Poemas de quem Deu um Fora
Pelas grades da rotina,
aprecia a linda vista lá fora
sente uma brisa de liberdade
de uma vida que está ansiosa
pra ser vivida de verdade.
Noite fria, os lares estão mais aconchegantes,
enquanto, lá fora, a chuva está caindo,
renovando a flora, deixando-a mais radiante,
então,uma simples e calorosa ocasião de lindos e distintos pormenores.
Numa mente caótica com o excesso de cobranças internas e o reflexo de outras que vêm de fora,
há um fluxo de pensamentos insistentes, confusos, consistentes que dançam de uma maneira coordenada ou de forma aleatória fervorosamente e não importa a hora, qualquer momento pode conveniente,
logo, uma atividade evidentemente perturbadora.
Uma agitação muitas vezes inevitável, mas que pode ser transformada entre outras coisas numa fonte geradora
de inspiração quando seus elementos estiverem devidamente canalizados resultando numa justa compensação.
Abraçando este ponto de vista,
é possível constatar que a arte precisa de uma dosagem de caos para ser criada e uma atenção essencial para ser compreendida, sendo assim,
a provocação da instabilidade é ironicamente capaz de instigar
a sobriedade
HOJE, A MADRUGADA ESTÁ EMOTIVA,
POIS ESTÁ CHOVENDO LÁ FORA,
NÃO SEI SE POR ALEGRIA OU TRISTEZA,
MAS, DE QUALQUER FORMA,
FAZ BEM EM DESABAFAR,
PRA QUE A ALMA NÃO SE AFOGUE
POR ELA TER FICADO
SÓ NA VONTADE DE SE EXPRESSAR.
A sonoridade impactante da chuva impetuosa que está caindo livremente lá fora, parece que quer acompanhar o ritmo veemente da música que ouço agora, criando um ambiente propício para despertar a minha mente com pensamentos poéticos, embevecidos em sentimentos calorosos bastante envolventes como encantos sonoros.
Ao mesmo tempo, aprecio fortemente o fato de estares aqui comigo, também estamos envolvidos por esta veemência sonora graças aos batimentos acelerados dos nossos corações, do som dos nossos corpos abrasados por movimentos contínuos que nem os passos de uma dança intensamente aprazível.
Experiência muito revigorante que é possível pelo intermédio oportuno da arte e pela sensibilidade que permite percebê-la, criando uma ponte entre o lúdico e a realidade, na qual estamos sobre ela, desfrutando brevemente de uma nova identidade resultante deste encontro tão harmônico, consoante à musicalidade intensa de nossos ânimos.
Uma superação pode ser bastante atraente,
atraindo para fora a angústia, atraindo para dentro a brandura
revelando um ser Resiliente.
Num canto muito aconchegante, protegido do frio demasiado que faz lá fora, felizmente, distante do caos inoportuno que pode perturbar a minha mente,
Estou diante do fogo imponente de uma lareira que esquenta o meu corpo, ouvindo uma intensidade sonora que aquece a minha alma e afaga os meus ouvidos,
Sinto um alívio bastante almejado que se propaga rapidamente, que agora é expressado por estas palavras que estes meus versos proferem
Este é o poder do imaginário que tem um nível alto de realismo e detalhamento que me leva para várias versões de paraíso, intensificado pelo meu senso poético.
Lá fora, a chuva cai com bastante empenho,às vezes, a alma também chove, chora, então,gotas e lágrimas harmonicamente se misturam,
Ambas são temporárias, eficazes, necessárias,pois desabafam e logo fortalecem, acalmam e restaram o ânimo e a gratidão floresce
Os tempos difíceis e o tempo chuvoso podem parecer tristes, mas fazem gerar bons frutos, o choro de felicidade, dançar na chuva, alegrando o próprio mundo.
Ao som da chuva que cai lá fora
em hamornia com uma linda canção,
minha madrugada está acolhedora
transmitindo uma deleitosa sensação,
assim, pouco antes de dormir,
alguns versos afloram e passam a minha emoção,
o que conforta o meu espírito
e acalma o meu coração.
Chove lá fora uma grande expressividade celeste que soa uma sonoridade emocionante que se mistura com uma chuva de notas, resultando numa composição imponente que logo se transforma em conforto para a mente.
Um evento simples e poético que chega a ser muito notável neste mundo que muitas vezes é tão caótico, um feito através de uma emoção sinfônica, uma chuva de fortes sentimentos que prontamente revigoram durante um breve momento.
Então, havendo uma percepção sóbria focada na simplicidade, cuja naturalidade é harmônica com tantos detalhes e várias formas, virá um avivamento até mesmo com o cair da chuva num entrosamento com uma linda música.
" Deitada em minha cama, olho pela varanda…
E vejo a chuva caindo lá fora..
Tento ver o infinito…
Mas com a neblina da chuva, fica impossível…
Apenas alguns borrões…
De repente vem à memória…
Quando eu era criança…
Em dias de chuva, com medo de trovões e relâmpagos…
Ficava deitada, esperando a chuva passar…
Então minha mãe dizia!
"Não tenha medo!"
É São Pedro lavando o céu…
Eu ficava imaginando…
Um homem velho, barbudo, com roupas compridas, lavando sua casa…
Um chão branco e preto, parecendo um jogo de dama...
Arrastando seus móveis prá lá e prá cá, quando trovejava ou relampiava…
Quanta inocência…
Como é bom ser criança…
Brincar sem ter hora pra acabar...
Sorrir sem ter medo de ser feliz…
Cantar até o sol raiar…
Dançar até a chuva passar…
Viver sem pensar no ontem ou no amanhã…
Apenas viver…
De repente, a chuva para…
Os trovões se acalmam...
A neblina começa a se dissipar…
Volto para os meus pensamentos…
E vejo que o infinito sempre esteve aqui...
Então agradeço a criança que reinou em mim…
Porque foi ela quem me mostrou que sonhar não tem limites…
Basta ter fé…"
Cassia Bento Gonçalves
A chuva ainda tem brilho?
O céu está caindo lá fora, nós estamos aqui dentro. Eu quero ser sua essa noite. Só essa noite.
Quero poder sentir você de perto.
Passar as mãos pela sua pele clara e quente, sentir seu coração batendo devagar, calmo.
Quero beijar você, te saciar, escorregar minhas mãos pelas suas costas, só por uma noite.
Quero ser sua.
Me ame como se pudéssemos fazer isso pra sempre, desenhe minhas curvas, me agarre, se prenda dentro de mim e esqueça que eu vou embora.
Eu sou sua, só hoje.
A luz dos raios que iluminam a janela deixam seus olhos lindos, amor. O frio se intercala com o calor dos nossos corpos.
Você é lindo.
Não me faça sangrar, por favor.
Irei sumir ao amanhecer.
Mas por essa noite, esqueça que somos só amigos.
A chuva ainda tem brilho.
Liberte-se do "jugo" do passado e das lembranças..
Seja livre..
Jogue fora tudo o que não te pertence mais e libere espaço no seu coração, para o novo de DEUS, do amor e da vida entrar.
Um coração ocupado com coisas velhas e passadas,não deixa espaço para coisas boas e novas ocuparem um lugar especial na sua vida!
Pense nisso..reflita e seja feliz !
Cure as feridas da sua alma e do seu coração e seja livre !
O VERDADEIRO AMOR !
ISSO É AMOR,FORA DISSO É SÓMENTE ' UMA PAIXÃO PASSAGEIRA !
AMOR E AMAR É ISSO : INCONDICIONAL.... INDEPENDENTEMENTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS FÌSICAS,ESTÉTICAS, FINANCEIRAS OU RELIGIOSAS !
O AMOR QUEBRA AS BARREIRAS DA DISTÂNCIA, DAS LIMITAÇÕES E UNE PESSOAS QUE SE FUNDEM E SE TRANSFORMAM EM UMA SÓ CARNE !
Texto de Cerimônias Ecumênicas Gilberto Braga em 03;03/2015
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Nem sempre passa ...
Quando não sentimos a inspiração,
é que o encanto não habita lá fora,
o olhar alcança; não enxerga mais.
a alma esvaziou-se da sua ilusão.
Vai passar... resta só ter paciência,
a viagem é caminho desconhecido.
Estamos sujeitos às tempestades...
Tentamos vencê-las, travamos lutas
às vezes, nos damos por vencidos.
Lá fora, claro dia
O Sol, tão só, brilha no Céu
Talvez de solidão
A luz que esse Sol irradia
Ultrapassa
O ponto onde a vista alcança
Astro indomado
Exibindo eternamente a realeza
Na tristeza dessa mansa solidão
O Sol tão só no Céu
Ternura ausente
Que se sente
Nessa escuridão tão branca
Talvez o Sol
Seja criança entre as estrelas
Um ponto entre outros Astros
Vaga tranquilo
Brincando de destruí-los
Lentamente
Enquanto isso a gente
Tão sós quanto o Sol
Carentes de tamanha realeza
Destruímos a nós mesmos
Com tamanha destreza e celeridade
Que jamais chegaremos perto
Da idade do Sol
Que lá fora
Arde tranquilamente.
Edson Ricardo Paiva.
O Sol ainda brilha lá fora
Eu sinto que luz e calor
Não me pode alcançar
Corpo frio
Longe de tudo
Até mesmo da própria vida
Coração vazio
Nada mais prende mais atenção
Que a vontade de ir embora
Lá no fundo do quintal
O ruído, pouco mais que gemido
De uma alma chorando escondida
O desejo de orar me toma
Mas Deus não há
Há somente a vontade que implora
Com voz que ninguém pode ouvir
E agora?
Edson Ricardo Paiva
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