Poemas de quem Deu um Fora
O que adiantou prometer senão iria cumprir...
Pra que mentir se um dia descobrimos a verdade...
Por que sumiu sem falar nada...
E aparece do nada totalmente mudado...
Pra que ficar quieto isso não leva a nada...
Não fala com medo de machucar...
Mas uma coisa tem certeza...
O que passou, passou não volta mais...
Promessas já se foram...
Realidade continua...
Sonho se quebrou...
Palavra sem fim se foi...
Coração partido se quebrou...
Humildade e confiança morreram...
Morreram junto de ti...
Que longe sempre estará...
De um dia feliz que se foi...
De um coração sincero que não volta mais...
Ela, a escuridão, o silêncio e seu quarto.
Ela via o sol se pondo e seu coração sentia um imenso alívio.
Era estranho saber que ela se encaixava tão bem na escuridão.
Talvez seja um pouco triste dizer, mas sua alma descansava feliz quando a lua brilhava em sua janela.
Ela escutava o barulho do silêncio e sorria agradecida.
Seu refúgio era essa quietude, sempre reconfortante.
Ela fechava os olhos e agora chorava desprotegida, sem medo e sem receio.
Poderia enfim se livrar de todas as lágrimas que segurou durante o dia.
Seu travesseiro era onde sua raiva fluía, depositava nele toda a sua angústia.
Sua coberta trazia segurança, era a única coisa que abraçava seu corpo calada.
Suas paredes viam todo seu sofrimento, entendiam cada detalhe de sua tristeza.
“É engraçado” ela dizia “acho que meu quarto é o homem que nunca encontrei.”
Natal, e não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Ir contra o que é natural deveria ser um modo de vida,
o que vale a recompensa sempre se vale a briga.
Cada segundo conta porque não há segunda chance.
Então viva a vida tal qual você não o fará duas vezes,
não deixe sua própria vida à deriva.
Ele te deixa com pulgas atrás da orelha? Minhocas na cabeça? Grilos?
Amiga, isso não é um homem, é uma Praga'!
Dedetiza!
Pega-me na mão e diz-me que vai tudo correr bem. Olha-me nos olhos e sorri. Dá-me um beijo e conforta-me. Faz-me um afago e acalma-me. Abraça-me e diz que ficas comigo para sempre. Que vais tomar sempre conta de mim. Que sabes que eu estarei sempre ao teu lado da mesma forma. Que nada existe que nos faça deixar de gostar um do outro.
Promete-me ficar e eu prometo-te não me ausentar.
Toma conta de mim. Que eu tomo conta de ti.
Mulher
faz de tua vida um poema!
Contemple teu viver,
Apure a curiosidade nata.
Cale, silencie em ti,
Aguente e resista às imposições
de um tempo...
faça o seu tempo...
Dialogue com tua alma corajosa,
no canto do quarto,
na mesa do bar,
ou em frases soltas na parede.
Mas, aconteça,
te fortaleça.
Da dor ao amor,
amor próprio,
essência do Criador.
O bela criatura,
abrace no colo,
embale as palavras
até virarem
poesia.
Sei que um dia me lembrarei daquele momento,
Momento no qual fui muito feliz.
Momento onde não havia diferença,
pelo contrário...havia cumplicidade!
Se um dia me perguntares se me arrependo de algo que fiz.
A resposta estará nã ponta da língua,
e será NÃO!
Ainda sinto que precisarás de mim,
do meu ombro, das minhas palavras..
Mas deixarei que o tempo lhe mostre isso!
Afinal, quem sou eu para interferir no tempo?
Apenas viverei a minha vida,
ela é curta, tenho que vive-la,
aproveita-la, usufruir da mesma...
VAMOS APROVEITAR O INTERVALO!
O resto?
O resto é consequência!
”… E ele fechou os olhos e me deixou, partiu sem dizer ao menos um adeus”
E eu fiquei, vendo o amor da minha vida me deixar, depois de tudo o que passamos, depois de todos os momentos que ficamos juntos, Planos, Histórias,
Sonhos para serem realizados, mas perdidos ao vento, pois não existe ninguém
no mundo capaz de chegar onde ele chegou, tudo o que eu faça me fará lembrar
dele, o que fazer, como viver no mundo onde me sinto incompleto, sozinho, porque a única pessoa que estava do meu lado se foi, me vejo como se estivesse a beira do abismo, não sei viver num lugar onde você não está !!
A vida é um sopro.
Um breve respirar do tempo.
Ela não nos avisa do seu fim.
Não nos prepara para o que ou quem vai nos tirar.
E ela não tem essa responsabilidade. Porquê ela nos dá o tempo necessário. Mesmo que julguemos mereceredores de mais.
Então tudo que se pode fazer, é aproveitar a oportunidade do hoje.
Amar, perdoar, reconciliar, aprender e cultivar.
Pois tudo que restará de nós, são as lembranças que ficarão nos corações daqueles a quem tocamos.
Não perca essa chance de continuar vivendo.
A Verdadeira Fé
Um Cético perguntou a Devendranath Tagore:
- Sempre falas de Deus, mas tens provas de sua existência?
Devendranath apontou para uma luz:
- Sabes o que é isto?
- É uma luz- respondeu o céptico.
- Como sabes que é uma luz? - perguntou Devendranath.
- Eu a vejo, portanto, não há necessidade de prova.
- Então o mesmo se dá com a existência de Deus. Eu o vejo em mim, e fora de mim, eu o vejo dentro e através de cada coisa. Portanto, não há necessidade de prova.
E continuou:
- Enquanto a abelha se encontra no exterior das pétalas do lírio e não experimentou ainda a doçura de seu suco, ela plana em volta da flor e emite um zumbido. Mas, logo que ela penetra em seu interior; ela bebe silenciosamente o néctar. Quando alguém ainda estiver discutindo e especulando sobre uma doutrina e os dogmas religiosos, é por que ainda não experimentou o néctar da verdadeira fé. Por isso, faz silêncio e compreenderás! Onde o Espírito Eterno vem com sua Luz, nossa lâmpada terrestre já não é necessária. Pobres homens que crêem que as miseráveis lâmpadas do intelecto humano dão mais luz que o doce cintilar das estrelas divinas!
Um herói em tempos de guerra é um assassino em massa em tempos pacíficos.
(Riza Hawkeye)
Entre feridas e flores, encontrei um lugar de cura:
o espaço entre o que me quebrou
e o que me fez renascer.
E hoje, onde antes era dor,
encontro sentido.🦋🐛
Cultivar flores é mais do que um gesto, é um exercício silencioso de sentir. É tocar a terra com delicadeza, como quem entende que tudo o que cresce precisa, antes, ser acolhido.
Há quem veja apenas pétalas. Mas quem é sensível enxerga processos: o tempo da semente, a espera da raiz, a coragem do broto que rompe o escuro em direção à luz. Cultivar é respeitar esses ciclos sem apressar, sem exigir apenas cuidar.
A sensibilidade mora nisso: em perceber o que não grita. Em regar mesmo quando ainda não há sinais. Em acreditar no invisível, no que está sendo formado longe dos olhos.
Flores não florescem sob pressa. Elas respondem ao toque certo, à luz suficiente, ao silêncio necessário. E talvez seja por isso que quem cultiva flores aprende, sem perceber, a cultivar pessoas, sentimentos e a si mesma.
Porque amar, no fundo, é isso: um ato contínuo de cuidado, presença e entrega, mesmo quando tudo ainda é semente.
Desejos Impossíveis
Há desejos que não batem à porta. Eles entram silenciosamente, ocupam um canto da alma e aprendem a morar ali.
Tentamos ignorá-los. Mudamos os caminhos, desviamos os pensamentos, ocupamos as horas com outras urgências. Dizemos a nós mesmos que já passou, que não faz sentido, que é melhor seguir adiante. Mas alguns desejos conhecem atalhos que desconhecemos.
Eles atravessam o tempo escondidos em uma lembrança, reaparecem no perfume que o vento traz, em uma música esquecida, em um instante qualquer entre a distração e o silêncio.
Quanto mais fugimos, mais percebemos que a distância nem sempre é capaz de desfazer o que criou raízes.
E assim o desejo caminha.
Não apressa os passos, não exige explicações. Apenas permanece, percorrendo os corredores mais secretos do coração, esperando o dia em que será acolhido, transformado ou, quem sabe, compreendido.
Porque há desejos que não nasceram para ser esquecidos. Apenas seguem existindo, atravessando estações, sobrevivendo às ausências e encontrando maneiras de nos lembrar que algumas partes de nós continuam vivas, mesmo quando tentamos convencê-las do contrário.
Hoje, não peço ao dia que seja extraordinário.
Basta que ele encontre um jeito de pousar leve sobre os ombros cansados, de abrir uma fresta onde antes só havia muro, de lembrar ao coração que nem tudo precisa florescer de uma vez.
Há sementes trabalhando em silêncio sob a terra. Há respostas amadurecendo longe dos olhos. Há caminhos se formando enquanto a gente apenas continua.
E, às vezes, continuar já é milagre suficiente para um dia. 🌿
Tenho ânsia de te encontrar. Urgência de me abrigar em teus braços. Ainda que fosse apenas por um instante, por um cafuné, para repousar a tranquilidade entre o peito e o mundo.
Queria atender ao chamado do que me chama em teu olhar. Às vezes, queria trocar o relógio, vencer o tempo, rasgar a distância. Mas há o medo… ah, o medo. Esse que trava, bloqueia, bloqueia, semeia dúvidas. O receio de atropelar a forma certa e não deixar acontecer.
Mas existe forma certa quando o amor decide invadir? Existe medida exata para aquilo que chega tomando posse do que já lhe pertence?
Ah, a paixão… Ela me parece vir carregada de ímpeto e da bela insensatez dos destemidos apaixonados.
Então me pergunto: por que o amor conserva tanto pudor? Por que teme pisar em águas profundas, se ele, por si só, já nasce tão profundo?
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