Poemas de quem Deu um Fora
"PAIXÃO ASSOMBRADA"
Quando chega a tardinha
Bem na hora do mate
A saudade me bate
De ti prenda minha
Os teus passos escuto
Em minha direção
Mas é só ilusão
Silêncio absoluto
Sentadito mateando
Na varanda solito
De repente eu sinto
Que alguém tá chegando
Mas é só impressão
A casa está vazia
É só fantasia
Coisas do coração
E na hora da ceia
Teu lugar tá vazio
Me dá um calario
E me vem a tristeza
E então me levanto
E vou pro meu quarto
Na parede teu retrato
E tuas coisas num canto
E me atiro na cama
Dou um pulo e me assusto
É porque eu escuto
Tua voz que me chama
A casa até parece
Que está assombrada
Ouço tua risada
Depois desaparece
O meu corpo estremece
E me ponho de joelhos
E na frente do espelho
Eu rezo uma prece.
"LAMENTO"
O que eu fiz com os meus amores
Eram lindos, eram puros, eram verdades
No começo foram um jardim de flores
Mas cresceram e vieram os espinhos,
Desacertos, tristezas, dissabores
Causando ferimentos profundos
Que o tempo ainda não curou as dores.
"REFLEXÃO e DECISÃO"
Depois de tanto pensar e fazer pelos outros, e esquecer de mim,
eu resolvi agir da seguinte maneira: Amo pra também ser amado, respeito pra ser respeitado, valorizo pra também ser valorizado, liberdade pra ambos, direitos e deveres divididos, o que pode um pode o outro:
Só assim me sinto feliz e realizado, e talvez eu possa fazer o mesmo com alguém que eu esteja me relacionando.
"SILÊNCIO"
O silêncio é como uma brisa mansa
Que suavemente alcança
A profundeza da minha alma
Que lembrança, saudade e nostalgia
Dentro de mim fique calma.
"INSÔNIA E MATE"
Quando de madrugada a insônia me pega
E o minuano nas paredes do rancho se esfrega
Levanto da cama e cevo o meu mate
Enquanto o vento forte e frio no oitão bate
Eu sorvo o meu mate bem tranquilo sentadito
Faceiro aqui no meu cantinho solito.
Aprendi a ser Mar …
Aprendendo a cada dia com
a sabedoria das águas,
Aprendo a deixar ir,
A esperar, sentir, respeitar.
Aprendi a ser Mar,
Sendo mulher, mãe, gota e oceano.
Aprendendo a zelar, nutrir e ensinar.
Aprendi a ser Mar
Através de toda lágrima e suor,
Aprendendo o preço do caminhar e
A necessidade de sempre seguir.
Perdão
Eu já fiz isso antes...
Eu consigo lhe perdoar
por todas as noites que fez com que eu me culpasse pelos seus erros!
Eu ja fiz isso antes...
Eu consigo lhe perdoar
por ter feito duvidar das minhas verdades, e acreditar em suas mentiras...
Eu ja fiz isso antes...
Eu consigo lhe perdoar
por todas as vezes que aceitei as suas desculpas disfarçadas de amor!
Eu ja fiz isso antes...
Eu consigo lhe perdoar...
O problema será perdoar- me por me perder...
toda vez que lhe ofereço o meu perdão...
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Dóra
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Graduada em hipnose,
Sentidos de rapina,
Em sua apoteose
Furtou-me a idolatria.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
O que delonga faz confiar,
O que demora faz confiar.
Desafio Dóra !
Desafiadora a se entregar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
O canto triste e melancólico
da sabiá-laranjeira
que reside aqui em frente,
invade minha solidão.
Formamos um belo par de solitários,
ambos fora de tom:
ela, com seu canto,
lamenta o amor que se foi,
eu, em meu canto,
lamento o amor que não veio.
Patriotas corruptos
No Brasil
O que mais tem
É político
Que se diz
Patriota
Para fazer
O povo
De idiota.
Nada matou mais na história
Que as certezas totalitárias
Dos profetas religiosos e ideológicos .
Milhões sucumbiram frente às verdades absolutas
Dos mentirosos que se arvoraram em donos da verdade.
Da vossa verdade!
Eu vos suplico!
Não vos deixe enganar por salvadores .
São, em verdade, reles ditadores
Que ditam, antes dores
Que verdades.
Eis o que são os donos de vossa verdade:
Mentirosos! Mentirosos! Mentirosos!
Os mais canalhas deles!
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