaneidade
Acarreta em infelicidade.
Da varanda, vejo um povo com sabedoria celebrar mais um dia.
Da varanda, vejo um povo enfrentar sua sina confiando na providência divina.
Da varanda, vejo um povo com amor suportar toda dor.
Da varanda, vejo um povo com humildade aguentar toda a desigualdade.
Da varanda, vejo um povo com respeito buscar seus direitos.
Da varanda, vejo um povo não deixar a dureza do cotidiano consumir seus anos.
Da varanda , vejo um povo buscando melhoria mesmo de barriga vazia.
Da varanda, vejo um povo sem grana, morando numa cabana, cheia de crianças sem perder a esperança.
O escravo moderno que decide sair da caverna paga um preço muito alto.
Passa a vida inteira carregando uma cruz tão grande e pesada que desestimula outros a seguir pela mesma trilha.
Dificilmente encontraremos em Salvador um condomínio sem uma favela ao redor.
Será que todos que moram nessas comunidades são vagabundos e preguiçosos?
Será que todos estão pousando de coitadinhos e de vítimas?
Basta olhar o processo histórico brasileiro para compreender que não se trata disso, mas sim da forma extremamente perversa que nossa elite há tempos vem funcionalizando o atraso no Brasil e lucrando com isso.
Manipulação mútua.
De um lado, pessoas usando doenças e martírios chamar atenção.
Do outro, pessoas usando benevolências e auxílios para chamar atenção.
Desanimar é sofrer no pensamento,
Um passo para desistir.
Fraquejar, dizer que não é de aço
É não contar com a fé,
Menosprezá-la e tornar-se um qualquer.
SOMOS MAIS QUE O DESVIO
A vida é um sopro
Somos mais do que sonhos
Somos mais do que a busca à felicidade
Somos mais do que a busca por um objetivo
Esse não é o mundo da Eternidade
Mas podemos vive-la em um milésimo de segundo
Somos o sopro
Somos o sonho
Somos a felicidade
Somos o próprio objetivo
Somos Amor
Todo o resto é desvio
Revolucionários sonham em construir um mundo melhor no futuro.
Reacionários sonham em reconstruir o mundo melhor do passado.
Se, no casamento, um dos dois
Pisa no acelerador
O outro deve pisar no freio
Para que a próxima parada não seja em separação.
Para que haja acerto,
Se um for o acelerador
O outro deve ser o freio.
A SEMENTE
Certa vez, quando eu passava por um momento muito difícil, sonhei que seria operado do coração. Angustiado, eu pensava que não sobreviveria à operação. Não sei como fui parar ali, por quais caminhos andei ou fui levado. Sabia apenas que haveria uma operação e eu era o paciente a ser operado.
De repente, adentra a sala de cirurgia o cirurgião. Ao vê-lo, meu medo desaparece, cheguei até a sorrir... Pois o médico que me operaria era nada mais nada menos do que o poeta Fernando Pessoa!
No princípio, achei estranho. Mas depois entendi que fazia sentido ser um poeta o cirurgião de um coração angustiado.
Sem demora, o cirurgião-poeta abriu meu peito, mas não com bisturi: não sangrou, nem houve dor. Ele enfiou uma das mãos, porém não foi suficiente. Somente as duas mãos do poeta conseguiram tirar meu coração do peito.
"Seu coração está pesado como um paralelepípedo! Preciso extrair o que lhe pesa", diagnosticou o cirurgião-poeta. “O que lhe pesa não é coisa física, o que lhe pesa é a mágoa com o passado, a decepção com o presente, o medo do futuro e a descrença nos homens”, disse-me ele enquanto extraía tudo isso.
Quando olhei para a mão do poeta, meu coração estava minúsculo, parecendo uma semente salva de um fruto que perecia. Indaguei: “poeta, com esse coração pequenino como vou sobreviver!?”
O cirurgião-poeta então respondeu, terminando sua arte, sua “clínica”: “Ele está assim pequeno porque deixei apenas o coração da criança.”
Após ouvir isso despertei, e não apenas daquele sonho. Ainda deitado, olhei para a janela: já amanhecia. Queria registrar o sonho e me virei para procurar caneta e papel. Então, algo que estava sobre meu peito caiu ao meu lado na cama, era um livro que adormeci lendo: “O Eu Profundo e os outros Eus”, de Fernando Pessoa.
"As terapias verbais me terapeutam." (Manoel de Barros)
Não sei oque dói mais, um machucado ou um coração ferido?
uma dor nas costas pelo duro trabalho ou coração partido? acho que o coração.
As vezes dá vontade de desistir da vida, mais se a pessoa continua viva então quer dizer que ainda existe esperança, ouço as pessoas falarem que tudo na vida tem jeito, sera que isso é verdade? as vezes dúvido disso e penso que a morte não é a única coisa que não tem jeito.
acima de tudo vale apena tentar outra vez, se não tentar nada acontece.
"A educação matemática é um instigante e rico universo de possibilidades e estratégias matemáticas, em que os jogos eletrônicos oferecem caminhos que facilitam e dinamizam a prática pedagógica em sala de aula"
MARCOS ANTÔNIO LENES DE ARAÚJO, MARKENCIANO.
Professor de Matemática
Ao invés de lutar por um mundo melhor para todos.
Lutamos para impor nossas bandeiras sobre as demais.
É sempre bom lembrar que nossa experiência de vida é única.
E jamais poderá ser cconsiderada um modelo universal.
No país do faz de conta:
De um lado clamamos "Sou Mulher Quero Respeito"
Do outro lado cantamos e dançamos músicas que reproduzem o machismo e a violência contra a mulher.
Precisamos nos libertar um pouco dos ressentimentos e discursos maniqueístas.
E concentrar nossas energias na criação, manutenção e cumprimento das leis que visam proteger as minorias sociais.
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