Poemas de quem Deu um Fora
- Casas comigo?
- Ah caso!
- Ao acaso?
- Eu disse CASO!
- Sou um caso? És mesmo um casanova!
- Não amor, olha... já comprei a casa nova!
- Que casarão! Parece frio!
- Não tem problema, te sirvo de casaco!
- Então marquemos o casamento!
- Agora não! Bora acasalar.
( aCASO)
- É um simples "eu te amo",
que te digo meu bem!
Pois se te digo "eu te amo",
digo a outro também!
- Pois quando te disse "eu te amo"?
Foi ontem? Que desdém!
Pois se te digo "eu te amo",
não digo a mais ninguém!
- Tu superestimas o "eu te amo",
não vês que nenhum valor tem!
Até disseste pra Maricota
"te amo também"!
- Pois sei que te amo,
mesmo tendo te despachado meu bem!
Se digo que te amo, é porque te amo,
Amém!
- Te amo, te amo, te amo...
Dizes quando convém!
Será que tu GOSTAS de mim?
Gostar, vai muito mais além!
( te amo, te amo, te amo ...)
- Bom dia my dear!
- Com os diabos, lá vem ela com seus diálogos diurnos!
- Que palavreado para um ex-diácono!
- Estou mais preocupado com os movimentos do meu diafragma! Cadê meu café?
- Estás com diarreia? Meu diagnóstico não falha!
- Não entendo! Parece que falas em outro dialeto!
- Hum, neste diapasão ... que tal cuidar um pouco do teu diâmetro?
- Adianta logo! O que tu queres?
- Uma dica? Manter a diástole do meu coração!
- O que?
- Hehehehe. Quero um beijo "diAMANTE".
(diAMANTE)
- Escuta fulano...
- Não escuto! Estou noutro meridiano!
- Foi tudo um ledo engano!
- Nada! Era o teu plano! Pensei que fosse o teu dono!
- Um erro! Que pensamento insano!
- Pois teu coração que é desumano!
- A verdade é que não se assenta o cigano! Foste tu o leviano!
- Mas deixa estar, já sei do beltrano!
- Vês tudo do teu jeito, não tens tutano!
- Querida, em amor, sou veterano!
- Oh! O puritano. Escuta fulano... houve o som do meu piano... sou eu que mais amo e amo e amo.
(Urbanpiano)
no frio de agosto,
acordei com encosto,
dor no pescoço,
na boca um mal gosto,
no olhar, o teu rosto
já paguei tanto imposto,
assume o teu posto,
vem bem disposto,
fazer meu almoço
o pouco
pro outro
é pior que nada
é um soco,
uma bofetada
que te deixa oco,
coração no toco
e alma dilacerada
não seja louco
saí do sufoco
dessa roubada.
PARA: Tulipa, minha delícia
de cintura delgada.
Teus sussurros delicados
deletam um resto de sanidade.
Delego-te meus mais puros e profanos sentimentos.
DE: Lírio Branco
DE: Tulipa.
TU LIrio, PAixão da minha vida!!!!
Eu amo como se fosse verdade,
Num mundo de mentiras;
Como um bêbado da noite, na sobriedade da manhã;
Como um adolescente entusiasmado, por razões senis;
Amo como um inocente condenado à forca,
Que mesmo assim, ainda crê na Justiça!
Amo como se fosse luz, na mais completa escuridão;
Como se fosse partida, no trem da volta!
Amo como se fosse vida, no seio da morte;
Como se fosse pra sempre,
Desesperadamente pra já!
Nunca negue um bom dia,
nem a um parente,
nem a um amigo,
nem a um mendigo.
Nunca diga nunca mais,
ande pra frente ou ande pra trás,
em direção à alegria!
Barriga cheia de orgulho dá azia.
Nunca diga que não gosta,
sem antes experimentar,
Para toda regra imposta,
há uma brecha pra quebrar.
Nunca julgue o próximo,
o próximo pode ser você.
Lembre-se que um dia,
todos nós vamos morrer,
mas antes de acontecer,
dê muitos "bom dia"
não se esqueça de VIVER!
(Bom dia)
Ela era palavra pura,
Que ele ouvia como um primeiro olhar.
A poesia o fez virar-se em sua direção.
Percebendo no balanço dela, o do seu mundo!!!
Ele sentou-se para ouvir mais.
Ela era palavra doce,
Que o fez lembrar-se de sonhar.
E sentiu na sonoridade das rimas, o primeiro beijo.
Ele resolveu escrever também,
E entre as palavras dela,
Mandou-lhe as suas.
E ela, que era palavra seduzida.
Recebeu palavras arrebatadoras,
Cadenciando, na ofegância dos sentidos,
Palavra amor.
(Lina Marano - Palavra Amor)
Rosa, no canteiro,
Ouve um chamado...
Arrepios, no corpo inteiro,
Enquanto Cravo, canta!
E Rosa levanta,
Rodopia, se assanha...
Cravo acredita!!!!
Ela aceita e não barganha.
Rosa se agita!!
Cravo, seu amor,
De outra vida, ressuscita!
Pare de reclamar
Que partiram seu coração.
Triste é viver,
Sem saber que tinha um.
Viva. Ame.
E morra feliz .
A dança das cadeiras
Ciranda da vida, a dança das cadeiras,
Cada volta um ciclo, destino que desenrola.
A música soa, novos ritmos, novas brincadeiras,
E à cada parada, permanecer na dança, nos consola.
Na orquestra do tempo, novas melodias incluídas,
Cada reinício, um novo interesse, uma nova paixão,
Novos rostos, de velhas presenças desapercebidas.
Neste jogo de estar, uns ficam, outros se vão.
A cada parada, um adeus, uma despedida,
Como folhas que ao vento partem, vida após vida.
Mas há o encontro, na pausa, uma nova mão estendida,
Em cada assento vazio, uma história nova, uma ferida reaberta, uma ferida esquecida.
Assim gira a roda, na aproximação da distância,
A cada ciclo, a vida nos ensina a resiliência, a importância,
De saber dançar mesmo quando a música parece incerta,
Pois a cada volta, novo desafio, uma nova descoberta.
E quando a música finalmente parar, o que nos resta?
O eco dos passos, as memórias desta Festa.
Com suas perdas e ganhos, cada momento, uma chegada.
Na dança das cadeiras, da vida, o prêmio maior é a jornada.
Como um naco de chocolate,
roda em sua boca até derreter,
a mulher chocolate roda na pista.
Ela roda, roda em torno de seu dorso.
Sua língua sorve o doce,
Ela sorve sua mente,
derretendo a razão.
Naufrágio
Não nego
no leito
um trago
te entrego
na palma
da mão
a alma
sossego
no peito
me acalma
no leito
da palma
da mão
um afago
com calma
Naufrago
no lago
da alma
e apago.
Deixe tudo pele, tudo em segredos,
Deixe a poesia, sua magia.
Deixe um pouco de você, deixe alma,
Que me leve junto, e deixe ir
Deixe uma canção que ouvia, deixe o grito meu silêncio matuto.
Desse jeito de amar, na calada das tardes manhãs,
Deixe estar minha camisa enchuta, nos seus lábios de baton, alvorecer.
Deixe o rio, deixe as pedras, só não deixe de amar...
Quero escrever o verso que ninguém escreveu,
Quero muito esse mundo seu no meu,
Quero um abraço, quero o sorriso que o sol te deu.
Quero sentar ao lado de um campeão,
Quero vinho e pão.
Quero seu lenço na algibeira, comer besteiras,
Ouvir teu silêncio dizendo "não".
Quero que me queiras, fazendo arte.
Quero teu corpo, parte á parte.
Quero um poema de ti , que seja poema de mim.
Quero falar_te , em versos que não escrevi.
Do que somos realmente feitos,
Se não de um punhado
De saudades... que sequer tem direito ás próprias lágrimas.
Se ao cair da escada, a cada degrau conquistado tenha som de aplausos.
Havera de ser comigo, ser amigo, ser castigo
que sonhar nos seja eterno... não caçador de mágoas... e que o amor seja fraterno.
Qualquer que seja ...
de onde quer que seja...
uma paisagem da Natureza
é sempre um colírio para os olhos,
mas ... o Oceano
Oh! O Mar!
como seja...
calmo ou tempestuoso ...
e de onde quer que seja...
do Norte ou Sul ...
do Leste ou Oeste do Planeta...
é sempre uma benção eterna
para o olhar da Alma.
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