Poemas de quem Deu um Fora

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Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz.

A criatividade de uma nação está ligada à capacidade de pensar e teorizar, o que requer uma boa educação e, daí, partir para o inventar e, depois, ir até as últimas consequências no fazer.

A longo prazo uma profissão é como o matrimônio; apenas se sentem os inconvenientes.

Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão.

O nosso espírito é essencialmente livre, mas o nosso corpo torna-o frequentes vezes escravo.

O governo é como toda as coisas deste mundo: para o conservarmos temos de o amar.

É necessário subir muito alto para bem descortinar as ilusões e angústias da ambição, poder e soberania.

A virtude é coisa deveras inútil e frívola, caso apenas tenha a recomendá-la a glória.

Uns homens sobem por leves como os vapores e gases, outros como os projécteis pela força do engenho e dos talentos.

Disse algum mal de ti? Não o digas tu dele, quanto mais não seja para que a ele não te assemelhes, imitando-o.

Não há coisa mais fácil que vencer os outros homens, nem mais difícil que vencer-nos a nós mesmos.

A maior parte dos males e misérias dos homens provêm, não da falta de liberdade, mas do seu abuso e demasia.

A democracia é como a tesoura do jardineiro, que decota para igualar; a mediocridade é o seu elemento.

Se eu conhecesse alguma coisa que fosse útil à minha pátria, mas prejudicial à Europa, ou que fosse útil à Europa, mas prejudicial ao gênero humano, considerá-la-ia um crime.

Quando moços, contamos tantos amigos quantos conhecidos; porém maduros pela experiência, não achamos um homem de cuja probidade fiemos a execução do nosso testamento.

O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.

Os homens desejam ser escravos em qualquer parte e colher aí a força para dominar noutro sítio.

Não poder suportar todos os maus carácteres de que a sociedade está cheia não revela bom carácter: e isso é indispensável no comércio das peças de ouro e da moeda.

Os homens têm geralmente saúde quando não a sabem apreciar, e riqueza quando a não podem gozar.

Nada devemos fazer que não seja razoável; mas nada também de fazermos todas as coisas que o são.